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terça-feira, 30 de agosto de 2011

SAUDE DCM - Primeiro Centro de Parto Normal da Rede Cegonha é inaugurado no País

Fonte: por Secom em 29/08/2011.

Objetivo do centro é humanizar o momento do nascimento da criança
. Unidade fica em Salvador e deverá realizar de 120 a 150 partos por mês

O primeiro Centro de Parto Normal (CPN) da Rede Cegonha no Brasil foi inaugurado na última sexta-feira (26), em Salvador (BA). O CPN tem o objetivo de humanizar o momento do nascimento da criança, oferecendo às gestantes um ambiente com maior privacidade. Os centros contarão com enfermeiros obstétricos e, se necessário, apoio médico. A unidade deverá realizar de 120 a 150 partos por mês, quando estiver em plena capacidade. Atualmente, existem 25 centros de parto normal pelo Brasil, que passarão a ser custeados pelo Ministério da Saúde após formulação do plano de ação da Rede Cegonha regional.

O CPN da Mansão do Caminho, que se chamará Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, foi construído e equipado com recursos do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde da Bahia e doação de voluntários. O ministério investiu R$ 606 mil para compra de equipamentos e R$ 149 mil para treinamento e capacitação de profissionais no parto humanizado. Além disso, foram aplicados R$ 340 mil para compra de insumos, totalizando R$ 1,095 milhão. A unidade receberá custeio mensal de R$ 80 mil. A concepção dos Centros de Parto Normal tem como modelo experiências desenvolvidas em países como Holanda, França e Inglaterra.

Rede Cegonha 

O programa prevê um conjunto de ações que assegure às mulheres assistência adequada desde o planejamento familiar, a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, pós-parto e a atenção ao bebê. A estratégia da Rede Cegonha conta com o orçamento de quase R$ 9,4 bilhões do Ministério da Saúde para investimentos até 2014.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Presidente da DCM é eleita para o Conselho Municipal da Mulher de Praia Grande

Da Redação

A presidente da ONG Defesa e Cidadania da Mulher de Praia Grande, Ana Silvia Passberg de Amorim, foi eleita por unanimidade, na manhã desta quarta-feira (17), presidente do Conselho Municipal da Mulher de Praia Grande, em evento de posse dos membros titulares e suplentes do Conselho, na sala de reuniões do gabinete do Administrador Municipal (2° do Paço Municipal, Avenida Presidente Kennedy, 9.000, Bairro Mirim)

O evento teve a participação do prefeito de Praia Grande, Roberto Francisco, da presidente do Fundo Social de Solidariedade (FSS) de Praia Grande e titular da Secretaria de Promoção Social (Sepros), Maria Del Carmen Padin Mourão, a Maruca, da chefe da Coordenadora de Ação e Cidadania, Sônia Regina Carvalho da Cunha e de outros membros da administração municipal diretamente envolvidos e entidades não-governamentais.

O Conselho da Mulher já existia em Praia Grande, porém estava inativo. O prefeito Roberto Francisco decidiu resgatar este projeto, em parceria com a entidade, e trabalhou para sua reativação e reestruturação. Desta forma os conselheiros terão como formatar propostas em prol das mulheres da Cidade. Antes da reativação do Conselho ocorreram reuniões entre a Coordenadoria de Ação e Cidadania e a comissão formada por organizações não governamentais, que realizam trabalhos voltados ao público feminino no Município.


NOTA* = "A ONG DCM agradece à Prefeitura de Praia Grande e ao prefeito Roberto Francisco pela oportunidade e luta pelos Direitos ds Mulher".




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

4 casais soropositivos aguardam nascimento de filhos saudáveis em SP

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Ambulatório de Reprodução Assistida da Secretaria de Estado da Saúde já atendeu 150 casais desde abril de 2010


 O Ambulatório de Reprodução Assistida instalado em abril de 2010 pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo no Centro de Referência em DST/Aids, na capital paulista, já atendeu 150 casais, dos quais 31 estão em fase de tentativa de gravidez. Quatro gestações estão em curso no momento.
Parceria com o Centro de Reprodução Assistida (Crase) da Faculdade de Medicina do ABC, o serviço é destinado a casais soropositivos e sorodiscordantes (em que um dos parceiros, normalmente o homem, é soropositivo). Trata-se do primeiro do gênero com atendimento SUS (Sistema Único de Saúde) do Brasil.

