terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Evasão Escolar de PG é uma das mais baixas do País

Fonte: Prefeitura de Praia Grande, por Priscila Sellis    

Próximo de zero, índice cai 96% em 12 anos

A taxa da evasão escolar na rede municipal de ensino de Praia Grande segue como uma das mais baixas do País. O Município fechou o balanço de 2010 com taxa de 0,12%, ou seja, apenas 35 alunos deixaram a escola num universo de 29.312 alunos matriculados no Ensino Fundamental. A taxa quase zerada representa uma queda de 96% da evasão nos últimos 12 anos (ver quadro completo abaixo).

Um dos fatores responsáveis pelos baixos números é a realização do projeto Evasão Escolar, que promove visitas domiciliares às famílias dos alunos faltosos, levantando as causas das ausências e conscientizando suas famílias da importância da freqüência escolar. A iniciativa conta com a atuação de 20 estagiárias de pedagogia.

A visita é realizada depois que a equipe escolar verifica quais alunos estão faltando demasiadamente e encaminha esses casos à equipe de combate à evasão. Em 2010, foram realizadas 3.069 visitas domiciliares. “Nossa função é conscientizar os pais da importância de seu papel no incentivo à freqüência escolar do filho e mostrar o quanto a escola é importante para que seus filhos tenham um futuro melhor”, explica a assistente social Catarina Vitti, que coordena o projeto.

Segundo ela, a negligência familiar é uma das principais causas da evasão. “São os casos em que a criança não tem vontade de ir à escola e o pai simplesmente fica passivo diante disso, não mandando o filho ir à escola e não o incentivando aos estudos”, explica Catarina, acrescentando que outro motivo de evasão é a mudança de endereço sem aviso à escola.

“Muitos mudam e não fazem o pedido de transferência da escola. Com isso, ‘prendem’ a vaga que poderia ser preenchida por outro estudante, além de mobilizar a equipe da evasão escolar, que vai atrás dessa família”, explica. Nestes casos, há um cancelamento judicial junto ao Ministério Público.

De acordo com a coordenadora, a equipe discute cada caso, buscando soluções. “No caso de faltas por doença, por exemplo, a criança tem a chance de fazer os exercícios que perdeu no tempo em que esteve fora das aulas”, assegura.

Ela destaca que os excelentes resultados alcançados são fruto da parceria efetiva que existe entre as equipes escolares e os profissionais que atuam no projeto. “Há empenho e dedicação de todos os profissionais envolvidos no combate à evasão”, pontua. O trabalho também conta com o apoio do Ministério Público.

SuperEscola

Outro fator que contribui para manter baixos os índices de evasão é a motivação do aluno, através de várias ações que o fazem se envolver com a escola por completo, como por exemplo, as atividades de esporte e cultura realizadas no projeto SuperEscola. Para participar, o aluno tem que ter bom desempenho em sala de aula e freqüência regular.

O incentivo à integração entre família e escola, através de ações práticas promovidas pelas pedagogas comunitárias, também colabora com a constante queda da evasão.

Números


Desde que o projeto Evasão Escolar foi criado, em 1997, os índices de evasão despencaram. Em 1998, enquanto o município atendia 7.041 alunos no Ensino Fundamental, o índice era de 3,62%. Os números atuais representam uma queda de 96% nos últimos 10 anos.

Confira, a seguir, os números da evasão escolar registrados nos últimos dez anos em Praia Grande (em porcentual):

1998 - 3,62%
1999 - 2,09%
2000 – 1,45%
2001 – 0,98%
2002 – 0,88%
2003 – 0,79%
2004 – 0,74%
2005 – 0,44%
2006 – 0,36%
2007 – 0,33%
2008 – 0,35%
2009 – 0,19%
2010 – 0,12%


*NOTA DA REDAÇÃO: A ONG DCM possui projetos para Evasão Escolar, consulte-nos.

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