terça-feira, 3 de setembro de 2013

Porto do Saber "Silvia Lemos Smith" será inaugurado hoje (3)


Como parte da Semana da Pátria, o prefeito Alberto Mourão inaugura, nesta terça-feira (3), às 17 horas, o Porto do Saber “Silvia Lemos Smith”, na Rua dos Rosedas, s/n, Samambaia (próximo ao ginásio poliesportivo do núcleo residencial). O equipamento da Secretaria de Educação oferece biblioteca, espaço digital com acesso à internet e inúmeras atividades culturais. Este evento faz parte da Semana comemorativa à Independência.

Mas, você sabe quem foi Silvia Lemos Smith? O Blog da ONG DCM entrevistou esta personalidade de extrema importância para a região e para o país e a entidade a homenageou durante a Semana da Mulher em 2009.

Uma mulher à frente do seu tempo
Matéria de 2009

A primeira perita criminalística do Brasil, Sílvia Lemos Smith, 93 anos, foi uma das pioneiras na luta pelos direitos femininos. Nascida em 1916, Sílvia derrubou preconceitos ao inscrever-se na Escola de Polícia de São Paulo, aos 24 anos, após ver um anúncio para o curso de perícia criminal para ambos os sexos.

A especialista em datiloscopia (identificação por impressão digital) enfrentou três anos do curso assistindo a indiferença dos 38 alunos - todos homens - e do professor. "Decidi tornar- me da polícia técnica porque eu queria evoluir, vencer", lembra Sílvia. Enquanto fazia o segundo curso profissional da sua vida - já era formada em Magistério - o secretário de Segurança de governo Getúlio Vargas, Accácio Nogueira, convidou-a a formar o Serviço de Investigações no Serviço Social dos Menores da Capital. Sua carreira durou até 1948, quando a tuberculose a impediu de continuar na profissão. A lei aposentava automaticamente o funcionário que ficasse sem trabalhar por mais de quatro anos. Ela precisou de sete para vencer a doença.

Em 1932, votou pela 1ª vez e trabalhou no "quartel-general", como ela diz, do movimento que ficou conhecido do MMDC (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), a Escola Normal Feminina da Capital, tratando de curativos e realizando afazeres domésticos. Em 1943, vestiu calça jeans na sua lua-de-mel em Serra Negra. Em 1951, dirigiu automóveis no bairro da Vila Mariana, mesmo sob vaias e xingamentos. Na época do Golpe de 64, seu único filho, Ruy Lemos foi perseguido, porém Silvia abrigou o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, secretamente em sua casa.

Nota: Como professora, escrevia poesias para jornais de Praia Grande, cidade onde morou de 1969 até seu falecimento em 2012.


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Defesa e Cidadania da Mulher é uma organização não governamental de Praia Grande/SP, nomeada Utilidade Pública e sem fins lucrativos. Desde 2005, atuamos nas bases: social, educacional, profissionalizante e cultural, destinadas à conscientização, assistência e amparo às mulheres de qualquer idade, raça ou religião, possibilitando-a que esta exerça a sua cidadania de forma consciente, visando na erradicação da Violência Doméstica.

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