O programa permite aos casais reduzirem ao máximo a chance de transmissão vertical ou mesmo de que ocorra infecção entre os parceiros. Na quase totalidade dos serviços de reprodução assistida no Brasil, o fato de ser portador de HIV é um critério de exclusão dos pacientes.

Nos casos de casais em que ambos são soropositivos, é programada inseminação artificial após a aplicação da técnica de lavagem de esperma. No caso em que o homem é soropositivo e a mulher, não, também é feita a inseminação artificial após a lavagem de esperma. Nos casais em que apenas a mulher é soropositiva é realizada a inseminação artificial.

Para Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP, o ambulatório é um direito dos portadores de HIV/aids que querem ser pais.

"As pessoas vivendo com HIV têm direito a uma decisão consciente sobre ter ou não ter filhos, e devem fazê-lo com o máximo de informações possíveis quanto à perspectiva de infecção de seus bebês e parceiros soronegativos no momento da concepção", completa.

O serviço estadual de reprodução assistida para casais soropositivos fica no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids e atende pacientes de todo o Estado de São Paulo. Funciona todas as sextas-feiras, a partir das 7h. Casais que desejam se inscrever no ambulatório podem ligar para (11) 5087 9889.



SP quer vacinar 2,8 milhões de crianças contra paralisia infantil neste sábado (13)

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende vacinar 2,83 milhões de crianças menores de cinco anos contra a paralisia infantil durante a segunda etapa da campanha de imunização, que acontece no neste sábado, 13 de agosto. O número corresponde a 95% do total de 2,98 milhões de paulistas nessa faixa etária (veja dados regionais abaixo).

Na capital paulista, a abertura da segunda etapa da campanha será realizada às 8h no Parque do Ibirapuera, nas proximidades do Museu Afro Brasil, em São Paulo. Entre 8h e 15h, as crianças poderão ser vacinadas e brincar em um parque infantil montado para o evento, com piscina de bolinhas, pula-pula e palhaços, além de participar de atividades lúdicas, como pintura de rosto, e ganhar máscaras do Zé Gotinha.

Na primeira etapa da campanha, realizada em junho, 2,85 milhões de crianças menores de cinco anos de idade foram vacinadas. Nesta fase, serão mobilizados aproximadamente 14,8 mil postos fixos e volantes e 58,3 mil profissionais em todo o Estado, em parceria com as prefeituras.

Todas as crianças incluídas na vacinação, independentemente de terem sido ou não imunizadas na primeira fase da campanha, devem retornar aos postos de saúde no dia 13. A maioria das salas de vacina funcionará das 8h às 17h. Será possível também atualizar a caderneta de vacinação, gratuitamente.

“Os pais e responsáveis devem proteger seus filhos contra a poliomielite, levando as crianças para tomar a segunda dose da vacina Sabin. Desta forma, todos colaboram para evitar o retorno da circulação do vírus causador da doença ao Estado”,  afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

São Paulo não registra nenhum caso de paralisia infantil desde 1988. No entanto, como o vírus da poliomielite ainda circula em países da África e da Ásia, é fundamental que todas as crianças menores de cinco anos sejam imunizadas todos os anos.

O posto volante do Parque do Ibirapuera, na capital, ficará na Av. Pedro Álvares Cabral, área de eventos, com entrada pelo portão 10, nas proximidades do Museu Afro Brasil.

A população de crianças menores de cinco anos na Baixada Santista é de 123.324 crianças. A meta é vacinar 95% desse total, ou seja, 117.158 crianças, em média.
   





sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Central de Atendimento à Mulher teve quase 2 milhões de ligações

Fonte: Folha Online, por Mariana Desidério

A Central de Atendimento à Mulher recebeu 1.952.001 ligações em pouco mais de cinco anos de existência -entre abril de 2006, quando foi criada, e junho de 2011.

