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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

SAÚDE DCM - Novos medicamentos para tratamento de infarto no SUS

Fonte: Secom

Pacientes que sofrem de infarto agudo do miocárdio terão novas opções de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com a incorporação de mais quatro medicamentos para diagnóstico, cuidado e prevenção. A medida terá investimento anual do Ministério da Saúde de R$ 34,9 milhões.

Entre as novidades está a inclusão dos medicamentos tenecteplase e alteplase. Os dois ajudarão a reduzir as complicações e a mortalidade prematura e poderão ser usados pelas equipes médicas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e nos hospitais do SUS.

Os pacientes passarão a receber também o clopidogrel, que previne a formação de coágulos e diminui o risco de novos infartos. O diagnóstico também está sendo aperfeiçoado, com a inclusão da troponina, teste para diagnóstico rápido do infarto.
O uso nos hospitais do SUS tem início em janeiro. Para garantir a eficácia, a incorporação dos medicamentos será acompanhada da implantação de novo protocolo clínico para síndromes coronarianas agudas, além da expansão da rede de atendimento com a criação de 150 leitos específicos para estes pacientes. Em 2009 (último dado consolidado), o Brasil teve 319 mil óbitos causados por doenças cardiovasculares, o equivalente a 31% das mortes naquele ano.

Desde 2007, o Ligue 180 já atendeu mais de dois milhões de mulheres. Só este ano, até outubro, a central recebeu 530 mil ligações

Fonte: Secom

Gostaria de saber se cresceram ou diminuíram as denúncias de violência contra a mulher e como o Brasil poderia diminuir os casos de brasileiras vítimas de abusos no exterior.
Ana Paula C. Jansen, 19 anos, estudante em Porto Alegre (RS)
Presidenta - O número de denúncias vem crescendo e isso é positivo, porque mostra que as mulheres estão mais conscientes e cada vez mais enfrentando o problema de frente. A Secretaria de Políticas para as Mulheres mantém, gratuitamente, o Ligue 180. O objetivo é orientar, informar sobre como funciona a legislação de proteção, como a Lei Maria da Penha, e sobre onde e como buscar atendimento. Desde 2007, o Ligue 180 já atendeu mais de dois milhões de mulheres. Só este ano, até outubro, a central recebeu 530 mil ligações. A partir de 25 de novembro, Ana Paula, nós estendemos esse serviço gratuito, que tem salvado muitas vidas, também para as brasileiras que vivem na Espanha, Itália e Portugal. Da Espanha, as mulheres devem ligar para 900 990 055; da Itália, para 800 172 211; e de Portugal, para 800 800 550. Na ligação, as brasileiras devem optar por 1 ou 3 e informar à atendente, em português, o número 61-3799 0180. Uma das principais políticas de proteção é a Rede de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, que atua de forma articulada com estados, municípios, instituições públicas e a comunidade. Objetivo: dar atenção social, psicológica, orientação jurídica e, sendo necessário, acolhimento nas Casas Abrigo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tivemos 300 mil processos nesses cinco anos, cem mil julgamentos, dez mil prisões em flagrante, coisa que, antes da Lei Maria da Penha, não existia

Fonte: Secom


Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro de quinta-feira (8), a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, falou sobre a Lei Maria da Penha, a autonomia financeira e fez um balanço da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180. Leia abaixo trechos da entrevista, editada pelo Em Questão.
Maria da Penha

O que nós buscamos é o julgamento rápido dos processos que dizem respeito à Lei Maria da Penha, ampliação da nossa rede de proteção às mulheres, com os Centros de Atendimento, delegacias especializadas, centros de referência de atendimento à mulher. Não só atender às vítimas, tanto as mulheres quanto às crianças, jovens e adolescentes, como também criar uma nova postura e uma nova cultura no Brasil de que bater em mulher, agredir, é crime. Os números são animadores. Tivemos 300 mil processos iniciados nesses cinco anos, cem mil julgamentos, dez mil prisões em flagrante, coisa que, antes da Lei Maria da Penha, não existia.
Violência contra a mulher

