Quem Somos

Conheça a Ong DCM

Doações

Saiba como fazer a sua doação

Seja um Voluntário!

Saiba como se tornar um voluntário

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Confira a participação da ONG DCM na maior feira brasileira sobre responsabilidade social, a ONG BRASIL




Fonte: Da Redação, com informações de ONG BRASIL
Fotos: Imprensa DCM

Evento este ano teve como foco o desenvolvimento e fortalecimento das organizações sociais, do investimento social privado e da participação em políticas públicas

Empreendedores sociais, ONGs, empresas, fundações e entidades ligadas aos setores público e privado se reuniram entre os dias 6 e 8 de dezembro, em São Paulo, na quarta edição do maior evento brasileiro sobre responsabilidade social, a feira ONG Brasil.

Pelo quarto ano consecutivo, o evento aconteceu no Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme), que cede gratuitamente o pavilhão e o espaço de conferências. A grande marca do evento - apontada por expositores, palestrantes e visitantes - foi a capacidade de interconectar sociedade civil organizada, iniciativa privada e governos. 

A ONG DCM participou do evento como expositora. A presidente da DCM, Ana Silvia Passberg de Amorim, comentou a importância da participação para a entidade. "A cada ano, a ONG BRASIL nos proporciona um leque de opções para expormos nossos produtos e divulgarmos nosso trabalho para empresas e pessoas do Brasil e do mundo", conta. "Estamos muito satisfeitos e esperamos que essa parceria continue nos próximos anos", disse.

ONG BRASIL
Uma iniciativa da UBM Brazil, subsidiária brasileira da UBM Internacional, multinacional inglesa líder mundial em organização de feiras profissionais, a ONG Brasil tem como objetivo principal fomentar, capacitar, desenvolver, fortalecer e impulsionar o desenvolvimento social do Brasil. A ideia é promover o desenvolvimento e a interação entre as ONGs do País, criar oportunidades, facilitar o contato com possíveis investidores e apresentar à sociedade o importante trabalho desenvolvido por essas organizações.

O evento ONG Brasil é composto por exposição e congresso, não tem fins lucrativos e é direcionado ao desenvolvimento, capacitação e divulgação das organizações sociais, do investimento social privado e da participação em políticas públicas. O evento faz parte da política de responsabilidade social da UBM que, ao ceder gratuitamente os estandes para as organizações, cria uma oportunidade de aproximação da iniciativa privada, do primeiro setor e do grande público com as ONGs, incentivando assim o comprometimento com as práticas de responsabilidade socioambiental nas suas mais diversas possibilidades.

Este ano o evento contou com mais de 500 expositores de 13 segmentos distintos, além de 15 mil visitantes das mais diversas frentes de atuação.Foram mais de 15.000 m² de exposição e aproximadamente 196 palestras de alto nível, ministradas por ícones da área, que fomentarão a troca de experiências, o diálogo e a transferência de informação.




quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SAÚDE DCM - São Paulo reduz incidência dos 7 principais tipos de câncer


Fonte: Estadão Conteúdo, por A Tribuna Online

A cidade de São Paulo teve redução da incidência dos sete tipos de câncer mais comuns na população, entre os quais pulmão, cólon e reto, colo de útero, estômago e mama, aponta levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgado ontem, Dia Nacional de Combate ao Câncer. É o primeiro estudo de tendência com base nos dados coletados pelos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP). O trabalho avaliou dez capitais e a cidade de Jaú (SP), que tinham pelo menos oito anos de série histórica. No caso de São Paulo, os dados foram registrados entre 1997 e 2008.

Para a maioria das cidades, o estudo aponta aumento de casos de câncer de mama, cólon e reto, próstata e pele não melanoma. Mas há tendência de redução dos cânceres de estômago, colo de útero e pulmão. Para os pesquisadores do Inca, a situação se explica pelas melhores condições ambientais e sanitárias, queda acentuada no tabagismo e acesso a exames preventivos.

“Nem todo tipo de câncer permite ação profilática e preventiva, mas o câncer de colo de útero, que já foi o de maior incidência nos anos 1980, é altamente evitável e curável. Houve um esforço para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, que começa a produzir resultados e pela primeira vez se percebe uma tendência à redução”, diz o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini. As maiores reduções de incidência desse tipo de câncer ocorreram em Curitiba (-9,4%), São Paulo (-7,4%) e Palmas (-7,3%).

O diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês Paulo Hoff, afirma que, embora seja importante comemorarmos os bons resultados, o número absoluto de casos de câncer continua aumentando - são esperados cerca de 518 mil novos casos neste ano.

“A luta não está ganha, mas o estudo mostra que é possível obtermos avanços. Investimentos na prevenção podem trazer retorno para a sociedade”, afirma. Para ele, a geração de dados da realidade brasileira é fundamental. “É preciso entender as características dos tumores que atingem a nossa população".

A mortalidade por câncer de pulmão em homens caiu na maioria das cidades. Mas o fenômeno não se repete entre as mulheres. O coordenador-geral de Prevenção e Vigilância do Inca, Claudio Noronha, lembra que o câncer de pulmão leva de 20 a 30 anos para aparecer. “As ações de controle do tabagismo, iniciadas há duas décadas no País, já começaram a surtir efeito na incidência, mas ainda não chegaram à mortalidade. Entre as mulheres, a tendência ainda é de aumento, porque elas começaram a fumar cerca de 20 anos após os homens".

O oncologista Jefferson Luiz Gross, do Hospital A.C. Camargo, lembra que a queda de incidência e mortalidade do câncer de pulmão vem sendo registrada em todo mundo como consequência das estratégias antitabagistas. “Se tirássemos o tabagismo, o câncer de pulmão não existira ou seria raro”, afirma Gross, destacando que este é tipo de tumor que mais mata no mundo. São 1,5 milhão de mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Metodologia

O estudo se baseou nos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), serviço que faz uma busca ativa pelos casos de câncer diagnosticados em hospitais, laboratórios e centros de imagem públicos e privados. Das capitais brasileiras, apenas cinco não têm o serviço - Rio de Janeiro, Maceió, Rio Branco, Macapá e Porto Velho.

Para calcular as estimativas de novos casos do Rio, o Inca parte dos dados de mortalidade e considera que o perfil dos pacientes da capital fluminense é semelhante aos de São Paulo, Vitória e Belo Horizonte, locais onde o registro está em funcionamento. A Secretaria de Saúde do Rio informou que desde o início do ano vem “construindo um projeto de trabalho com a Fundação do Câncer para aprimorar a atenção oncológica do Estado”. O programa, para os próximos dez anos, inclui o RCBP. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA - Casas Abrigo na Baixada são insuficientes


Fonte: Diário do Litoral

Cresce trabalho no Terceiro Setor


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

SAÚDE DCM - Praia Grande disponibiliza testes rápidos de HIV



Fonte: PG Notícias, Por Antonio Cassimiro
   
Campanha ”Fique Sabendo” começa nesta quinta-feira (22), em oito locais, das 9 às 16h

Começa nesta quinta-feira (22) e vai até o dia 1º de dezembro a campanha “Fique Sabendo”, do Programa Municipal DST/AIDS/Hepatite, da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) em parceria com a Secretaria de Promoção Social (Sepros), cujo slogan é “Tire o peso da dúvida! Saber faz a diferença”. Testes rápidos anti HIV poderão ser feitos em oito locais de Praia Grande e os resultados saem em 15 minutos. Atualmente, pelo menos 850 pessoas recebem medicamentos antiretrovirais no Município para tratamento de AIDS, 150 a mais que no ano passado.

Exames também estão disponíveis nas 20 unidades básicas de saúde, das 7 às 10 horas, para HIV e sífilis, porém, nestes locais, os testes serão realizados de forma convencional e os resultados são conhecidos após 15 dias. Segundo a coordenadora do programa na Cidade, Simone de Lara Castro, para se submeter ao teste rápido, basta preencher uma ficha. “Entre outras informações, o interessado declara se tem ou não mantido relações sexuais desprotegidas”, disse.

Conforme a coordenadora do programa DST/AIDS, o uso de preservativo é recomendável mesmo nas relações estáveis. “Esta é a forma mais segura de evitar a doença, principalmente quando não se pode ter certeza se o parceiro teve ou não relacionamento com mais pessoas”, salienta.

Uma gota de sangue retirada do dedo é suficiente para determinar o valor do reagente e obter um diagnóstico com 99,9% de exatidão. O resultado é informado por um assistente social ou psicólogo. Em caso positivo, a pessoa recebe as orientações de como deve proceder para acompanhamento e receber as medicações, caso já tenha desenvolvido a doença. Quem não tiver o vírus, recebe as recomendações de praxe de como se prevenir.