O Ligue 180, como também é chamado o serviço, atende queixas de violência doméstica contra a mulher, além de esclarecer dúvidas sobre a Lei Maria da Penha, que completa cinco anos no dia 7 de agosto.

No período, foram 434.734 atendimentos sobre informações da Lei Maria da Penha (22,3% do total) e 237.271 relatos de violência, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Dentre estes últimos, 141.838 (60%) correspondem à violência física; 62.326 (26%), à violência psicológica; 23.456 (10%), à violência moral; 3.780 (1,5%), à violência patrimonial; 4.686 (1,9%), à violência sexual; 1.021 (0,4%), ao cárcere privado; e 164, ao tráfico de mulheres.

No primeiro semestre de 2011, foram 293.708 atendimentos. O número é 14% menor que o do mesmo período de 2010, que registrou 343.063.

Perfil


Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres, 40% das mulheres que entraram em contato com o serviço convivem com seu agressor há mais de dez anos --em 72% dos casos, eles são casados com as vítimas.

As denúncias recebidas pelo serviço são feitas na grande maioria (87%) pelas próprias agredidas.

Quase metade das mulheres que ligam para o 180 são pardas (46%). A maior parte (59%) declara não depender financeiramente do agressor.

Estados

A Bahia é o Estado com maior número relativo de ligações para o Ligue 180. De acordo com os dados da Secretaria, foram 224 atendimentos para cada 50 mil mulheres. Sergipe foi o Estado com o segundo maior número de ligações, Pará, o terceiro e Distrito Federal, o quarto.

Em números absolutos, São Paulo é o Estado com maior número de ligações, com 44.499 chamados. Entretanto, o Estado aparece apenas em 16º lugar na comparação relativa.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ONG DCM - I Conferência de Políticas Públicas para Mulheres de Praia Grande

No sábado, 20 de agosto, a partir das 8 horas (para credenciamento), a Prefeitura de Praia Grande promoverá a I Conferência de Políticas Públicas para Mulheres de Praia Grande, em parceria com a ONG DCM Defesa e Cidadania da Mulher. O encontro ocorrerá no Auditório Roberto Marinho (Rua José Borges Neto, 50, Bairro Mirim), ao lado da Prefeitura da Cidade.

O evento visa abordar discussões sobre a situação da mulher no país e na região, relembrando os 5 anos da Lei Maria da Penha e terá espaço aberto para sugestões de propostas de melhoria à condição feminina. A entidade convida a todas as mulheres a comparecerem ao evento. Informações 3495.4913 ou pelo e-mail ongdcm@hotmail.com.

"Nunca desista, Lute Sempre!"

5 anos da Lei Maria da Penha: Defensoria Pública de SP lança cartilha informativa sobre direitos

Em comemoração ao quinto aniversário da Lei Maria da Penha, a Defensoria Pública de SP lança na próxima segunda-feira (8) a cartilha informativa “Lei Maria da Penha: sua vida recomeça quando a violência termina”. O material foi elaborado a partir das principais dúvidas e informações disponibilizadas no atendimento especializado da instituição às mulheres vítimas de violência doméstica. A tiragem inicial conta com 50 mil exemplares e a íntegra está também disponível na internet.


Além de contar com informações práticas sobre órgãos públicos e locais de atendimento, a cartilha explica em linguagem acessível os direitos e aspectos da legislação (veja trechos abaixo).

Segundo dados da pesquisa “Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil”, realizada pelo Instituto Avon/Ipsos, entre janeiro e fevereiro de 2011, 94% das pessoas conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo. A cartilha desenvolvida pela Defensoria Pública pretende informar a população sobre os avanços trazidos pela legislação, contendo os principais tópicos da lei e espaço voltado às perguntas e respostas com dúvidas mais freqüentes, além de guia com serviços e entidades de atendimento às mulheres vítimas de violência.