Em dez anos, foram quase 43 mil homicídios provocados por violência doméstica. A cada quatro minutos, no País, temos quatro vítimas de agressão violenta.
Casa-abrigo

A casa-abrigo é um dos instrumentos importantes para o cumprimento das medidas protetivas contra a mulher que está ameaçada e que corre risco. Podemos e devemos construir mais, infelizmente. Gostaríamos que não existisse, porque a existência da casa-abrigo só confirma o nível de violência e a necessidade que tem de separação de corpos, porque a mulher corre risco.
Autonomia econômica

O programa Brasil Sem Miséria atingirá as mulheres, para que saiam da condição de pobreza. Estamos trabalhando a linha de crédito e discutindo capacitação, levando em consideração o potencial regional. Destacamos os programas já aprovados, contidos no Plano Plurianual, que trata de inclusão das mulheres no mercado de trabalho formal. O objetivo é chegar a 2014 capacitando cem mil mulheres.
Mercado informal

Defendemos a instalação de um sistema eficaz de fiscalização para reduzir a presença da mulher no mercado informal. Temos, talvez, o maior contingente de trabalhadoras domésticas do mundo: 7,3 milhões. A partir da resolução da OIT deste ano, o Brasil se compromete a regulamentar. Para isso, precisamos da mudança do art. 7º da Constituição, que diferencia as trabalhadoras domésticas dos demais trabalhadores.
Serviço 180


O Ligue 180, nesses seis anos de existência, já fez dois milhões de atendimentos. Há uma semana, lançamos o Ligue 180 Internacional, que vai contribuir com as mulheres brasileiras que estão fora do Brasil e que precisam de um atendimento direto.

Relações internacionais

O nosso Ligue 180 Internacional é um programa que foi discutido e negociado previamente pelo Ministério de Relações Exteriores e da Justiça. O programa prevê trabalhar com a legislação internacional e com os acordos bilaterais que o Brasil tem com os países onde o programa está instalado. Começamos com Espanha, Portugal e Itália, mas não se restringirá a esses países. Elas ligarão a cobrar e vão falar com atendentes preparadas e, em seguida, o caso será levado às autoridades competentes.
Procedimentos
Haverá casos em que será diretamente direcionado à Polícia Federal, quando, por exemplo, se tratar de tráfico ou trabalho escravo. Em outros casos, encaminharemos ao consulado brasileiro e, talvez, o serviço que aquela pessoa precise, a própria rede de serviço daquele país onde ela está é suficiente, basta que ela procure. Os casos que envolvem crianças, filhos, que necessitará da interferência do nosso consulado ou da nossa embaixada onde essa mulher estiver.


Tráfico de pessoas

Não é fácil fazer uma campanha para atingir a todas porque, quando elas chegam nos aeroportos, que é onde a gente pode encontrá-la, já está com os compromissos assumidos, ela está encantada com aquela possibilidade. Normalmente, essas mulheres são vítimas de organizações criminosas, mas há, também, casos de mulheres que saem do Brasil encantadas com um casamento, com um novo relacionamento. A verdadeira personalidade desses seus companheiros só se expressa quando ela está fora do Brasil. O cárcere privado é muito comum nesses casos.


Pacto Nacional
O Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência, que se constitui de uma rede que articula estados, municípios e que se relaciona diretamente não só com o governo federal, mas também com o Ministério Público, com as defensorias públicas e, particularmente, o papel do Judiciário nesse enfrentamento para a redução da violência.

Articulação
Eu pessoalmente fui duas vezes ao Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça. Assinamos protocolos com eles. Fizemos um protocolo também com os procuradores federais. Estabelecemos um diálogo com os governadores. Acho que estamos ganhando essas instituições para a compreensão da extensão da violência no Brasil. Não é um caso aqui e outro ali.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ONG DCM deseja a você Boas Festas!



