terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mulheres sofrem mais com dores de cabeça do que os homens, afirma pesquisa

Fonte: Da Redação


Estudo revela que 81% das mulheres tiveram algum tipo de dor de cabeça contra 59,7% dos homens


Segundo estudo apresentado no XXV Congresso Brasileiro de Cefaleia pela neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Eliana Melhado, as mulheres sofrem mais com dores de cabeça em comparação com os homens, tendo como principais causas as alterações hormonais e o uso de contraceptivos.


Existem cerca de 200 tipos de cefaleia classificadas no mundo e dois tipos são exclusivas das mulheres: a cefaleia da pré-eclampsia e da eclampsia. “Grávidas que sofrem esse problema costumam ter dores de cabeças persistentes durante a gestação”, explica Dra. Eliana. A grande representante do grupo das cefaléias primárias, a migrânea – mais conhecida como enxaqueca –, acomete cerca de 20% das mulheres e 6% dos homens.

Outras dores predominantemente femininas é a dor de cabeça chamada Hemicrânia paroxística que afeta apenas um lado da cabeça, mais a região frontal e o olho, acompanhada de lacrimejamento e vermelhidão nos olhos, queda da pálpebra, suor, coriza. Tem uma duração curta, e acontece com uma freqüência maior. A versão desse tipo de dor de cabeça que tem a duração maior – entre 15 minutos a três horas, em média – é chamada de cefaleia em salvas e acomete mais o sexo masculino. “O homem também é mais suscetível a dor de cabeça tensional do tipo crônica que tem como característica uma grande variação do nível de desconforto podendo durar até 24  horas”, diz a neurologista.

Já a incidência da dor de cabeça do tipo Cervicogênica, um tipo de cefaleia que inicia com uma dor na coluna cervical – causada ou não por lesão – e que chega a cabeça toda, é de quatro mulheres para um homem.


As jovens são mais predispostas à cefaleia causada pela anestesia peridural e a relacionada à hipertensão intracraniana idiopática. “Neste caso, a dor de cabeça é uma complicação dessa anestesia”, detalha. Cefaleia pós traumática, a cefaleia atribuída ao transtorno da articulação temporomandibular e à nevralgia do trigêmeo também atingem mais o sexo feminino.

Dra. Eliana explica que é preciso fazer um estudo clínico de cada caso, mas fatores como obesidade, estresse, má alimentação, consumo de álcool e o cigarro influenciammuito no aparecimento dos sintomas em ambos os sexos.

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