Para a Defensora Pública Thais Nader, que coordena o Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria, a Lei Maria da Penha trouxe diversos avanços ao combate à violência doméstica. “Após a sanção da lei, as mulheres tiveram conhecimento de mecanismos legais que as protegem da violência doméstica. Também houve aumento na adoção de políticas publicas voltadas ao atendimento da mulher, o que é muito salutar”, disse.

A Defensora também menciona pontos de potenciais avanços. “Ainda é preciso investir na capacitação dos profissionais que atendem as mulheres vítimas de violência e também em estrutura nas delegacias especializadas na área. São necessários mais juizados especiais voltados para a violência doméstica, além de casas onde as elas ficam de passagem enquanto aguardam providências para sua proteção”, entende Thais.

O lançamento oficial da cartilha ocorrerá durante a abertura do 1º Congresso Nacional sobre a atuação da Defensoria Pública na Educação em Direitos. O evento acontece entre os dias 8 e 12 de agosto no Edifício Sede da Defensoria Pública de SP, na Rua Boa Vista, 200, no centro da Capital.

Trechos da cartilha

“Violência doméstica não é apenas física. A Lei Maria da Penha também pune toda agressão psicológica, moral, sexual e patrimonial”.

“Essa violência acontece no espaço de convívio de pessoas que são ou se consideram aparentadas (...). Não importa qual seja a orientação sexual da pessoa. Ou seja, uma mulher também pode ser punida por agredir outra mulher”.

“Há diversas situações que servem de exemplos: o caso do ex-namorado que começa a perseguir a antiga companheira por não concordar com o fim da relação, de marido que humilha a esposa e a obriga a manter relações sexuais contra a sua vontade; da irmã que constantemente agride outra irmã ou de um pai que faz chantagens e violência psicológica contra sua filha”.

“Sair de casa em casos de violência doméstica não é abandono de lar”.

“Medidas que podem ser aplicadas contra o agressor: Afastamento do lar; proibição de aproximação ou o contato por qualquer meio de comunicação com a ofendida, seus familiares e testemunhas; Proibição de freqüentar determinados lugares; Restrição ou suspensão das visitas aos filhos menores; Prestação de alimentos (pensão) provisórios; Restrição ou suspensão da posse de armas”.

“Medidas que podem ser aplicadas em favor das mulheres: Encaminhamento para programas de proteção e atendimento; Determinar a separação de corpos ou afastamento do lar sem prejuízo de direitos relativos à guarda de filhos, alimentos e partilhas de bens; medida de proteção do patrimônio, como restituição de bens subtraídos pelo agressor, proibição de celebração de contratos relativos aos bens do casal, suspensão de procurações assinadas pela ofendida, entre outras”.


Dados Nacionais

Estudo do Senado Federal aponta que 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mas 60% acreditam que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha. Já a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado, realizada em 2010 pelo SESC e Fundação Perseu Abramo, uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido algum tipo de violência de parte de algum homem. O parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% das agressões.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dilma Rousseff diz que manterá Pontos de Cultura

Fonte: Site  Vermelho

Na coluna Conversa com a Presidenta de julho, a presidente Dilma Rousseff garantiu que vai manter os Pontos de Cultura — principal iniciativa do programa Cultura Viva, criado no governo Lula. A coluna de Dilma é publicada em jornais e revistas no Brasil e no exterior, além do Blog do Planalto.

“O programa Cultura Viva foi elogiado pela senhora como sendo um dos melhores programas do governo. Contudo, hoje há inadimplência”, apontou o produtor cultural Fernando Milani Rosella, de Jaú (SP).

Dilma respondeu que manterá o programa — “uma herança muito importante do governo Lula”. Ela lembrou que o Cultura Viva tem como base os Pontos de Cultura, que são núcleos de produção cultural independente, instalados nas periferias das grandes cidades e no interior do Brasil para a promoção da diversidade cultural brasileira. Segundo a presidente, esses núcleos são mantidos pelas próprias comunidades e apoiados pelo governo federal.