Comunicamos a todos os parceiros, associados e aprendizes que nossa festa de encerramento será no dia 20 de dezembro.


Entraremos em recesso a partir do dia 18/12 até 16/01/2012. Retornaremos às atividades no dia 17 de janeiro, em mesmo horário.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Silêncio das Inocentes

Fonte: XAD Camomila
O documentário Silêncio das Inocentes conta a história da criação da Lei Maria da Penha (Lei11.340/2006) e da luta das mulheres contra a violência doméstica e familiar.

Para retratar a triste realidade social da violência contra as mulheres no Brasil, o documentário traz depoimentos de vítimas, autoridades e especialistas no tema, buscando lançar uma luz sobre o problema bem como incentivar o debate.

Em que pese os inúmeros estudos e pesquisas realizados, o silêncio que cerca a violência no ambiente familiar impede que os dados levantados revelem corretamente a magnitude deste fenômeno social e o perfil das vítimas.

Para romper o silêncio que envolve a violência doméstica, faz-se necessário um processo de mobilização social contra a violência nas famílias. Este documentário pretende estimular a discussão, contribuindo para fortalecer o discurso de combate à violência contra as mulheres, principalmente, aquela que é perpetrada no âmbito familiar. Segue abaixo o trailer de Silêncio das Inocentes (Voglia Produções Artísticas, 2011), com direção de Ique Gazzola e roteiro de Rodrigo Azevedo.

Confira o trailer:


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nunca desista,Lute Sempre!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ONG DCM se encontra com Maria da Penha em Conferência

Fonte e foto: Prefeitura de Limeira e Da Redação

Com uma história de vitória sobre a violência domiciliar, Maria da Penha Maia Fernandes emociona e inspira. Sua luta pelos direitos da mulher contra qualquer violência física, psicológica ou patrimonial sofrida dentro de casa transformou-se em Lei e, hoje, protege muitas outras mulheres.

No dia 9 de novembro, o Fundo Social de Solidariedade de Limeira realizou o 1º Encontro Regional em Defesa à Mulher Vítima de Violência, que contou com palestra da farmacêutica bioquímica, que passou por diversas violências e sofreu duas tentativas de homicídio cometidas pelo próprio marido, e reuniu instituições e órgãos públicos de Limeira e outras 23 cidades.  A ONG DCM, o CONDIM e a Prefeitura de Praia Grande foram especialmente convidados a participar do evento.




A Presidente da ONG DCM, Ana Silvia Passberg de Amorim (à esquerda) e  a coordenadora de Ação e Cidadania de Praia Grande, Sônia Regina Carvalho da Cunha (à direita), comparaceram ao evento



O histórico de vida de Maria da Penha Maia Fernandes culminou na sanção da Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva: a Lei Maria da Penha.

O evento divulgou ainda a segunda edição da Campanha "Não se cale. Violência contra a mulher é crime", realizada pelo Fundo Social da Cidade interiorana e o Centro de Promoção Social Municipal.
Durante sua palestra, Maria da Penha descreveu com detalhes os sofrimentos infligidos por seu ex-marido, deixando-a paraplégica, e como foi longa e penosa a busca por justiça. Para ela, as mulheres não devem temer denunciar seus parceiros violentos, mas ter a consciência de que tem o direito de ser feliz.
"É muito importante a divulgação dos direitos da mulher para que elas busquem uma solução para os problemas que enfrentam, muitas vezes pelo uso da força de maneira covarde. Hoje temos a Lei, temos programas de proteção e casas de acolhimento, e devemos continuar lutando e buscando a felicidade", disse.