Na Cidade, o tratamento é feito no Cemas, na Avenida Presidente Kennedy, 1.491, no bairro Guilhermina. Os testes anti HIV ocorrem das 9 às 16 horas nos seguintes locais:

Dia 22 – CRAS Forte;
Dia 23 – CRAS Esmeralda;
Dia 24 – Atacadão (Guilhermina);
Dia 25 – PS Quietude;
Dia 26 – CRAS Vila Sônia;
Dia 27 – CEMAS;
Dia 28 – CEMAS;
Dia 29 – Espaço Piaçabuçu (Bairro Mirim);
Dia 30 – CRAS Quietude;
Dia 1/12 – Atacadão.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SAÚDE DCM - Dengue tem crescimento de 335,6% em relação a 2011 em Santos


Fonte: A Tribuna Online

Comparados com 2011, os números da dengue em Santos cresceram 335,6% de janeiro até o final de setembro deste ano, que em termos técnicos representa a 37ª semana epidemiológica. O verão ainda não chegou, mas os casos da doença na Cidade embalaram em uma curva ascendente que tende a subir ainda mais com a chegada dos dias mais quentes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, neste período de 2011 foram registrados 115 casos, confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz. Agora, as confirmações chegam a 501. Neste ano de 2012 já são 377 casos a mais que em todo o ano anterior, que somou 124 registros.

E a diferença não está apenas no aumento de casos. Outro diferencial é a circulação do sorotipo 4, que foi identificado em Santos pela primeira vez em fevereiro deste ano e contabiliza 55 casos.

Apesar disso, a dengue clássica, sem complicações, ainda representa a maioria das manifestações, tanto que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não há registro de óbitos neste período.

“Mas nós não podemos banalizar o diagnóstico de dengue”, alerta a médica infectologista e chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Iraty Nunes Lima. “Nós estamos e temos que continuar com uma preocupação permanente. É uma doença que pode complicar e até matar”, diz.

Segundo Iraty, a dengue é uma doença característica de áreas com grande concentração humana, alta umidade e que se intensifica em temperaturas altas. “Apesar disso, vemos que com as mudanças climáticas, os casos de dengue não são interrompidos no inverno”.

Ainda não existe vacina contra a dengue, o que pode acontecer daqui a quatro anos. De acordo com Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, que desenvolve estudos para a vacina, os testes em humanos ainda aguardam liberação.

“Embora já tenhamos obtido a aprovação por parte do comitê de ética da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ainda aguardamos a aprovação por parte da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Esperamos que a aprovação venha em breve”, afirma Precioso.

No período de estudos da vacina, Santos será uma das possíveis cidades a serem incluídas na Fase III, o que deve acontecer entre 2013 e 2014. 

Estratégia

Na tentativa de não deixar aumentar os casos de dengue, a Prefeitura de Santos conta com uma equipe de 176 agentes de controle de vetores, que trabalham exclusivamente no combate à doença. As ações são intensificadas com mutirões nos bairros, que neste ano já chegaram a 20.

Além disso, toda a rede de Saúde do Município (unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família e pronto-socorros) disponibiliza o teste NS1, ou teste rápido, que facilita o diagnóstico e o tratamento precoce até o terceiro dia do início dos sintomas.

A Secretaria de Saúde finaliza neste mês a capacitação com as equipes de pronto-socorros e já estão programadas capacitações para a rede privada em novembro, entrando na temporada com o sistema de saúde da Cidade reciclado em relação à doença.

Por outro lado, a população também tem que colaborar, convoca Iraty. Para facilitar a informação, há um canal à disposição da comunidade na internet, com dicas de como se prevenir e sintomas da doença.


SAÚDE DCM - ANS fixa regra para planos de saúde oferecerem medicamentos


Fonte: Estadão Conteúdo, por A Tribuna Online

Operadoras de planos de saúde que quiserem firmar contratos para fornecer medicamentos de uso doméstico aos clientes terão que cobrir obrigatoriamente as seis doenças crônicas que mais afetam a população.

São elas: diabetes, asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crônica, hipertensão arterial, insuficiência coronariana e insuficiência cardíaca congestiva.

A exceção serão os planos coletivos, que poderão negociar a cobertura com a empresa contratante. A decisão consta de resolução publicada ontem pela ANS (Agência Nacional da Saúde Suplementar).

Por lei, os planos são obrigados apenas a fornecer medicamentos em internações hospitalares e alguns ministrados em ambulatórios, como quimioterápicos.

Para vender produtos específicos de cobertura de medicamentos, as empresas terão que seguir a nova resolução.

Os contratos também terão que deixar claro o índice de reajuste, mas o preço cobrado pelo produto será definido por cada operadora.

A FenaSaúde, que reúne empresas do setor, não comentou a resolução até a conclusão desta edição. A Abramge disse que não iria se manifestar;

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

#NATAL - LOJINHA VIRTUAL DA ONG DCM!




Preparadas para as compras de Natal? Olha nossa Lojinha Virtual! Que linda! 
Mas, meninas, as vendas online EFETIVAMENTE começam durante o mês de novembro, por enquanto estamos deixando tudo direitinho! Avisaremos todas vocês! 

Caso já queiram pedir algum produto, pedimos que liguem para (13) 3495-4913 e informem o código que está ao lado do nome do produto. Em breve, disponibilizaremos as formas de pagamento. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ONG DCM está entre os 100 finalistas do Prêmio Top Blog! VOTE!




Vote no Blog da ONG DCM!

Você pode votar por e-mail, Facebook ou pela sua conta no Twitter. Ajude a DCM a ganhar este prêmio! Precisamos muito da sua ajuda!  Clique aqui para votar.

Brasil melhora 20 posições em ranking sobre desigualdade de gênero



Fonte: Da Agência Brasil, com informações da BBC Brasil 
Foto: Divulgação

O Brasil ganhou 20 posições em um ranking global sobre desigualdade de gêneros em decorrência dos avanços obtidos na educação para mulheres e no aumento da participação feminina em cargos políticos. Segundo o ranking anual elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF , na sigla em inglês), o Brasil saiu da 82ª para a 62ª posição entre 135 países pesquisados.

A lista é liderada pela Islândia pelo quarto ano consecutivo, seguida pela Finlândia, Noruega, Suécia e Irlanda. No lado oposto do ranking, o Iêmen é considerado o país com a pior desigualdade de gênero do mundo. O Paquistão, Chade, a Síria e a Arábia Saudita completam a lista dos cinco mais mal colocados.

Na América Latina e no Caribe, a Nicarágua é o país com a menor desigualdade de gêneros, na 9ª posição no ranking global, seguida de Cuba, Barbados, da Costa Rica e Bolívia. O Brasil está em 14º lugar entre os 26 países da região pesquisados.

Na relação dos países considerados desenvolvidos, a Coreia do Sul é o que tem a maior diferença entre gêneros, ocupando o 108º lugar no ranking. O Japão aparece em posição próxima, no 101º lugar.

Para elaborar o ranking, o WEF estabelece uma pontuação baseada em quatro critérios – participação econômica e oportunidade, acesso à educação, saúde e sobrevivência e participação política.

O Brasil recebeu a pontuação máxima nos itens relativos à educação e saúde, mas tem uma avaliação pior em participação econômica (no qual está em 73º entre os países avaliados) e participação política (na 72ª posição). O estudo destaca que o avanço do país no ranking geral decorre de “melhorias em educação primária e na porcentagem de mulheres em posições ministeriais [de 7% a 27%]”.

O fato de ter uma mulher na Presidência da República, Dilma Rousseff, também conta positivamente para a posição do Brasil no ranking. Segundo o WEF, no último ano 61% dos países pesquisados registraram uma diminuição da desigualdade entre os gêneros e 39% tiveram aumento. Entre 2006 e 2012, no entanto, a porcentagem de países com redução da desigualdade salta para 88%.

A Nicarágua é o país que registrou o maior avanço na eliminação da desigualdade entre os gêneros nos últimos seis anos, pulando do 62º posto em 2006 (entre 115 países pesquisados naquele ano) para a 9ª posição neste ano, com uma melhora de 17,3% na pontuação geral. A Bolívia é o segundo país com o maior avanço, com uma melhora de 14% na pontuação, passando da 87ª para a 30ª posição no ranking.

Confira a posição de alguns países na lista:

1. Islândia

2. Finlândia

3. Noruega

4. Suécia

5. Irlanda

13. Alemanha

18. Grã-Bretanha

22. Estados Unidos

25. Austrália

26. Espanha

32. Argentina

47. Portugal

48. Venezuela

57. França

59. Rússia

62. Brasil

69. China

76. Uruguai

80. Itália

83. Paraguai

84. México

87. Chile

101. Japão

105. Índia

108. Coreia do Sul

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Nota - Novela Salve Jorge mostra o triste cenário do Tráfico de Mulheres


Fonte: Da Redação

A novela Salve Jorge, da Rede Globo de Televisão, começa hoje (22) e irá tratar de questões sociais como tráfico humano, dividido em subtemas: tráfico de mulheres para a Espanha, tráfico de órgãos na África e tráfico de crianças para Israel nos anos 1980.

O OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA, da ONG DCM, irá acompanhar.
E você, leitor (a), pode deixar seu comentário sobre o que seria ideal que a novela abordasse.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Número de mulheres que são chefes de família dobra em 10 anos, aponta IBGE




Fonte: Valor
Foto: Divulgação

O número de mulheres chefes de família dobrou em uma década no Brasil. Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de dados apurados para o Censo Demográfico, mostra que o volume de mulheres responsáveis pelo domicílio saltou de 9,048 milhões para 18,617 milhões entre 2000 e 2010. Já o número de homens chefes de família permaneceu praticamente inalterado, em 31 milhões. No total, o Censo 2010 contabilizou 49,9 milhões de chefes de família em todo o país.