“Os selecionados pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio de editais públicos, recebem subvenções. O objetivo é estimular e fortalecer suas atividades, com a contratação de profissionais e aquisição de equipamentos. Já há mais de 2.700 Pontos de Cultura em todo o país, que envolvem milhares de pessoas em atividades de arte, cultura, educação, cidadania e economia solidária”, afirmou Dilma.

Em relação aos restos a pagar, que ficaram para este ano, a presidenta informou que mais de 30% deste valor já foi pago até junho — o MinC está trabalhando para que o restante seja pago até o fim do ano. “A situação está se normalizando. O apoio aos Pontos de Cultura é o reconhecimento de que o povo é não apenas receptor, mas também protagonista, produtor e difusor de cultura e arte. Esses núcleos contribuem de forma significativa para o exercício pleno da cidadania.”

Lei Maria da Penha tem bons resultados mas é preciso combater preconceito, diz ministro

Fonte: Agência Brasil, Paula Laboissière

No mês em que a sanção da Lei Maria da Penha completa cinco anos, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliou que a legislação tem alcançado “bons resultados”, mas que é preciso combater o preconceito – inclusive entre autoridades.

“Acredito que é necessário que as pessoas percam o preconceito que ainda existe em relação a atos dessa natureza. Às vezes, vemos autoridades e pessoas em geral que tratam a violência contra a mulher como um ato banal e não é um ato banal. É um ato que merece reprovação e, inclusive, uma reação social muito forte sempre que se consuma”, disse.

Em entrevista à Agência Brasil, Cardozo classificou a violência doméstica como um tema “delicado e grave”e cobrou mais debates sobre a aplicação do texto. Hoje (3) e amanhã (4), a pasta promove o seminário Lei Maria da Penha – 5 Anos. Representantes do Judiciário devem discutir pontos a serem aperfeiçoados com o objetivo de garantir proteção às vítimas e punição ao agressor.

“Ainda há muito preconceito na aplicação da Lei Maria da Penha e, por essa razão, é muito importante debatê-la nos seus termos e resultados, para que ela possa ser ainda mais eficaz na perspectiva do combate a esse ato odioso que é a violência contra a mulher”, disse o ministro.

Lei Maria da Penha 5 anos - Ao completar cinco anos, Lei Maria da Penha é tema de seminário

Fonte: Da Agência Brasil

Em agosto de 2006 foi sancionada a Lei 11.340, conhecida como Maria da Penha, que tornou mais rigorosa a pena contra quem agride mulheres. Para lembrar a data, o Ministério da Justiça realiza hoje (3) e amanhã (4) o seminário Lei Maria da Penha – 5 Anos.

A legislação triplicou a pena para agressões domésticas contra a mulher, aumentou os mecanismos de proteção das vítimas e alterou o Código Penal, permitindo que agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. O texto também acabou com as penas pecuniárias, em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas.

Entre as medidas para proteger a vítima – mulheres em situação de agressão ou que correm risco de vida – estão a saída do agressor de casa, a proteção dos filhos e o direito da mulher de reaver seus bens e cancelar procurações feitas em nome do agressor.

Pela nova lei, a violência psicológica também passou a ser considerada violência doméstica e a vítima pode ficar afastada do trabalho por seis meses sem perder o emprego, caso seja constatada a necessidade de manutenção de sua integridade física ou psicológica.

Antes da sanção, processos que envolviam violência doméstica eram considerados de menor potencial ofensivo e levados a juizados criminais, em meio a processos de briga entre vizinhos e de acidentes de trânsito.

Com a legislação, foram criados juizados especiais para cuidar do tema. Atualmente, existem 52 unidades especializadas em violência doméstica e familiar contra a mulher em todas as unidades da Federação – com exceção de Sergipe, da Paraíba e de Rondônia.

Em março de 2011, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) concluiu, com base em dados parciais das varas e juizados especializados, que a legislação que pune a violência doméstica contra a mulher é eficaz, tendo evitado agressões e ajudado a punir os autores desse tipo de crime.