Maria incentiva também a disseminação desses direitos e do respeito à mulher desde cedo, dentro das escolas."A educação no trânsito rendeu muitos frutos, pois as crianças ensinam os pais sobre o que é correto fazer. Tendo a educação voltada aos direitos da mulher e o respeito, as crianças estimularão seus pais a proceder de forma correta também em relação às mães", explicou.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

C O M U N I C A D O - Confira a posição da ONG DCM em relação a repasse de recursos financeiros

Devido a denúncias divulgadas pela mídia envolvendo organizações não-governamentais (ONGs) “fantasmas” do país inteiro, tendo como destaque o desvio de verbas na firmação de convênios com o Ministério do Esporte, a ONG DEFESA E CIDADANIA DA MULHER (DCM) percebeu a necessidade de esclarecer alguns fatores:

Nossa entidade foi fundada oficialmente em 25 de maio de 2005 e possui como finalidade oferecer amparo e assistência às mulheres enquadradas em situação de vulnerabilidade, seja ela social, financeira ou, inclusive, mulheres que passam por situação de Violência Doméstica, incluindo violência física, psicológica, moral, material e patrimonial.

A DCM é uma organização não-governamental sem fins lucrativos e não possui QUALQUER vínculo financeiro ou ideológico voltado ao setor político, portanto é apartidária.

Em relação aos recursos financeiros da entidade, conseguimos dar continuidade às ações sociais por meio de doações de empresas locais e pessoas físicas, além de projetos sociais aprovados por empresas privadas e/ou públicas. Estas são realizadas por meio de EDITAIS que são prontamente enviados pela ONG após o crivo rigoroso de uma equipe VOLUNTÁRIA e especializada na coordenação dos mesmos.

Nosso projeto de oficina-fábrica Construindo o Futuro fora aprovado em 2010 para apoio financeiro da Secretaria do Estado da Cultura, por meio do Edital Anual do Programa Pontos de Cultura, que visa na seleção de instituições da sociedade civil sem fins lucrativos para apresentação de propostas à edição do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura (MinC).

O Ponto de Cultura é um instrumento de pulsão e articulação de ações e projetos sociais, desenvolvendo ações continuadas em pelo menos uma das áreas de Culturas Populares; Grupos Étnico-Culturais; Patrimônio Material; Audiovisual e Radiodifusão; Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural; Pensamento e Memória; Expressões Artísticas; e/ou Ações Transversais.

Nosso projeto está em seu segundo ano e oferece a oficina de capacitação por meio do artesanato com a fibra da bananeira. Desde o primeiro ano, cadastramos 200 mulheres em situação de vulnerabilidade financeira, com dificuldades motoras e mulheres em situação de violência doméstica. Atualmente, 25 mulheres comparecem à ONG três vezes por semana para a confecção dos produtos que seguem, posteriormente, para venda em nosso bazar. Parte do dinheiro arrecadado é destinado ao sustento dessas mulheres. Isto torna a oficina em um instrumento de geração de renda e, consequentemente, em um projeto autosustentável e voltado à preservação do Meio Ambiente.

Reforma

Em relação à reforma realizada nos últimos meses no espaço físico da entidade, localizada à Rua 1º de Janeiro, no bairro Mirim, em Praia Grande, a ONG DCM informa que os recursos para tal foram conquistados por meio da participação em barraca alimentícia do Arraial do Portinho, evento ocorrido de 3 a 25 de junho de 2011 e também com recursos da participação da DCM na Festa da Tainha de 2011, ocorrida de 8 a 31 de julho do mesmo ano, com a venda dos produtos do Construindo o Futuro.

Dentre outras ações realizadas pela entidade para captação de recursos está a realização de bingos beneficentes e eventos como jantares e festas, além do cadastro de Notas Fiscais doadas por consumidores ao Programa Nota Fiscal Paulista. A ONG DCM possui certificações como título de Utilidade Pública e CMAS.

Nossas informações financeiras são divulgadas anualmente por meio de balanços anuais divulgados pela mídia e estão à disposição de consulta. Para maiores informações os VOLUNTÁRIOS e COLABORADORES estão à disposição para maiores esclarecimentos. Sem mais.