Para o IBGE, o maior volume de mulheres chefes de família representa um avanço, que reflete maior presença das mulheres no mercado de trabalho e melhor nível de escolaridade. Taxas menores de fecundidade também favoreceram o resultado. Mas, alguns especialistas alertam que o dado pode indicar maior quantidade de mulheres que precisam cuidar dos filhos após a partida dos maridos, com o término de uniões conjugais.

Ontem, o IBGE divulgou os resultados de nupcialidade, fecundidade e migração e famílias e domicílios do Censo 2010. Os responsáveis pelo domicílio não necessariamente são aqueles que ganham mais dentro da família, explicou o técnico da coordenação de população e indicadores sociais do IBGE, Gilson Gonçalves de Matos.

Nessa classificação se encaixam os que assumem a responsabilidade total pela família, de maneira mais ampla do que somente pagar as contas. "Por exemplo, o pai, ou a mãe, pode se declarar responsável, mas ainda morar com filhos que ganham mais do que ele", exemplificou.

Para o técnico do IBGE, o avanço das mulheres chefes de família representa uma verdadeira mudança, nos valores culturais, quanto ao papel da sociedade brasileira. As mulheres, diz Matos, assumem a chefia de suas casas como reflexo da participação cada vez maior no mercado de trabalho e da melhora no nível de escolaridade. "A tendência é que este cenário [de crescimento no número de mulheres chefes de família] continue nos próximos anos", afirmou.

O otimismo de Matos em relação aos números divulgados não é compartilhado pela professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Hildete Pereira de Melo. Para ela, o salto no número de chefes de família é um "atraso". Ela justificou sua posição ao se aprofundar sobre os termos "responsáveis pelo domicílio", ou "chefes de família".

"Isso delimita, na prática, a pessoa que fica no domicílio, que permanece com a responsabilidade maior, que é a criação dos filhos", disse Hildete. Para ela, a maior parcela de mulheres chefes de família indica que a responsabilidade de criação das crianças e adolescentes nas famílias fica concentrada na mãe.

"A conexão maior que o pai tem, dentro da família, é com sua mulher, e não com os filhos. Nas separações, os homens se mudam de casa, enquanto as mulheres permanecem nos domicílios", disse a professora.

Outro obstáculo enfrentado pela mulher chefe de família, de acordo com Hildete, é a renda do trabalho. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011 mostrou que as mulheres receberam, no ano passado, em torno de 70,4% do rendimento de trabalho dos homens, diz a especialista.

Na faixa de menor poder aquisitivo, a situação das mulheres como chefes de família é pior, na análise da professora da Universidade Católica de Petrópolis, Ana Lúcia Paes de Barros. Em seu estudo "Mulheres Pobres e Chefes de Família", a pesquisadora ressaltou que, de maneira geral, as mulheres chefes de família têm menos anos de estudo, taxas de participação no mercado de trabalho inferiores e salários menores do que os dos homens que também são chefes de família.

O crescimento das mulheres como chefes de família já tinha sido notado pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. Para ele, o resultado pode ser interpretado tanto por uma ótica negativa quanto positiva.

Assim como o IBGE, Neri lembrou que a melhora na participação das mulheres no mercado de trabalho e nos níveis de escolaridade e renda também teriam contribuído para o resultado. "Acho que é uma mudança sociológica", mas não acho intrinsecamente ruim", disse o presidente do Ipea.

#OUTUBROROSA2012


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Número de prefeitas eleitas é recorde no Brasil


Fonte: Folha.com, Marcelo Soares - de São Paulo

O balanço das eleições nas cidades que já elegeram seus novos prefeitos mostra que em 621 delas, mulheres vão comandar a prefeitura a partir do ano que vem. Elas representam 11,37% dos 5.463 prefeitos já eleitos no Brasil até as 23h de ontem --um recorde histórico.


Neste ano, as mulheres têm mais força no interior do que nas capitais. Entre as nove capitais que já decidiram sua eleição, apenas uma será governada por uma mulher: Boa Vista (RR), com a peemedebista Teresa Jucá. No segundo turno, entre as capitais, apenas a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B) concorre em Manaus.

Em 1995, a lei eleitoral definiu que os partidos deveriam apresentar no mínimo 20% de candidatas do sexo feminino. Na primeira eleição após a determinação, as mulheres ganharam 3,4% das prefeituras. A cada nova eleição desde então, elas foram galgando mais dois pontos percentuais dos eleitos até chegar ao número atual.

DIVISÃO

A maior parte das mulheres eleitas é do PMDB (122), e em seguida vêm PSDB (95), PT (67), PSD (56), PSB (51) e PP (44).

Na divisão por Estado neste ano, o maior número de mulheres prefeitas está em Minas Gerais: são 71, que governarão 8% das 847 cidades mineiras que já decidiram seu resultado.

Proporcionalmente, elas são mais fortes na Paraíba, onde 2 em cada 10 prefeitos eleitos são do sexo feminino: há 45 mulheres entre os 221 prefeitos já eleitos no Estado. No outro extremo, está o Rio Grande do Sul, onde apenas 7% dos 495 já eleitos são do sexo feminino.

DCM participa e apoia a Campanha Outubro Rosa 2012

Apoie você também!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

V Campanha de Prevenção da Osteoporose Feminina fará exames grátis na Unisanta


Fonte: Boqnews

Os exames são realizados na Clínica de Fisioterapia da Unisanta na Rua Doutor Cesário Mota, 8




Até sexta-feira (5), a Faculdade de Fisioterapia da Universidade Santa Cecília (Unisanta) - em parceria com o Laboratório Lilly e Departamento de Saúde da Cruz Vermelha Brasileira (Regional Santos) -  realizarão exames de ultrassonometria de calcâneo, osso que forma o calcanhar.  O evento, que começou nesta segunda-feira (1º), faz parte da V Campanha de Prevenção da Osteoporose Feminina.

Os exames são realizados na Clínica de Fisioterapia da Unisanta na Rua Doutor Cesário Mota, 8, Boqueirão , Santos,Bloco E – 1º andar. Só poderão se inscrever mulheres com 55 anos ou mais.

As inscrições serão feitas até quinta-feira (4), pelo e-mail fisioterapia@unisanta.br, informando nome, idade, endereço eletrônico e telefone. Posteriormente serão mandadas mensagens indicando a hora e a data do exame. No total serão feitos 400 exames.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Brasil supera meta dos Objetivos do Milênio da ONU de redução da mortalidade infantil




Fonte: Governo/Secom
Ilustração: Divulgação

Resultado é debatido na Organização Pan-Americana de Saúde

O Ministério da Saúde (MS) apresentou nessa quarta-feira (19), na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Washington (EUA), os detalhes do relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que comprovou que o Brasil já alcançou os índices de redução definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB) em relação à mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade. "Atingir a meta estabelecida pela ONU antes do prazo é uma grande vitória brasileira”, diz o ministro Alexandre Padilha, que fez a apresentação durante a 28ª Conferência Sanitária Pan-Americana e da 64ª Sessão do Comitê Regional.

O acordo internacional previa a redução em 2/3 da mortalidade desse público entre 1990 e 2015. O Brasil apresentou redução de 73% das mortes na infância desde 1990. Em 2011, o órgão internacional mostra que o índice brasileiro caiu para 16 mortes a cada mil habitantes. De acordo com Padilha, essa redução se deu com a expansão da Atenção Básica no País, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), e de ações preconizadas para a melhoria da atenção integral a saúde das crianças. “Mas nós queremos avançar ainda mais. Para isso, temos a Rede Cegonha que vai reforçar a qualidade no pré-natal e também a qualidade na assistência ao parto”, planeja o ministro.

Segundo o MS, foram investidos, desde o ano passado, cerca de R$ 3,3 bilhões na Rede Cegonha, que conta com a adesão de 4.759 municípios brasileiros. A estratégia, que reúne medidas que garantem assistência integral às grávidas e ao bebê, criou 348 leitos neonatais e requalificou mais 86 em 2011. A previsão é habilitar 350 novos leitos neonatais ainda neste ano. Atualmente, o Brasil conta com 3.973 leitos de UTI Neonatal e 2.249 de UTI Pediátrica. Estima-se que 91,5% do total de gestantes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) serão atendidas pelo programa.

Conferência - Ainda durante a Conferência, o MS vai apresentar a estratégia para prevenção e o controle das doenças não transmissíveis e levar a sua experiência brasileira para o plano das Américas.
Durante a conferência, haverá ainda debate sobre o relatório do Grupo de Experts - grupo de especialistas - sobre mecanismos inovadores para pesquisa e desenvolvimento em saúde. O que for acordado nesta reunião irá subsidiar a reunião global prevista para novembro deste ano, em Genebra.

Bolsa família melhora vida das crianças

De acordo com o relatório das Nações Unidas, o Bolsa Família é um fator para a redução da mortalidade infantil, pois toda mãe com crianças de até sete anos de idade beneficiada deve apresentar a carteira vacinal em dia e, caso a mulher esteja gestante, deve ter acompanhamento do pré-natal.

