quarta-feira, 2 de maio de 2012

Exercício físico pode reduzir risco de Alzheimer em qualquer idade

Fonte: Minha Vida - publicado em 19/04/2012

Estudo sugere que tarefas como cozinhar e lavar pratos também ajudam na prevenção

A atividade física diária pode reduzir o risco da doença de Mal de Alzheimer mesmo em pessoas com mais de 80 anos, de acordo com uma nova pesquisa feita pelo departamento de neurologia da University Medical Center, em Chicago, Estados Unidos. Os pesquisadores reuniram 716 idosos na faixa dos 82 anos, todos sem qualquer tipo de demência, e acompanharam os níveis de atividade física de cada um usando um dispositivo chamado actígrafo.

Após três anos e meio, 71 pessoas desenvolveram a doença de Alzheimer. Aqueles que estavam praticaram apenas 10% da quantidade de exercícios recomendada foram duas vezes mais propensos a desenvolver a doença. Os estudiosos também descobriram que não só atividades como correr e musculação ajudam a diminuir o risco de Alzheimer, mas também tarefas como lavar pratos, cozinhar, jogar cartas e até mesmo usar uma cadeira de rodas.

De acordo com os estudiosos, os idosos devem ser encorajados a seguir um estilo de vida mais ativo, seja subindo e descendo escadas ou lavando pratos. Eles também afirmam que são necessários mais estudos para descobrir como o exercício pode ajudar na prevenção de demência.

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"Fumo, obesidade, hipertensão e diabetes contribuem para o aumento de lesões no cérebro que levam à perda de cognição", afirma o psiquiatra Cássio Bottino, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. As lesões, associadas às dificuldades de conexão entre os neurônios, dão origem à maioria dos diagnósticos de Alzheimer atualmente. A seguir, especialistas discorrem sobre a relação entre esses fatores e dão dicas para você cuidar melhor da saúde e se proteger contra o Alzheimer:
Síndrome metabólica

A geriatra Yolanda Boechat, coordenadora do Centro de Referência em Atenção ao Idoso da UFF-RJ, explica que a síndrome metabólica eleva a incidência de doença vascular cerebral, além de aumentar o estresse oxidativo. A síndrome provoca um maior acúmulo de gordura no sangue, dificultando a circulação pelo corpo. Com isso, há um aumento de lesões microcardiopáticas, assim como a atrofia cerebral. Segundo a especialista, esses fatores, juntos, podem elevar a perda da memória em até 40%.

Hipertensão

Em um quadro de hipertensão arterial, a intensidade com que o sangue circula acaba causando lesões nos vasos, inclusive nos do cérebro. "Danificados, eles acabam levando menos sangue, oxigenação e nutrientes para o cérebro", afirma Cássio Bottino. O tecido cerebral é muito dependente da oxigenação do sangue e pode perder capacidade caso surjam falhas vasculares.

Tabagismo

"O cigarro acelera o processo de envelhecimento neurológico e a atrofia cerebral, o que agrava as chances de Alzheimer", afirma Yolanda Boechat. Além disso, é possível que o risco aumente por causa de pequenos infartos cerebrovasculares que aumentam a morte de neurônios, provocados pelas toxinas presentes no cigarro.

Álcool

O consumo de mais de duas doses diárias de álcool, não importa a bebida, aumenta em quase 10% as chances de ter distúrbios neurológicos. Fora isso, o alcoolista crônico sofre com a perda de tecido cerebral, ou seja, o cérebro encolhe com o tempo e agravam-se problemas como esquecimento e perda da memória recente. Mas o consumo de uma dose diária de álcool (e isso varia de acordo com a bebida) pode retardar o aparecimento do Mal de Alzheimer.

Sedentarismo

A atividade física, além de combater a obesidade e outros fatores de risco apontados pelo estudo, banha o cérebro com endorfina. Esse hormônio é um antioxidante capaz de fazer uma faxina no cérebro e eliminar radicais livres, combatendo o envelhecimento das células "A prática regular de atividade física também contribui com a irrigação sanguínea das células neuronais, melhorando as conexões e o raciocínio", afirma a médica Yolanda.

Depressão

A dificuldade de relacionamento causada pela depressão prejudica a memória e a capacidade de comunicação, inibindo o funcionamento de partes do cérebro. "Se não for tratada, a depressão pode levar à falência da área cerebral responsável pela memória (hipocampo), incluindo a de fatos recentes."

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