Departamento de Comunicação
Assessoria de Imprensa

Ana Silvia Passberg de Amorim
Presidente

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Incontinência urinária afeta 35% das mulheres na menopausa

Fonte: Da redação
Foto: Divulgação

A doença tem maior prevalência entre as mulheres e pode causar depressão


Assim como qualquer outra necessidade vital do nosso organismo, fazer xixi é uma ação importante para o bom funcionamento do corpo. Até então, nenhuma novidade. No entanto, algumas situações corriqueiras podem se transformar em constrangimento para as mulheres que sofrem de incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária da urina em qualquer quantidade. Até o período da menopausa, a doença atinge 15% das mulheres brasileiras, enquanto que, após esta fase, a estatística sobe para 35% da população feminina, segundo a urologista e Livre Docente da Unifesp, Dra. Miriam Dambros.

De imediato, o indício da doença está relacionada à perda de urina durante a realização de alguma atividade que exige esforço, como exercícios físicos ou até mesmo no ato de gargalhar. Com a evolução, a perda involuntária da urina passa a ocorrer durante o dia ou no momento do sono, sem qualquer esforço associado. “Nesses casos, também é muito comum a ida frequente ao toalete e a urgência para urinar em diferentes e quaisquer momentos do dia”, explica a médica.

Embora a prevalência seja maior entre o público feminino, cerca de 8% dos homens brasileiros são diagnosticados com incontinência urinária, mas a prevalência é maior entre o público feminino.  São vários os fatores causadores da enfermidade, como disfunções hormonais, tabagismo, sedentarismo, obesidade, doenças do colágeno e neurológicas. Em alguns casos, a pessoa pode desenvolver depressão por conta da vergonha de expor esse problema e não busca tratamento, o que afeta negativamente a qualidade de vida do indivíduo.

Observar os sintomas é fundamental para o diagnóstico clínico, já que pode ser confirmado de acordo com os relatos do indivíduo. No entanto, se houver necessidade, são solicitados exames de urina I, ultrassom e de sangue, para verificar também se existem outras patologias associadas à incontinência urinária.

Mudanças de hábito

             
Mediante o quadro de incontinência urinária, uma boa notícia: a doença tem cura. Segundo a Dra. Miriam Dambros, “é necessária a avaliação médica para a indicação do melhor tratamento para cada caso, mas há um índice de 90% das pacientes que, após tratadas, ficaram curadas”, revela.

O tratamento implica em orientações para diminuição de peso, prática de exercícios físicos, acompanhamento com fisioterapeuta especializado em períneo e técnicas cirúrgicas específicas. Medidas simples, como evitar o aumento de peso, não fumar e praticar atividades físicas regulares. “As principais dicas são o consumo de dois litros de água por dia, evitar reter urina por muito tempo e ingerir dieta rica em fibras”, observa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

SAÚDE DCM - Consumo de álcool pode aumentar chances de câncer de mama

Fonte: G1

Tomar de três a seis doses de álcool por semana é uma prática que aumenta o risco de câncer de mama, segundo um estudo de equipes do hospital Brigham and Women's e da Escola Médica da Universidade de Harvard, ambos nos Estados Unidos. O trabalho será divulgado na revista médica "Jama" desta semana.

O artigo explica que pesquisas anteriores já apontavam que o consumo exagerado de álcool estava ligado a maiores chances de desenvolvimento de tumores nos seios, mas o efeito do consumo moderado para a doença ainda não havia sido medido no País.

No trabalho, os pesquisadores usaram informações do Estudo de Saúde de Enfermeiras, um levantamento com dados de 105.986 mulheres acompanhadas de 1980 até 2008. Neste período, o padrão de consumo de álcool entre as participantes foi atualizado oito vezes. O principal dado analisado foi o risco de desenvolvimento de câncer de mama agressivo.