Entre outras políticas citadas está o Programa Nacional de Imunização, que conseguiu que o País eliminasse a ocorrência de diversas doenças. E o Brasil possui a maior e mais complexa rede de Banco de Leite do mundo, que conta com 208 bancos e 109 postos de coleta em todo o País.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ana de Hollanda deixa Cultura; Marta Suplicy assume


Fonte: EXAME.com, com informações de Tânia Monteiro, da Agência Estado
Foto: Mario Rodrigues/Divulgação/Veja SP



Ela encerrou a reunião com a presidente Dilma Rousseff para tratar do assunto


Brasília - O Palácio do Planalto confirmou nesta segunda a saída de Ana de Hollanda do ministério da Cultura e o convite à senadora Marta Suplicy (PT-SP) para ocupar o cargo. Em nota oficial, a Secretaria de Imprensa informa que a presidente Dilma Rousseff convidou a senadora Marta Suplicy para assumir o ministério em substituição à artista e compositora Ana de Hollanda. A posse será realizada na próxima quinta-feira, às 11h, em solenidade no Palácio do Planalto.

Segundo a nota, a presidente "agradeceu o empenho e relevantes serviços prestados ao País" pela ministra Ana de Hollanda, que estava no cargo desde janeiro de 2011. Além disso, manifestou a confiança de que Marta, "que vinha dando importante colaboração do governo no Senado, dará prosseguimento às políticas públicas e aos projetos que estão transformando a área da cultura nos últimos anos".

O convite à Marta foi feito hoje pela manhã, por telefone, e no início da tarde a senadora voltou a conversar com Dilma para acertar o horário da posse.

Saúde DCM - Mulheres poderão receber na rede pública vacina contra HPV


Fonte: Agência Brasil, por meio do Jornal A Tribuna 
Foto: Divulgação

Mulheres na faixa de 9 anos a 40 anos terão o direito de receber gratuitamente na rede pública de saúde a vacina contra o papilomavirus humano (HPV). O projeto de lei que prevê a medida foi aprovado nesta quarta-feira na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e agora vai à análise da Câmara dos Deputados.

A proposta também lista os direitos da mulher durante o atendimento de prevenção do câncer de colo do útero. Atualmente a vacina é vendida na rede privada de saúde.

A autora do projeto de lei, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), estabelece que as mulheres beneficiadas pela vacina também terão direito a receber, de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), esclarecimentos sobre as doenças causadas pelo vírus. Os hospitais e postos de saúde da rede pública também deverão garantir o acesso a todo e qualquer atendimento complementar necessário.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

DIA DO VOLUNTARIADO




No dia 28 de agosto é comemorado o dia nacional do voluntariado. Essa data foi instituída em 1985 e, a partir de então, mais e mais pessoas doam dias e horas para ajudar ao próximo.

Segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência e pela Rede Brasil Voluntário, a maioria dos voluntários são mulheres, com idade média de 39 anos, mães e de classe C.

Quem pensa que somente as pessoas que recebem a ajuda se beneficiam, está muito enganado. Aquele que se permite ser volunt
ário está aberto a novas experiências e novas visões de mundo que lhe permitem uma reflexão sobre a própria vida e os seus conceitos. São tantos os benefícios para ambos os lados que o Brasil já possui cerca de 35 milhões de voluntários.

Aproveite essa comemoração para se engajar na onda do voluntariado. Quem sabe você não conhece pessoas novas que façam você olhar o mundo com outros olhos?

Ok, mas como eu posso ajudar? A ONG DCM sempre necessita de voluntários e temos parceria com o Projeto Voluntários Online. Conheça mais acessando www.ongdcm.blogspot.com




terça-feira, 7 de agosto de 2012

OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA DCM - Homens condenados por violência doméstica terão que ressarcir o INSS


Fonte: De A Tribuna On-line

Os homens que agredirem mulheres poderão ser mais uma vez levados à Justiça, e, se condenados, passarão a ser punidos também no bolso.

A iniciativa pioneira entra em vigor nesta terça-feira. Na prática, o agressor vai pagar por gastos hospitalares e pensões das vítimas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As ações regressivas começaram a ser adotadas pelo INSS em 1991. Inicialmente, o instituto buscou as empresas que descumpriram normas de saúde e segurança no trabalho. No ano passado, o INSS deu início às ações regressivas em casos de acidentes de trânsito provocados por terceiros, considerados graves ou gravíssimos. Agora é a vez da violência doméstica.

Estão sendo analisados vários casos que se encaixam no perfil das ações que visam receber de volta o que o INSS pagou em benefícios às vítimas da violência doméstica. São casos como, por exemplo, quando a mulher agredida se torna incapaz para a profissão que exercia, necessitando assim de uma aposentadoria por invalidez.

Assim, histórias de vítimas de violência contra a mulher que tenham gerado pagamento de benefícios pelo INSS estão sendo repassadas ao Instituto por meio dos ministérios públicos estaduais, delegacias especializadas em atendimento à mulher, Secretaria de Políticas para as Mulheres e Secretaria de Direitos Humanos, além de Organizações Não- Governamentais (ONGs).

“Isso mostra que o Estado não está mais inerte em relação às questões importantes a que a sociedade está exposta”, alerta presidente do INSS, Mauro Hauschild. Segundo ele, a medida não é apenas para ressarcir os cofres da Previdência Social e sim para ajudar na prevenção e também na repressão da violência contra a mulher.

Procedimento

De acordo com o INSS, serão acionados os homens e mulheres que agredirem mulheres seguradas que, em decorrência da agressão sofrida, requereram auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou que deixem pensão por morte para os dependentes.

terça-feira, 31 de julho de 2012


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aumenta número de donas de casa de baixa renda filiadas à Previdência Social

Fonte: Secom Gov


 Alíquota de contribuição é de apenas 5% do salário mínimo

O número de donas de casa de família de baixa renda no País filiadas à Previdência Social chegou a 283.562 em junho, de acordo com dados da Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPPS).  A meta do governo federal era atingir 200 mil inscrições até o fim deste ano - número já alcançado em março.
O público potencial de donas de casa de família de baixa renda no País é de seis milhões. Para atingir esse grupo, o Ministério da Previdência Social (MPS) está estabelecendo uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para utilizar os dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda.
“Vamos utilizar esses dados para chegar mais a essas pessoas e conseguir ampliar ainda mais esse programa que é uma grande fonte de distribuição de renda. A campanha de mídia teve um sucesso enorme, mas queremos fazer campanhas alternativas como essa do contato direto com o público do Bolsa Família”, afirma o secretário da SPPS, Leonardo Rolim.

Estados - Entre os estados com os maiores registros de donas de casa de baixa renda que se tornaram seguradas da Previdência Social estão Minas Gerais (41.342), São Paulo (38.902), Paraná (24.394), Rio Grande do Sul (20.186) e Bahia (15.695).

Como se inscrever
Qualquer pessoa sem renda própria que realize trabalho doméstico na sua residência pode se filiar à Previdência como segurado facultativo de baixa renda. Basta que a família esteja inscrita no CadÚnico e tenha renda mensal de até dois salários mínimos (R$ 1.244). A alíquota de contribuição previdenciária é de apenas 5% do salário mínimo (R$ 31,10) por mês. A inscrição pode ser realizada por meio da Central 135.

sábado, 14 de julho de 2012

INSCRIÇÕES ABERTAS!

Formação de turmas para o Curso de Alfabetização de Adultos. Inscrições se encerram nesta segunda-feira. Se você conhece alguém que não saiba ler nem escrever avise-a para nos procurar! Maiores informações ligue para (13) 3495-4913 ou (13) 9156-3165.

ONG DCM está na Festa da Tainha. Vem gente!


Fonte: PG Notícias, por Jaqueline de Marco. Com informações da Redação DCM
Foto: Edmilson Lelo


Evento gastronômico segue até dia 29 de julho, no Kartódromo Municipal

A 15ª Festa da Tainha de Praia Grande teve início dia 6 de julho e segue aberto ao público até 29 de julho, no Kartódromo Municipal, sempre às sextas-feiras, das 18 às 23 horas, aos sábados, do meio-dia às 23 horas, e domingos, do meio-dia às 16 horas. 


Este ano, o pescado, que é servido na telha e acompanhado de arroz, farofa com camarão e vinagrete, serve duas pessoas e é vendido a R$ 60,00. A estimativa dos organizadores é que cerca de 70 mil pessoas prestigiem a festa, consumindo aproximadamente 18 toneladas do pescado.

A Festa da Tainha é organizada pelo Centro de Cultura Dalton Pinheiro Pedroso e conta com o apoio da Prefeitura e empresas patrocinadoras.

Além da venda da grande atração do evento, a tainha, aproximadamente 30 entidades assistenciais da Cidade expõem e vendem seus trabalhos no local. A ONG DCM está instalada na Barraca nº 15, com produtos autossustentáveis do Projeto Construindo o Futuro, feito por aprendizes mulheres e confeccionados com a fibra da bananeira.

A tainha é assada na churrasqueira e preparada, da limpeza do peixe ao tempero e armazenamento, pelos membros do Centro de Cultura, funcionários contratados e voluntários.

Segundo o presidente da comissão organizadora, Marcelo dos Santos, a festa tem tudo para ser um sucesso. “Nunca antes conseguimos tanta gente em um primeiro final de semana de evento”, afirmou.

A novidade desta edição é a variedade gastronômica. “Além da Tainha, o visitante pode comprar também outros itens, como pastel, temaki, tempurá e cachorro quente”, explicou Marcelo dos Santos.

