quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Incontinência urinária afeta 35% das mulheres na menopausa

Fonte: Da redação
Foto: Divulgação

A doença tem maior prevalência entre as mulheres e pode causar depressão


Assim como qualquer outra necessidade vital do nosso organismo, fazer xixi é uma ação importante para o bom funcionamento do corpo. Até então, nenhuma novidade. No entanto, algumas situações corriqueiras podem se transformar em constrangimento para as mulheres que sofrem de incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária da urina em qualquer quantidade. Até o período da menopausa, a doença atinge 15% das mulheres brasileiras, enquanto que, após esta fase, a estatística sobe para 35% da população feminina, segundo a urologista e Livre Docente da Unifesp, Dra. Miriam Dambros.

De imediato, o indício da doença está relacionada à perda de urina durante a realização de alguma atividade que exige esforço, como exercícios físicos ou até mesmo no ato de gargalhar. Com a evolução, a perda involuntária da urina passa a ocorrer durante o dia ou no momento do sono, sem qualquer esforço associado. “Nesses casos, também é muito comum a ida frequente ao toalete e a urgência para urinar em diferentes e quaisquer momentos do dia”, explica a médica.

Embora a prevalência seja maior entre o público feminino, cerca de 8% dos homens brasileiros são diagnosticados com incontinência urinária, mas a prevalência é maior entre o público feminino.  São vários os fatores causadores da enfermidade, como disfunções hormonais, tabagismo, sedentarismo, obesidade, doenças do colágeno e neurológicas. Em alguns casos, a pessoa pode desenvolver depressão por conta da vergonha de expor esse problema e não busca tratamento, o que afeta negativamente a qualidade de vida do indivíduo.

Observar os sintomas é fundamental para o diagnóstico clínico, já que pode ser confirmado de acordo com os relatos do indivíduo. No entanto, se houver necessidade, são solicitados exames de urina I, ultrassom e de sangue, para verificar também se existem outras patologias associadas à incontinência urinária.

Mudanças de hábito

             
Mediante o quadro de incontinência urinária, uma boa notícia: a doença tem cura. Segundo a Dra. Miriam Dambros, “é necessária a avaliação médica para a indicação do melhor tratamento para cada caso, mas há um índice de 90% das pacientes que, após tratadas, ficaram curadas”, revela.

O tratamento implica em orientações para diminuição de peso, prática de exercícios físicos, acompanhamento com fisioterapeuta especializado em períneo e técnicas cirúrgicas específicas. Medidas simples, como evitar o aumento de peso, não fumar e praticar atividades físicas regulares. “As principais dicas são o consumo de dois litros de água por dia, evitar reter urina por muito tempo e ingerir dieta rica em fibras”, observa.

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