O grupo descobriu 7.690 casos de câncer entre as mulheres do levantamento. Nesses casos, o consumo de até 6 taças de vinho por semana foi ligado a um aumento de 15% nas chances de aparecer um tumor na mama das participantes. Já aquelas que bebiam mais de duas taças por dia tiveram um aumento de 51% no risco de desenvolver a doença ao serem comparadas com mulheres que não beberam nada.

Segundo os autores do artigo, a idade não fez diferença no aumento ou diminuição do risco de desenvolvimento de câncer entre as mulheres que consumiam álcool no levantamento. Uma explicação possível para o efeito nocivo do álcool é a diminuição dos níveis do hormônio estrogênio nas mulheres.

Um editorial publicado na mesma revista alerta que, apesar dos dados do estudo, ainda não existe prova de que a abstinência total reduza os riscos de câncer de mama. O texto destaca ainda os efeitos benéficos do consumo moderado de vinho como a diminuição no risco de morte por doenças cardiovasculares.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SAÚDE DCM - Casos de mioma atingem 50% das mulheres brasileiras

Fonte: Da redação
Foto: Divulgação

Gravidez tardia é um dos motivos do aumento dessa enfermidade em mulheres entre 30 e 50 anos

Mioma: a palavra é estranha e mais assustadora do que a enfermidade propriamente dita. Apesar de associada a tumor (o significado de oma), sofrimento com sangramentos e até mesmo a ameaça de infertilidade às mulheres, a doença é benigna e tratável. Atualmente, dependendo do tamanho e localização, nem é mais necessário retirar o útero e/ou ovários, único método adotado para resolver o problema há algum tempo. Novos tratamentos têm colaborado para resolver este problema, que acomete cerca de metade das mulheres brasileiras, geralmente entre os 30 e 50 anos.

“Já é possível usar técnicas menos severas de controle ou eliminação do problema, como a ablação histeroscópica do endométrio, terapia alternativa à histerectomia (retirada do útero). O processo é uma espécie de queimação cirúrgica do endométrio (membrana mucosa que reveste a parede uterina), que paralisa o sangramento da mulher. Por conta disso, com o passar do tempo, o mioma tende a regredir, já que fica sem a irrigação sanguínea para se manter ativo no organismo”, revela Antonio Julio Sales Barbosa, ginecologista do Hospital Santa Catarina de São Paulo.

Outro procedimento opcional à retirada do útero é a embolização do tumor. A prática consiste na cauterização dos vasos e artérias da região onde está localizado o mioma. Dessa forma, o tumor benigno deixa de receber o “alimento” - no caso o sangue -, e regride, podendo até mesmo desaparecer. “Caso seja mesmo necessária a retirada do útero, é possível usar uma forma menos agressiva: a laparoscopia - procedimento cirúrgico minimamente invasivo que permite uma recuperação mais rápida da paciente. Aliás, a retirada do útero não causa nenhum efeito secundário ou malefícios ao corpo da mulher”, esclarece o ginecologista.

Os sintomas mais comuns da presença dos miomas dos tipos intramurais (nasce e permanece dentro da parede do útero) e submucosos (toda ou parte da lesão cresce dentro do útero) são a dor na região pélvica sem motivo aparente ou na relação sexual, sangramentos vaginais abundantes durante a menstruação ou irregulares fora deste período e aumento acentuado do ventre. “Os miomas subserosos crescem para fora do útero e por conta disto, normalmente não causam alterações menstruais, mas também podem causar dor por comprimir outras estruturas da região reprodutora. Mas, independente do tipo, ao sinal da enfermidade a mulher deve procurar imediatamente por tratamento médico”, aconselha o especialista.