Histórico - Na última edição, aproximadamente 40 mil pessoas passaram pelo evento, que ocupou os 3 mil metros quadrados do AutoShopping Praia Grande (Avenida Ayrton Senna da Silva, 611) e totalizou a marca de 14 toneladas de pescado consumidas.

IMAGENS - Confira no Banco de Imagens da Prefeitura de Praia Grande fotografias do primeiro final de semana da 15ª Festa da Tainha, clicadas pelo fotógrafo Edmilson Lelo, clicando aqui.

sábado, 30 de junho de 2012

SAÚDE DCM - Números estratégicos da Mortalidade Materna


Fonte: Ipas BrasilPublicado 12/06/2012 

O Ministério da Saúde brasileiro divulgou no final de maio pesquisa que apontava uma redução de 21% na mortalidade materna de 2010 para 2011. De acordo com os dados, de janeiro a setembro de 2010, houve 1.317 óbitos, enquanto que no mesmo período de 2011 foram registradas 1.038 mortes.

Os números foram apresentados em reunião da Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher (Cismu/Conselho Nacional de Saúde) pelo ministro Alexandre Padilha. Segundo o ministro, a marca é um fato histórico e deve ser creditada ao Programa Rede Cegonha, lançado ano passado e cujo alvo é a saúde materno-infantil. De acordo com o ministério, a Rede Cegonha atende atualmente a 36% das gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e no ano passado, 1,7 milhão de mulheres realizaram pelo menos 7 consultas de pré-natal.

A mortalidade materna no Brasil tem apresentado queda nos últimos anos, diante da crescente atuação do Estado, que expandiu os serviços de atendimento à gestante. No ano 2000, o Brasil comprometeu-se com as metas do milênio propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa estabelece que, até 2015, o Brasil reduza para 35 mortes de parturientes para cada 100 mil nascidos vivos. De 1990 a 2010, o país experimentou redução de 120 para 56 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos, conforme relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No entanto, a pesquisa divulgada pelo Ministério, apesar da política de enfrentamento da morte materna, deve ser vista com reservas, segundo a médica e demógrafa Sandra Valongueiro, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPe).

“É uma redução muito alta para tão pouco tempo. Parece estar antes de tudo ligada a uma estratégia política do governo federal”, critica Valongueiro, que integra o Comitê Estadual de Mortalidade Materna de Pernambuco.



Em entrevista, Sandra Valongueiro chama a atenção para os problemas existentes no gerenciamento de informação dos óbitos e para o modelo de saúde da mulher idealizado e promovido pelo governo federal.

O que os dados do Ministério da Saúde dizem?

Em primeiro lugar, os dados referem-se a números absolutos cotejados entre 2010 e 2011. São informações quantitativas que não nos permitem tirar conclusões consistentes. O que os números dizem é uma queda no número absoluto de óbitos, não uma queda no indicador de mortalidade materna.

Então, a comemoração do governo deve ser vista com reserva?

Sim, não podemos tomar estes números da maneira que nos foi apresentada. Parece que há uma estratégia política do governo, que, de forma ufanista, tem tentado atrelar índices às suas políticas públicas. Antes de comemorar, é preciso olhar mais atentamente a realidade para ver o que realmente acontece com as mulheres pelo país.

E o que acontece?

Temos um modelo de gerenciamento dos dados e das investigações sobre morte materna deficiente. Nos últimos anos, melhoramos a qualidade da informação, mas a administração do fluxo dos registros é lenta. Quando morre uma mulher, de acordo com a portaria 1.119/28, o hospital deve informar o óbito à secretaria municipal de saúde, que então repassa ao Ministério da Saúde, em até 48 horas. No entanto, não vemos isso acontecer plenamente.

Há, então, um problema de registro das mortes na ponta do sistema?

Sim, embora a abrangência do sistema de acompanhamento dos óbitos tenha melhorado. Penso que o problema principal é a lentidão como tais dados são repassados ao Ministério. Em municípios menores, muitas vezes tais dados nem chegam a ser transmitidos. Isso é um problema grave, que compromete o mapeamento da mortalidade materna. Os dados vêm, sobretudo, de municípios maiores. E os menores? O Brasil não é feito apenas de centros urbanos. Há milhares de cidades que ficam à margem do sistema de registro dos óbitos maternos. Portanto, comemorar redução de mortalidade materna no Brasil é uma questão delicada, pois não há um acompanhamento pleno sobre o que ocorre na imensidão do país.

O governo federal tem privilegiado suas ações na área da saúde da mulher através da Rede Cegonha. Inclusive, o ministro associou a queda de 21% ao programa. É uma explicação razoável?

No entendimento do ministro, faz sentido tal associação, se levarmos em conta que o governo tem na Rede Cegonha o carro-chefe para a questão da saúde da mulher. Mas, na minha opinião, é uma explicação imprecisa, pois a Rede Cegonha ainda não está presente em muitos municípios no país.

A mortalidade materna no Brasil tem caído nos últimos anos. É um processo lento e, sobretudo, conforme vai caindo, torna-se ainda mais difícil reduzi-la. Os investimentos têm aumentado ao longo dos anos, assim como a abrangência dos serviços de pré-natal. A diminuição da fecundidade também é um fator importante, pois quanto menos gravidezes, menos exposição das mulheres aos riscos. Mas temos alguns problemas no modelo de saúde voltado à mulher que colocam em dúvida o ufanismo do governo federal.

Que tipo de problemas?

Nosso modelo de assistência obstétrica está centrado no médico. E, como é de conhecimento público, não apenas faltam médicos como eles estão distribuídos irregularmente no país. Eles estão concentrados nos centros urbanos, o que prejudica a qualidade do atendimento nas cidades menores. A mulher do interior muitas vezes precisa ir para a cidade grande para parir. É uma trajetória complicada que aumenta os riscos de morte materna.

Além disso, o fato de apenas o médico ser a figura responsável pelo parto é uma questão para reflexão. Deveríamos ampliar o pessoal apto para o parto, como as enfermeiras. E, mais do que isso, nosso modelo de assistência ao parto está centrado no hospital, o que é uma questão problemática. Temos muitos problemas para tanta comemoração.

O governo federal tem apostado na maternidade como o elemento central da saúde da mulher, o que tem gerado muitas críticas do movimento feminista quanto à negligência a outros eventos da vida sexual e reprodutiva da mulher. Como tal orientação do governo reflete-se na vida das brasileiras?

É uma maneira reducionista de encarar a questão da saúde reprodutiva que torna ainda mais vulnerável a situação das mulheres. O ministro Alexandre Padilha tem continuamente batido na tecla da redução da morte materna face às metas do milênio. Para reduzirmos os índices atuais, que estão longe das metas, o governo precisa se esforçar mais. Tenho certeza de que uma redução consistente da mortalidade materna passa antes pelo resgate da visão integral da saúde da mulher do que pela comemoração de números. A vida de uma mulher não se reduz ao papel de mãe. Como fica a questão do aborto para o governo?

É um tema que o governo tem evitado, não?

Sim, e faz parte desta estratégia do governo de focar a saúde da mulher na questão da maternidade. É uma orientação conservadora. Não sou contra o governo incrementar os serviços de saúde materno-infantil. Mas não podemos ficar apenas nisso. O Ministério da Saúde, é preciso reconhecer, tem dado atenção à saúde feminina. O foco, entanto, precisa ser ampliado. Do contrário, penso que enfrentaremos muitas dificuldades e uma longa trajetória na redução da mortalidade materna.

Fonte: CLAM (Fábio Grotz em 06/06/2012)

SAÚDE DCM - Aborto


Fonte: Ipas Brasil - Publicado 11/06/2012 

Descriminalização, planejamento familiar e redução de danos


As complicações decorrentes do aborto são a quarta causa de morte materna, e estima-se que um milhão de gestações sejam interrompidas por ano no país. “O cálculo é feito segundo as internações decorrentes de aborto induzido. Para cada internação, supõe-se que outros três foram realizados sem resultar em complicação”, explica Maria do Carmo Leal, coordenadora do projeto Nascer no Brasil: Inquérito sobre parto e nascimento, realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).


Os resultados preliminares do estudo revelaram que apenas 45% das mulheres planejaram a gravidez. “A gravidez vem acontecendo por acidente, e o Ministério da Saúde precisa ficar alerta e trabalhar melhor a questão da contracepção”, afirma Maria do Carmo. Já foram entrevistadas 22 mil mulheres grávidas em todos os estados do país, desde 2010, com o objetivo principal de conhecer as complicações maternas e as dos recém-nascidos, de acordo com o tipo de parto no país.

Quando perguntadas se a gravidez era desejada, 56% disseram que não naquele momento. Depois do nascimento, 30% revelaram permanecer insatisfeitas. “O planejamento familiar é importante não apenas por questões econômicas, mas também psicológicas”, aponta a pesquisadora, “As mulheres mais pobres, as adolescentes e as menos instruídas admitiram com maior frequência que tentaram interromper a gestação. O sistema de saúde tem que discutir a questão do aborto”, defende Maria do Carmo.

Redução de danos

O professor e pesquisador da Unicamp Anibal Faúndes ajudou a idealizar um projeto de redução de danos de aborto no Uruguai, onde a legislação também é restritiva. Para ele, manter o aborto ilegal e criminalizado impede que o número de abortos diminua. “A legislação que criminaliza o aborto só faz com que ele se realize de forma insegura e clandestina, com grande risco para a saúde das mulheres pobres”.