O balanço mostrou que, de 2006 até julho de 2010, foram sentenciados 111 mil processos e distribuídos mais de 331 mil procedimentos sobre o assunto. Também foram feitas 9,7 mil prisões em flagrante e decretadas 1.577 prisões preventivas de agressores. Segundo o CNJ, o número de processos sentenciados pode ser superior ao divulgado, por se tratar de um balanço parcial.

O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia, farmacêutica e bioquímica cearense que sofreu diversas tentativas de homicídio por parte do marido. Em maio de 1983, ele deu um tiro em Maria da Penha, que ficou paraplégica.

Após aguardar a decisão da Justiça por 15 anos e sem resultado, ela entrou com uma ação contra o país na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Esse foi o primeiro relato sobre violência doméstica feito ao órgão na América Latina. Em 2001, o Estado brasileiro foi condenado, pela primeira vez na história, por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica. O marido de Maria da Penha foi preso apenas 19 anos depois, em 28 de outubro de 2002, e cumpriu dois anos de prisão

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Semana Mundial da Amamentação - Campanha incentiva sociedade a apoiar mães para que amamentem os filhos até os dois anos de idade

Fonte: Ministério da Saúde, por Secom

Campanha incentiva sociedade a apoiar mães para que amamentem os filhos até os dois anos de idade. No Brasil, 41% das crianças menores de seis meses tem no aleitamento materno alimento exclusivo



Começou nesta segunda-feira (1) a Semana Mundial da Amamentação (SMAM). Durante as atividades da SMAM, que segue até o dia 7, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vão incentivar o apoio de todos para garantir às mães condições de amamentar os filhos até os dois anos de idade, seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar do tempo médio do período de aleitamento materno no País ter aumentado um mês e meio, de 1999 a 2008, o Brasil ainda está em um patamar baixo. A OMS considera como ideal que pelo menos 80% das crianças menores de seis meses tenham no aleitamento materno um alimento exclusivo. No Brasil, esse índice é de 41%.

Na campanha deste ano, o ministério e a SBP querem conscientizar a sociedade de que, apesar do aleitamento materno ser um ato natural, precisa de apoio de todos. “É de fundamental importância que todos os segmentos da sociedade, mídia, formadores de opinião, familiares e empregadores ajudem às mães na superação dos obstáculos que, muitas vezes, as impedem de continuar amamentando seus filhos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Semana - A SMAM foi idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba) e tem sido comemorada em 150 países com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.

Na abertura da SMAM, foi lançado o Guia dos Direitos da Gestante, uma publicação conjunta entre o Ministério da Saúde e a Unicef (Programa das Nações Unidas para a Infância). O guia será uma espécie de instrumento para a capacitação de agentes que terão como função transmitir informações às comunidades sobre os direitos das mães à amamentação.

Ações de incentivo ao aleitamento materno


Rede Cegonha - Em 28 de março deste ano, o governo federal lançou a Rede Cegonha. É um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. A rede tem entre suas principais ações o apoio ao aleitamento materno.

Rede Amamenta Brasil - Estratégia do Ministério da Saúde de promoção, proteção e apoio à prática do aleitamento materno na Atenção Básica, por meio de revisão e supervisão do processo de trabalho interdisciplinar nas unidades básicas de saúde. Está presente em mais de mil Unidades Básicas de Saúde do País.

Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta - Nesta ação, o Ministério da Saúde capacita profissionais para sensibilizar gestores e empregadores a adotarem uma série de medidas de apoio à amamentação da mulher trabalhadora. Entre as medidas, destacam-se a adesão à licença maternidade de seis meses, a implementação de salas de apoio à amamentação nas empresas, o respeito às leis que protegem este ato, entre outras.

Hospital Amigo da Criança - Com o apoio das secretarias estaduais e municipais de Saúde, capacita profissionais, realizando as avaliações e estimulando a rede hospitalar para o credenciamento. Em parceria com a Unicef, já conta com 337 hospitais credenciados em todos os estados brasileiros. Ao ser reconhecido com o título, estes estabelecimentos se tornam referência em amamentação. Saiba mais pelo site ou ligue 0800 61 1997