Ainda segundo o Dr. Antonio Barbosa, a incidência da enfermidade vem aumentando nos últimos anos em decorrência da maior exposição da mulher aos anticoncepcionais, que tem hormônios como o estrogênio, responsável pela textura da pele e diretamente relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue e colesterol. “Com o foco na vida profissional, a mulher tem adiado a gravidez para cada vez mais tarde e, consequentemente, tomado contraceptivos por mais tempo”, comenta o ginecologista. Uma maior produção voluntária de estrogênio e fatores hereditários podem tornar algumas mulheres mais suscetíveis ao aparecimento de miomas.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

TEMPORADA - Sabesp garante o abastecimento de água durante a temporada em Praia Grande

De A Tribuna On-line
Créditos: Divulgação


A Cidade de Praia Grande não sofrerá com falta de água na temporada de verão. É o que garante o superintendente da Sabesp na Região Metropolitana da Baixada Santista, João César Queiroz Prado. A informação foi divulgada durante a 147ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista – Condesb, em Mongaguá, nesta terça-feira.

Prado fez uma explanação sobre os investimentos na Baixada Santista, na área de saneamento, e falou sobre o Plano Verão, com ações preventivas e corretivas.

Entre as ações da Sabesp para a região, durante a temporada de verão, estão previstos: atendimento com motos em no máximo 30 minutos; equipes de manutenção eletromecânicas descentralizadas; plantão 24 horas de 315 empregados (próprios e terceirizados); monitoramento de pressão (on-line) e do nível dos reservatórios; agencias com horário ampliado de atendimento, inclusive aos sábados, no período de 26 a 31 de dezembro de 2011, e agencias itinerantes (atendimento nos bairros).

Praia Grande

Há propostas de ampliação dos serviços em Praia Grande, com a instalação de reservatório no Canto do Forte. Está sendo estudada uma área adequada no bairro, mas isto, segundo a Sabesp, não vai interferir no abastecimento de água.

“Com os investimentos na estação de tratamento de Mambu, atendendo de Peruíbe até a área continental de São Vicente, melhorará ainda mais o abastecimento de água na região, principalmente da Praia Grande, onde foi construído o Centro de Reservação Melvi, que reforçou o abastecimento para aquela área”, disse Prado.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

SAÚDE DCM - Coqueluche cresce 40% em São Paulo. Crianças e bebês são as maiores vítimas

Fonte: Da redação
Foto: Divulgação


Altamente transmissível, a doença ataca o sistema respiratório e se confunde com gripes ou resfriados comuns nos primeiros 14 dias. Crianças e bebês são as maiores vítimas, apesar da vacina que é gratuita até 6 anos de idade.


Os casos de coqueluche vêm aumentando na cidade de São Paulo, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Até maio último, houve crescimento de 40% nos casos em comparação a todo o ano de 2010.  A situação é preocupante, principalmente porque as crianças e
bebês são as mais atingidas e a doença está sendo transmitida, na maioria das vezes, dentro de casa.

Quem alerta é a médica do Hospital Villa-Lobos, infectologista pediátrica, Melissa Palmieri.  “A coqueluche é transmitida pelas gotículas respiratórias que podem ser geradas pela tosse, espirro e fala. Uma pessoa que sofreu exposição de um metro de distância com o doente já pode ter se contaminado. Ou seja, quem está transmitindo a doença para os bebês são os pais, irmãos mais velhos, avós e até as babás que possuem contato usual com a criança”, ressalta a médica.

A coqueluche é causada pela bactéria chamada Bordetella pertussis, que atinge o sistema respiratório. Nas duas primeiras semanas do contágio, os sintomas são basicamente os mesmos da gripe ou de um resfriado comum, com febre baixa, tosse seca e coriza. Só após 14 dias a doença começa a ser caracterizada, com fortes crises de tosse, e assusta principalmente em casos com crianças menores de um ano de idade. Entretanto, a doença ocorre também em adolescentes e adultos, usualmente com casos assintomáticos ou sintomas leves até casos muito sintomáticos.  Por exemplo, tosse prolongada que não melhora.