Segundo Anibal, na década de 1990, 28% das mortes maternas do Uruguai eram decorrentes de aborto. No hospital universitário da capital uruguaia, onde trabalhou, que concentra um quinto de todos os nascimentos do país e registra casos com complicações, 48% de todas as mortes maternas foram decorrentes de aborto no período de 1999 a 2001.

Ainda que as taxas de mortalidade materna no Uruguai correspondam à metade das registradas no Brasil, um grupo de médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da maternidade-escola que pertence ao hospital universitário, decidiu agir, dando informação respaldada pela OMS sobre métodos seguros para todas as mulheres com intenção de interromper a gravidez. “O que é proibido é executar o aborto. Não é proibido atuar dando assistência e informação antes e depois”, considera o médico. Se a mulher permanece com o desejo de interromper, é informada com base em evidências científicas sobre os riscos dos diferentes métodos. Esse procedimento se baseia no direito humano à informação e no direito à confidencialidade e ao benefício do progresso científico.

Esse tipo de programa de informação sobre aborto seguro se mostrou eficaz e, segundo ele, é uma boa alternativa enquanto não se muda a legislação. O programa se mantém até hoje. São oferecidas, ainda, alternativas como entregar o bebê para adoção. Em 2002 a prática assistencial do hospital maternidade foi oficializada como política por portaria ministerial, porém limitada àquela instituição.

Em 2004, foi expandida para o resto do país. Desde 2008, não há registro de mortalidade materna decorrente de aborto no país. “A legislação proibitiva não é eficaz para prevenir o aborto e, ao mantê-lo na clandestinidade, não há oportunidade de evitar sua repetição”, observa o médico. “Quando o aborto é legal e realizado dentro do sistema de saúde, se dá aconselhamento em planejamento familiar e se inicia o uso de métodos seguros e eficazes”, ressalta.

Isso explicaria que as taxas de aborto tenham diminuído após a aprovação de legislação mais liberal em países como França e Itália. “Quem trabalha praticando o aborto de forma clandestina e com interesse comercial não tem interesse em prevenir os próximos”, opina, informando que a primeira opção de método é o uso de medicamento abortivo, que no Uruguai é vendido em farmácias, para outras indicações médicas.

As mulheres recebem informações sobre a dosagem eficaz e a via de administração. “No Brasil, houve tentativa de implantação de um programa semelhante. em Campinas, onde trabalho, mas o projeto nunca foi posto em prática”, conta Anibal.

Mário Monteiro, professor do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), também defende que a descriminalização do aborto ajudaria a diminuir a mortalidade materna e preservar a fertilidade das mulheres.

Para ele, a maneira mais segura de executar o procedimento é em ambiente hospitalar, onde o risco de complicações é controlado. “A introdução de objetos no útero, a ingestão de substâncias cáusticas e outras tentativas domésticas de abortamento levam muitas vezes à expulsão incompleta do embrião ou da placenta, que causam infecção e podem provocar infertilidade e levar à morte”, reforça. “É preciso reduzir a ingerência de grupos religiosos no Estado para que o sistema de saúde possa oferecer condições seguras para as mulheres em situação mais vulnerável”.

Publicação original: Radis maio 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012



domingo, 3 de junho de 2012

Arraial de Praia Grande 2012 - A ONG DCM ESTÁ LÁ!


Com informações da Prefeitura de Praia Grande. Foto: Divulgação

A Prefeitura de Praia Grande realiza até 1º de julho, o Arraial de Praia Grande 2012. O evento ocorre todas as sextas, sábados e domingos, das 18 horas à meia noite. Este ano, as comemorações juninas são realizadas no Kartódromo da Cidade, localizado em frente ao Terminal Rodoviário Tude Bastos.

VENHA CONFERIR A BARRACA Nº 23, DA ONG DCM, COM O MELHOR CHURRASQUINHO DE PRAIA GRANDE, COM DIVERSAS OPÇÕES COMO CARNE, FRANGO, LINGUIÇA, KAFTA, CORAÇÃO E QUEIJO. HUM....UMA DELÍCIA! ALÉM DE CERVEJA GELADINHA E REFRIGERANTES. COM RÁPIDO E PERSONALIZADO ATENDIMENTO. VENHAM CONFERIR!

COMPAREÇA À BARRACA 23 E AJUDE A ONG QUE AJUDA VOCÊ.

Evento no Facebook: Clique aqui.




quarta-feira, 30 de maio de 2012

OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA DCM - Você viu A LIGA ontem?

O programa da Rede Bandeirantes, A LIGA, passou grande reportagem com o Tema Violência Doméstica.



Para assistir aos vídeos, clique aqui.

NOVA LINHA DE PRODUTOS! Para quem é AMIGA do Meio Ambiente

Nova coleção de Bolsas DCM - Outono-Inverno da Linha SocialEco
A VENDA. 
Informações (13) 3495-4913 ou
ongdcm@hotmail.com


Confira alguns modelos. Diversas cores.





segunda-feira, 14 de maio de 2012

DIA DAS MÃES DCM - Brasileiras têm menos filhos e adiam gravidez por profissão

Fonte: Amanda Cieglinski, Agência Brasil , com edição de Juliana Andrade e Lílian Beraldo. Foto: Divulgação


Da década de 60 até o início deste século, houve uma mudança significativa no perfil das mães brasileiras. A mulher está deixando a maternidade para mais tarde e optando por ter uma família bem menor do que tiveram suas mães e avós. Dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de fecundidade no Brasil cai a cada ano: na década de 60 era superior a seis filhos por mulher e em 2010 chegou a 1,9 filho por mulher.

Vários fatores explicam essa mudança no perfil das mães no Brasil, aponta a demógrafa e professora da Universidade de Brasília (UnB) Ana Nogales. “Os principais são o aumento da escolarização das mulheres, a urbanização e a participação feminina mais forte no mercado de trabalho”, indica a pesquisadora. A demógrafa acredita que, além dos fatores ligados à evolução do papel da mulher na sociedade, há uma influência cultural que fez mudar o padrão reprodutivo. “Na década de 80 e 90, falou-se muito em um padrão de família ideal. A mídia e as telenovelas brasileiras sempre apresentavam famílias menores e como esse modelo trazia vantagens para os filhos”, diz.

Atualmente, a taxa de fecundidade brasileira se assemelha à de países europeus como a Dinamarca, Suíça e Noruega e é inferior à dos Estados Unidos. “A redução no Brasil foi muito acelerada e sem uma política governamental para controle da natalidade, como ocorreu no México ou na China. Os países desenvolvidos não tiveram esse processo tão rápido como vemos aqui, em que a mudança ocorre de uma geração para outra”, aponta Ana.

O modelo de família com poucos filhos, entretanto, ainda não é padrão em todas as regiões do país. Enquanto a média nacional em 2010 foi 1,9 filho por mulher, no Norte ficou em 2,47 – superior à taxa de fecundidade que o país registrou dez anos antes. O menor índice foi registrado no Sudeste: 1,7 filho por mulher, inferior à média de países como a Bélgica, o Reino Unido e a Finlândia. Ainda assim, foi no Norte e no Nordeste que se contatou as maiores reduções na taxa de fecundidade entre 2000 e 2010 (21,8% e 23,4%, respectivamente).

O Censo 2010 também destaca uma mudança, ainda que menos acelerada, no chamado padrão etário da fecundidade. Até o ano 2000, a tendência era um “rejuvenescimento” no perfil das mães, com maior concentração de gestações entre as jovens de 15 a 24 anos. Mas, na última década, segundo o IBGE, observou-se uma reversão desse movimento. Em 2000, os grupos das mulheres mais jovens, de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, concentravam 18,8% e 29,3% da fecundidade total, respectivamente. Esses patamares passaram para 17% e 27% em 2010. Ao mesmo tempo, no grupo de mulheres com mais de 30 anos, a participação na fecundidade total da população subiu de 15,85% para 18% entre 2000 e 2010.

“Na última década temos visto que a mulher está prorrogando o momento de iniciar a vida reprodutiva. Além da entrada no mercado de trabalho e da maior escolarização, nós tivemos mudanças nas relações. As mulheres estão mais independentes e quando você tem filhos isso traz mais responsabilidades com relação ao seu lar, a sua família”, explica Ana Nogales.
A Agência Brasil entrevistou mães de diferentes perfis – desde jovens que pretendem ter apenas um ou dois filhos a mulheres que adiaram os planos de engravidar para se dedicar à vida profissional.

Elas falam sobre os desafios da maternidade e a experiência de ser mãe.

Daniella Goulart, professora universitária, 43 anos. Mãe de Gabriel, 1 ano.

Eu nunca tive como projeto de vida ser mãe. Para mim, a maternidade não era uma questão de realização. Sempre me dediquei muito às realizações profissionais. Apesar de toda resistência, a maternidade veio na hora certa. Me sinto madura o suficiente, não tenho aquele sentimento de que posso estar perdendo alguma coisa, de que poderia estar em outro lugar ou que o filho me limita. Depois de ter tido meu filho, descobri que tenho vocação para ser mãe e estou muito realizada. Eu acho que o ponto positivo de ser mãe na minha idade é que nós saímos na frente em matéria de informação e maturidade. O lado ruim é que eu fico calculando: quando meu filho estiver com 17 anos eu já vou estar com 60. Estou considerando que terei um filho só. Sei que ele vai pedir um irmãozinho, que poderá se sentir sozinho, mas essa é a realidade dele.

