sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DCM apóia campanha Vamos tirar o planeta do sufoco!


A partir do dia 25 de janeiro, os supermercados da Baixada Santista irão banir as sacolas plásticas. A ONG DCM apóia esta campanha e oferece soluções sustentáveis de consumo de sacolas, por meio da linha própria SocialEco, a qual desenvolve sacolas feitas com a fibra da bananeira. Dúvidas, parcerias e vendas ligue para  (13) 3495-4913.


Confira matéria veiculada no site Tribuna OnLine, no dia 5 de janeiro de 2012:

"Querendo ou não, os consumidores e indústrias não têm mais escolha a partir do dia 25 de  janeiro. Os supermercados da Baixada Santista começarão a banir a distribuição de sacolinhas plásticas. Desta forma, a população deve se preparar para utilizar ecobags, caixas de papelão, carrinhos ou as sacolas biodegradáveis de amido de milho.

No entanto, a eficácia da medida divide opiniões. Como era esperado, a indústria de embalagens é contra o acordo entre o Governo de São Paulo e a  Associação Paulista de Supermercados (APAS). O setor aponta diversos fatores negativos para a proibição das sacolinhas. Um deles diz respeito à higiene. Para a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens  Plásticas Flexíveis, (Abief), as formas alternativas (retornáveis)  de carregar as compras podem gerar o acúmulo de germes e bactérias.

Além disso, a Abief defende que o problema não é a sacolinha, e sim, o desperdício e o descarte inadequados. Para a Associação, a solução não seria proibir, mas educar a população para que o material seja utilizado de forma responsável.

O secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Alexandre Nunes, concorda que o problema está no uso irresponsável da sacolinha. No entanto, acredita que a forma mais eficiente de educar e conscientizar a população é a proibição. “Não podemos esperar que todos se conscientizem. O uso foi banalizado. A falta das  sacolinhas em casa vai estimular o descarte correto de resíduos e uma mudança de comportamento.”, avalia.

Na região, são geradas 440 toneladas de lixos plásticos com o descarte mensal de 114 milhões de sacolinhas.
O secretário dá alguns exemplos: “O saco de macarrão, o de pão de forma vão começar a ser utilizados. Haverá um gerenciamento do lixo domiciliar”.

Além disso, Nunes aponta a medida como o ‘começo da preparação da população para 2014, quando a Lei dos Resíduos Sólidos entra em vigor. “Em apenas dois anos, os aterros sanitários não poderão receber resíduo reciclável e orgânico, apenas rejeito (não há tecnologia de processamento, como a porcelana)”.

O secretário ainda destacou que os impactos ambientais são superiores às vantagens e comodidades oferecidas pela utilização dessas sacolas. Dados apontam que por mês, a Baixada Santista gera 440 toneladas de lixo plástico com o descarte mensal de 114 milhões de sacolinhas. “Elas demoram 150 anos para de decompor, sujam rios, córregos, e a Cidade. É comum vermos sacolinhas voando pelas praias”.

Quanto aos supermercados, o secretário disse que foi preciso conscientizar os donos dos estabelecimentos de que a distribuição da sacola não seria alvo de disputa entre as redes. “Eles precisavam entender que as pessoas não comprariam em uma loja só porque ela ainda distribui sacolinhas. A questão do meio ambiente é mais séria que isso. Mas conseguimos e foi uma importante parceria”.

Mercado

Com a lei suspensa, o que os municípios da Baixada Santista estão fazendo é a adesão a um termo de cooperação entre o Governo do Estado de São Paulo e a Associação Paulista de Supermercados (APAS), pelo fim da distribuição de sacolinhas plásticas nos supermercados afiliados, por meio da campanha “Chega de sufocar o planeta”.

O presidente da Apas da Baixada Santista, Carlos Varanda, acredita que a população só se reeduca se a medida mexe com o bolso. “Quando a pessoa paga pela sacola, ela não descarta na rua nem usa para depositar lixo”.

Na Baixada, os 300 mercados associados aderiram ao termo. Como formas alternativas, eles oferecem sacolas biodegradáveis de amido de milho, vendidas a R$ 0,19, e as sacolas reutilizáveis. No entanto, Varanda afirma que a venda das sacolas biodegradáveis é provisória. “É só até as pessoas se acostumarem e providenciarem seus meios para carregar as compras”.

Confira os 10 motivos contrários à proibição das sacolinhas plástica apontados pela Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos)
1. As sacolinhas não são descartáveis, são reutilizáveis. Quase todo mundo as reutiliza para colocar lixo. Sem elas, você vai ser obrigado a comprar novos sacos.

2. Pesquisa Datafolha mostra que 88% das pessoas reutilizam as sacolas para armazenar lixo, transportar objetos e recolher sujeira de animais. Por isso ela é a embalagem preferida de 84% da população.

3. Cidades como Jundiaí, que já proibiram as sacolinhas, registraram aumento considerável de vendas de sacos de lixo.

4. Os órgãos de vigilância sanitária recomendam o uso de recipientes plásticos para descarte do lixo. Com a proibição das sacolinhas, populações menos favorecidas não terão como descartar o lixo da forma correta.

5. Ao longo de sua vida útil, uma sacolinha plástica comum emite menos gás carbônico e metano no meio ambiente (gases causadores do efeito estufa) do que qualquer uma das sacolas alternativas oferecidas hoje.

7. A proibição das sacolinhas poderá acarretar o fim de 30.000 empregos diretos no país e 6.000 empregos diretos em São Paulo.

8. Para evitar o acúmulo de fungos e bactérias e a possível contaminação dos alimentos, as sacolas retornáveis precisam ser higienizadas com alta frequência, o que aumenta o consumo de água e outros produtos. É preciso ter cuidado também com as caixas de papelão usadas, pois muitas vezes elas não têm as condições higiênicas adequadas para transportar as compras.

9. Sacolinhas plásticas são recicláveis: se usadas e descartadas corretamente, podem se transformar em diversos outros produtos plásticos.

10. O problema não é a sacolinha, e sim o desperdício e o descarte inadequado, esses sim são os vilões do meio ambiente. A solução, portanto, não é proibir, mas educar a população a usar, de forma responsável, as sacolinhas plásticas e todas as outras embalagens.
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