quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SAÚDE DCM - Casos de mioma atingem 50% das mulheres brasileiras

Fonte: Da redação
Foto: Divulgação

Gravidez tardia é um dos motivos do aumento dessa enfermidade em mulheres entre 30 e 50 anos

Mioma: a palavra é estranha e mais assustadora do que a enfermidade propriamente dita. Apesar de associada a tumor (o significado de oma), sofrimento com sangramentos e até mesmo a ameaça de infertilidade às mulheres, a doença é benigna e tratável. Atualmente, dependendo do tamanho e localização, nem é mais necessário retirar o útero e/ou ovários, único método adotado para resolver o problema há algum tempo. Novos tratamentos têm colaborado para resolver este problema, que acomete cerca de metade das mulheres brasileiras, geralmente entre os 30 e 50 anos.

“Já é possível usar técnicas menos severas de controle ou eliminação do problema, como a ablação histeroscópica do endométrio, terapia alternativa à histerectomia (retirada do útero). O processo é uma espécie de queimação cirúrgica do endométrio (membrana mucosa que reveste a parede uterina), que paralisa o sangramento da mulher. Por conta disso, com o passar do tempo, o mioma tende a regredir, já que fica sem a irrigação sanguínea para se manter ativo no organismo”, revela Antonio Julio Sales Barbosa, ginecologista do Hospital Santa Catarina de São Paulo.

Outro procedimento opcional à retirada do útero é a embolização do tumor. A prática consiste na cauterização dos vasos e artérias da região onde está localizado o mioma. Dessa forma, o tumor benigno deixa de receber o “alimento” - no caso o sangue -, e regride, podendo até mesmo desaparecer. “Caso seja mesmo necessária a retirada do útero, é possível usar uma forma menos agressiva: a laparoscopia - procedimento cirúrgico minimamente invasivo que permite uma recuperação mais rápida da paciente. Aliás, a retirada do útero não causa nenhum efeito secundário ou malefícios ao corpo da mulher”, esclarece o ginecologista.

Os sintomas mais comuns da presença dos miomas dos tipos intramurais (nasce e permanece dentro da parede do útero) e submucosos (toda ou parte da lesão cresce dentro do útero) são a dor na região pélvica sem motivo aparente ou na relação sexual, sangramentos vaginais abundantes durante a menstruação ou irregulares fora deste período e aumento acentuado do ventre. “Os miomas subserosos crescem para fora do útero e por conta disto, normalmente não causam alterações menstruais, mas também podem causar dor por comprimir outras estruturas da região reprodutora. Mas, independente do tipo, ao sinal da enfermidade a mulher deve procurar imediatamente por tratamento médico”, aconselha o especialista.

Ainda segundo o Dr. Antonio Barbosa, a incidência da enfermidade vem aumentando nos últimos anos em decorrência da maior exposição da mulher aos anticoncepcionais, que tem hormônios como o estrogênio, responsável pela textura da pele e diretamente relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue e colesterol. “Com o foco na vida profissional, a mulher tem adiado a gravidez para cada vez mais tarde e, consequentemente, tomado contraceptivos por mais tempo”, comenta o ginecologista. Uma maior produção voluntária de estrogênio e fatores hereditários podem tornar algumas mulheres mais suscetíveis ao aparecimento de miomas.
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Defesa e Cidadania da Mulher é uma organização não governamental de Praia Grande/SP, nomeada Utilidade Pública e sem fins lucrativos. Desde 2005, atuamos nas bases: social, educacional, profissionalizante e cultural, destinadas à conscientização, assistência e amparo às mulheres de qualquer idade, raça ou religião, possibilitando-a que esta exerça a sua cidadania de forma consciente, visando na erradicação da Violência Doméstica.

Um comentário:

  1. eu tenho mioma porem soumuito nova tenho 23anos e só foi descoberto quando fiquei gravada pela segunda,mais nenhum medico me da uma resposta do q/ devo fazer

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