Poliana Santos Castro, fisioterapeuta, 42 anos. Mãe de Lucas, 2 anos.

Passei sete anos fazendo tratamentos e diversos exames para conseguir engravidar. Esse período foi marcado por muita angústia e uma expectativa constante. Sempre tive o sonho de ser mãe e, depois de muitos anos tentando, eu finalmente engravidei. Foi uma época muito feliz. A minha primeira alegria foi quando o exame deu positivo. A segunda, quando ouvi o coraçãozinho dele batendo. E a terceira e definitiva alegria foi quando meu pequeno nasceu. Até hoje olho para meu filho e me emociono muito. Ele é uma criança linda, esperta, sapeca. Meu filho convive muito com o irmão por parte de pai e isso me alivia porque ele não fica tão sozinho. Pelo fato da maternidade tardia, não sei se terei outro filho naturalmente, mas agradeço muito por ter um tão abençoado. A maternidade representa uma vida antes e outra completamente diferente depois. Antes, eu era apenas filha de uma mãe maravilhosa e, depois do parto, parece que nasci de novo. A carreira profissional é muito importante, mas para ser uma mulher completa eu precisava ser mãe.

Claudilene Meireles Torres, 21 anos, grávida do primeiro filho.

Estou grávida do meu primeiro filho e não pretendo ter mais. Tive que parar de estudar e vou ficar cuidando dele pelo menos até que complete seis meses. Estou feliz por estar grávida, mas tive que parar minha vida. Pretendo voltar a trabalhar e estudar assim que for possível. Acho que um filho está de bom tamanho. Quero me estabilizar financeiramente e, quando ele for maior, me dedicar à vida profissional. Agora sei que tenho uma responsabilidade muito maior, tenho alguém que depende de mim. Hoje em dia, o custo de vida é alto e pretendo dar um bom estudo para meu filho. Eu não tive oportunidades e quero oferecer isso para ele. Prefiro ter só um filho e poder dar uma educação de qualidade. Quero ensinar para ele que não é preciso ter irmãos para ser feliz, se ele quiser brincar, se precisar conversar, eu estarei sempre com ele.

Rosa Dias dos Santos, 85 anos, dona de casa. Mãe de 11 filhos.

Eu tive 17 filhos, mas seis morreram e criei apenas 11. Sou da Bahia. Eu e meu marido viemos para Brasília para tentar dar uma educação melhor para os nossos filhos, que são meu porto seguro. Para mim, meus filhos são meus pés e minhas mãos, me sinto realizada por ter criado todos tão bem. Quando era jovem pensava que ser mãe era o maior sofrimento do mundo, mas hoje ser mãe é a razão da maior felicidade. Eu tive meu primeiro com 20 anos e o mais velho, com 44 anos. Nunca trabalhei fora até porque, quando eu era jovem, o marido tinha obrigação de sustentar a casa. E como eu tinha muitos filhos era impossível trabalhar fora. Hoje em dia os pais nem sempre conseguem educar os filhos direito porque ambos precisam trabalhar e não podem acompanhar o que as crianças estão fazendo. Nunca me arrependi de ter tido tantos filhos, valeu a pena e se eu pudesse teria criado alegremente os 17. Os dias mais felizes da minha vida são quando reunimos a família inteira, é uma festa muito grande.

Ana Maria dos Santos, trabalhadora doméstica, 23 anos. Mãe de Mel Ketleyn, 8 anos, e grávida de João Luca.

Sou muito feliz por ser mãe. Vejo muitas pessoas tentando engravidar há anos e eu tenho essa sorte. Já tenho uma filha e ela é minha companheira, somos muito amigas e, às vezes, as pessoas pensam que eu nem sou mãe dela. Eu engravidei aos 14 e não foi planejado. Eu era uma criança e só não foi tão ruim porque morava com os meus pais e eles estavam sempre ao meu lado. Me apoiaram e cuidaram da minha filha até 2 anos de idade. Eu mesma não tinha preparação nem a mínima ideia de como cuidar de um bebê. Agora estou grávida do segundo e é um menino, também não foi planejado. Por mim, só teria um filho, por causa da situação financeira, ainda mais agora que eu não moro mais com os meus pais e meu marido me abandonou no quarto mês de gestação. Quem me ajuda muito são as pessoas da igreja que frequento. Criar um filho sozinha é muito difícil, dois então é mais complicado ainda. Quero estudar e correr atrás do tempo perdido, mas vou ter que esperar um pouco mais.


sábado, 12 de maio de 2012

ONG DCM DESEJA UM EXCELENTE DIA DAS MÃES!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Síndrome do Pânico, entenda o que é

Fonte: Minha Vida - Escrito por: Viviane Ramos Toledo Fisioterapia

Ansiedade, estresse e situações do cotidiano podem desencadear o problema

A Síndrome do Pânico é um tipo de ansiedade caracterizada por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes.

O que acontece é que o sistema de "alerta" normal do organismo - o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite a uma pessoa reagir a uma ameaça - tende a ser desencadeado desnecessariamente.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Um desequilíbrio na produção da serotonina e da noradrenalina pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é o que ocorre em uma crise de pânico.

Mas o que leva a este desequilíbrio de neurotransmissores?

Verificamos que são situações de insegurança, traumas, perdas de entes queridos, choques como roubos e assaltos, estafa, nervosismo, estresse, fraqueza emocional, dentre muitas outras.
Depois de ter uma crise de pânico, a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) de algumas situações como dirigir, andar de elevador, namorar, ir ao cinema, etc. E, portanto, começar a evitá-las.

Gradativamente o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais, que a pessoa pode se tornar incapaz de pôr o pé fora de casa. Desta forma, o distúrbio do pânico pode ter um impacto tão grande na vida de uma pessoa como outras doenças mais graves. A menos que ela receba tratamento eficaz e seja compreendida pelos demais. 

Quem sofre de Síndrome do Pânico?

Geralmente são pessoas extremamente produtivas, que costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres. São bastante exigentes consigo mesmas e não convivem bem com erros ou imprevistos. Têm tendência a se preocuparem excessivamente com problemas cotidianos, possuem alto nível de criatividade, perfecionismo, excessiva necessidade de estar no controle e de aprovação. Mantém expectativas extremamente altas para si. Com pensamento rígido, competente e confiável.
Sintomas

Os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar desta causa existir, porém ser de difícil percepção) e são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível". Os principais são:

- Tontura, atordoamento, náusea
- Palpitações
- Dificuldade de respirar 
- Calafrios ou ondas de calor, sudorese
- Distorções de percepção da realidade
- Sensação de que algo horrível está prestes a acontecer
- Confusão, pensamento rápido
- Medo de perder o controle
- Medo de morrer
- Vertigens ou sensação de debilidade

Tratamento

Sugerimos a você a soma de duas técnicas: Microfisioterapia e Terapia Floral.
Através da Microfisioterapia (técnica francesa de reprogramação celular) as causas do pânico serão detectadas, e "apagadas", então após a renovação celular, seu organismo passa a receber mensagens diferentes das novas células, pois as mesmas não possuem mais as informações das causas do pânico e, desta forma, seu organismo reage de maneira diferente, em busca da cura.

A Terapia Floral trabalha, através do equilíbrio das emoções, o fim dos problemas que causaram o pânico. Através de uma série de entrevistas continuas, com acompanhamento constante e individualizado, e a administração de florais de acordo com as causas descobertas, prepara-se o paciente para que ele possa enfrentar seus limites e as adversidades vitais de uma maneira menos estressante.

Sofrer de pânico não é loucura, nem "frescura" e a melhor maneira para conviver com uma pessoa que passou ou passa por este problema, é compreendê-la e tranquilizá-la, trazendo-lhe bem-estar.

Produtos de limpeza podem ser agressivos para a saúde

Fonte: Minha Vida - Escrito por: Especialista Walter Alexandre - Terapeuta holístico


Confira algumas dicas de limpeza natural e evite os materiais químicos
Hoje em dia, utilizamos muitos produtos industriais para a limpeza em nossa casa. Quase sempre não temos o conhecimento de como esses produtos utilizam componentes químicos muito agressivos ao nosso bem-estar. Alguns nomes até são sugestivos a uma limpeza poderosa: super-concentrado, furacão disso, poder daquilo, entre outros.

Vários produtos vêm com algumas orientações, como: não ingerir; evite inalação ou aspiração, contato com os olhos e pele; mantenha o produto em sua embalagem original; lave bem as mãos após o uso; use luvas para sua aplicação; não misturar com outros produtos; procure socorro-médico; em caso de contato com os olhos lave com água corrente e em caso de persistir a irritação, procure um médico. Isto mostra que estamos usando produtos fortes que exalam componentes químicos agressivos à nossa saúde. Essas orientações estão com letras tão pequenas que mal podemos enxergar. Entretanto, elas devem ser cumpridas à risca. 

A água com sabão ainda é a forma de limpeza mais saudável e é bem antisséptica. E aqui coloco o sabão em pedra, o sabão de coco e sabões neutros. Os produtos menos agressivos e mais naturais estão saindo do mercado. É claro que esses materiais de limpeza mais fortes limpam com mais rapidez. Jogamos o produto no local a ser limpo, deixamos de molho e é só enxaguar. Embora ganhemos tempo, livrando-nos do trabalho com a limpeza "pesada", e a casa fique tão reluzente quanto perfumada graças ao leque de limpadores e desodorizantes de ambiente, não chegamos a imaginar qual será o destino desse acúmulo de substâncias químicas a que recorremos sem cessar.
Ao abordar a qualidade do ar que respiramos, devemos ter bem presentes esses conceitos. O local fica muito impregnado com o produto químico que vai ficar ali por vários dias.

Outra questão a ser abordada é o "cheiro de limpeza". Para ficar mais agradável, colocam-se aromas que vão "maquiar" o efeito agressivo da emanação química. Esses aromas não são naturais, não devemos nos sentir como se estivéssemos em uma plantação de lavanda, espremendo limão ou em um bosque de eucaliptos. Esse "cheirinho de limpeza" está "mascarando" o problema.

Para a utilização desses produtos, a dona de casa ou a pessoa que faz limpeza deve usar luvas de borracha, óculos protetores ou máscara dessas usadas na construção civil, para proteção da fumaça e poeira. Todo esse material diminui os efeitos prejudiciais à saúde de quem trabalha, mas não para todos que moram em casa, principalmente, para as crianças, idosos e pessoas sem vitalidade. Após a limpeza o local deve ser arejado, totalmente aberto e se possível ventilado durante algumas horas.
Outros produtos que não são de limpeza, mas que merecem o mesmo cuidado são as colas de fórmica, tintas a óleo, graxas, solventes, acetona e outros produtos do petróleo. Eles exalam o gás benzeno e outros, tóxicos ao nosso organismo. 

Os inseticidas, repelentes e aerosóis são muito agressivos e merecem toda a atenção de quem pulveriza, pois podem deixar um ambiente bem carregado de produtos químicos prejudiciais ao nosso bem-estar. Todos esses artigos devem permanecer bem fechados e bem guardados, longe das crianças e fora das proximidades de fogões, geladeiras e alimentos. O ideal seria longe das cozinhas. Alguns produtos de limpeza exalam formaldeído, tricloroetileno, hidrocarboneto, hidróxido, amoníaco, gases bastante agressivos.

Como melhorar o ambiente em nossa casa?

Podemos começar com o uso de produtos mais naturais. A água com sabão ainda é a forma de limpeza mais saudável e é bem antisséptica. E aqui coloco o sabão em pedra, o sabão de coco e sabões neutros. O vinagre é um excelente aliado para a limpeza "pesada". Pode deixar um cheiro forte, mas, logo se desfaz e é um produto saudável e excelente desinfetante. Podemos utilizar o suco de limão, o bicarbonato de sódio com água quente, o álcool, que deve ser diluído. A cera, menos agressiva para pisos e assoalhos é a cera em pasta, de carnaúba. Outros produtos naturais são os preparados com cera apícola, sabão com um pouco de areia, produtos de fermentação láctea e tensoativos de óleos vegetais. Para pisos frios, a utilização do anil como clareador é muito boa.

Alguns sintomas provocados por intoxicação de gases emanados por produtos de limpeza são: enjôos, dores de cabeça, vômitos, erupções, alergias, tosse, irritação e inflamação nos olhos e vias respiratórias, asma (exposição prolongada), eczemas, diminuição das defesas do organismo, queimaduras na pele, intoxicação, irritações cutâneas, perda de apetite, sonolência e outros mais complicados. Esses sintomas podem afetar também os animais domésticos.

Ao se trabalhar durante muitos anos com produtos de limpeza e de construção sem utilização de luvas, em contato direto com os dedos, podemos, inclusive, diminuir as impressões digitais, tal o poder abrasivo desses produtos nos nossos tecidos. Lustradores de pisos e móveis podem ser tóxicos ou inflamáveis e contêm derivados de petróleo, nitrobenzeno e dietilenglicol. Com uma parte de suco de limão e duas partes de azeite de oliva ou vegetal, conseguem-se excelentes resultados muito mais sadios.

Podemos utilizar produtos naturais para tirar manchas tais como: leite, vaselina, glicerina, creme de barbear, óleo de linhaça, entre outros. Para se obter um bom aroma de limpeza podemos colocar cascas de limão ou laranja em uma frigideira, indo ao fogo por alguns instantes e ao sentirmos o aroma cítrico, levá-la para o local onde foi realizada a limpeza.

O que tento passar para os leitores não é incutir um receio ao uso desses produtos, mas chamar a atenção para a precaução e uma mudança na forma de pensar em relação à limpeza geral da casa. O que nos parece mais trabalhoso pode significar mais qualidade de vida, saúde e bem-estar para todos na residência. É uma das formas de tratarmos a nossa casa como um lar, lugar totalmente aconchegante e saudável.

Exercício físico pode reduzir risco de Alzheimer em qualquer idade

Fonte: Minha Vida - publicado em 19/04/2012

Estudo sugere que tarefas como cozinhar e lavar pratos também ajudam na prevenção

A atividade física diária pode reduzir o risco da doença de Mal de Alzheimer mesmo em pessoas com mais de 80 anos, de acordo com uma nova pesquisa feita pelo departamento de neurologia da University Medical Center, em Chicago, Estados Unidos. Os pesquisadores reuniram 716 idosos na faixa dos 82 anos, todos sem qualquer tipo de demência, e acompanharam os níveis de atividade física de cada um usando um dispositivo chamado actígrafo.

Após três anos e meio, 71 pessoas desenvolveram a doença de Alzheimer. Aqueles que estavam praticaram apenas 10% da quantidade de exercícios recomendada foram duas vezes mais propensos a desenvolver a doença. Os estudiosos também descobriram que não só atividades como correr e musculação ajudam a diminuir o risco de Alzheimer, mas também tarefas como lavar pratos, cozinhar, jogar cartas e até mesmo usar uma cadeira de rodas.

De acordo com os estudiosos, os idosos devem ser encorajados a seguir um estilo de vida mais ativo, seja subindo e descendo escadas ou lavando pratos. Eles também afirmam que são necessários mais estudos para descobrir como o exercício pode ajudar na prevenção de demência.

Siga 6 rastros do Alzheimer antes que ele se revele

"Fumo, obesidade, hipertensão e diabetes contribuem para o aumento de lesões no cérebro que levam à perda de cognição", afirma o psiquiatra Cássio Bottino, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. As lesões, associadas às dificuldades de conexão entre os neurônios, dão origem à maioria dos diagnósticos de Alzheimer atualmente. A seguir, especialistas discorrem sobre a relação entre esses fatores e dão dicas para você cuidar melhor da saúde e se proteger contra o Alzheimer:
Síndrome metabólica

A geriatra Yolanda Boechat, coordenadora do Centro de Referência em Atenção ao Idoso da UFF-RJ, explica que a síndrome metabólica eleva a incidência de doença vascular cerebral, além de aumentar o estresse oxidativo. A síndrome provoca um maior acúmulo de gordura no sangue, dificultando a circulação pelo corpo. Com isso, há um aumento de lesões microcardiopáticas, assim como a atrofia cerebral. Segundo a especialista, esses fatores, juntos, podem elevar a perda da memória em até 40%.

Hipertensão

Em um quadro de hipertensão arterial, a intensidade com que o sangue circula acaba causando lesões nos vasos, inclusive nos do cérebro. "Danificados, eles acabam levando menos sangue, oxigenação e nutrientes para o cérebro", afirma Cássio Bottino. O tecido cerebral é muito dependente da oxigenação do sangue e pode perder capacidade caso surjam falhas vasculares.

Tabagismo

"O cigarro acelera o processo de envelhecimento neurológico e a atrofia cerebral, o que agrava as chances de Alzheimer", afirma Yolanda Boechat. Além disso, é possível que o risco aumente por causa de pequenos infartos cerebrovasculares que aumentam a morte de neurônios, provocados pelas toxinas presentes no cigarro.

Álcool

O consumo de mais de duas doses diárias de álcool, não importa a bebida, aumenta em quase 10% as chances de ter distúrbios neurológicos. Fora isso, o alcoolista crônico sofre com a perda de tecido cerebral, ou seja, o cérebro encolhe com o tempo e agravam-se problemas como esquecimento e perda da memória recente. Mas o consumo de uma dose diária de álcool (e isso varia de acordo com a bebida) pode retardar o aparecimento do Mal de Alzheimer.

Sedentarismo

A atividade física, além de combater a obesidade e outros fatores de risco apontados pelo estudo, banha o cérebro com endorfina. Esse hormônio é um antioxidante capaz de fazer uma faxina no cérebro e eliminar radicais livres, combatendo o envelhecimento das células "A prática regular de atividade física também contribui com a irrigação sanguínea das células neuronais, melhorando as conexões e o raciocínio", afirma a médica Yolanda.

Depressão

A dificuldade de relacionamento causada pela depressão prejudica a memória e a capacidade de comunicação, inibindo o funcionamento de partes do cérebro. "Se não for tratada, a depressão pode levar à falência da área cerebral responsável pela memória (hipocampo), incluindo a de fatos recentes."