O tratamento é feito com antibióticos específicos, de acordo com a idade e o perfil do paciente. “A coqueluche é tratada com antibióticos, cuja responsabilidade de prescrição é do médico que suspeita ou diagnostica a doença”, ressalta.

Crianças sofrem mais

Em crianças, os sintomas da doença assustam e podem levar à morte. “O quadro da doença em crianças é mais exuberante, o que causa grande sofrimento. As crises de tosse paroxística (popularmente conhecida por “tosse comprida”) muitas vezes são seguidas por vômitos. Pode acontecer ainda protrusão de língua (ela fica para fora da boca), salivação, congestão facial, cianose (rouxidão na pele devido à baixa oxigenação) e apneia (parada respiratória)”, explica a médica do Hospital Villa-Lobos.

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Município de São Paulo, até o dia 17 de agosto ocorreram cinco óbitos em menores de dois meses de idade, causados por coqueluche, em 2011.

Vacinação

A vacinação contra a coqueluche está disponível na rede pública para crianças abaixo de seis anos de idade. Conhecida como tetra bacteriana nas 3 doses antes de 1 ano (aos 2, 4 e 6 meses) e tríplice bacteriana aos 15 meses e 4 a 6 anos (primeiro e segundo reforços). A vacina tríplice combina componentes contra a difteria, o tétano e a coqueluche, já a tetra adiciona o componente contra o Haemophilus influenzae tipo b.


Para adolescentes acima de 11 anos, adultos e idosos a vacina só pode ser obtida em serviços particulares, pois na rede pública há somente a dupla adulto (dT-componentes contra a difteria e tétano sem o da coqueluche). Conhecida no mercado como tríplice bacteriana adulto (dTpa), custa, em média, R$ 100 a 120,00. Ela é indicada no mesmo período dos reforços da vacina contra o tétano, por exemplo aos 15 anos e de 10 em 10 anos após esse período. Entretanto, existem situações especiais em que o médico recomenda a antecipação dos períodos usuais (Por exemplo: mulheres que pretendem engravidar ou pós parto imediato).

  

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

OUTUBRO ROSA DCM - Mamografia é essencial para detecção precoce do câncer de mama

Fonte: PMS - Secom / Santos
Foto: Anderson Bianchi - PMS-Secom

O câncer de mama tem até 90% de cura se detectado precocemente. Para isso, é essencial a realização anual da mamografia (radiografia da mama), que mostra lesões em fase inicial, mesmo com milímetros de tamanho. Apesar do exame gerar um pouco de desconforto, torna-se necessário para o diagnóstico preciso do médico e início do tratamento.


A mamografia é realizada em aparelho de Raios-X chamado mamógrafo. “É um desconforto suportável, mas toda mulher deve fazer o exame para, caso tenha algum problema, diagnosticar logo no começo”, diz a dona de casa Margarida Tavares de Souza, 63 anos, usuária da UBS (Unidade Básica de Saúde) do São Manoel/Piratininga, que passou pelo exame na Afip, entidade conveniada com a prefeitura de Santos, a qual conta com novo mamógrafo desde julho.
Margarida faz o exame anualmente. Ela está dentro do grupo de risco, pois tem caso da doença em parente de 1° grau. “Há 10 anos, minha irmã teve diagnosticado câncer na fase inicial por meio de uma mamografia, o que pode tê-la ajudado a superar o problema”.

O médico radiologista Wagner Moraes Barros, responsável pelo setor de imagem da Afip, explica que o exame pode detectar lesões não palpáveis e de pequenas dimensões.


Oferta

A legislação federal (lei 11.664/2008) prevê que todas as mulheres a partir dos 40 anos têm direito à mamografia. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) sugere que aquelas com idade de 40 a 49 anos realizem o exame clínico das mamas uma vez ao ano, feito por médicos ou enfermeiros treinados e pode detectar tumores superficiais maiores de 1 cm.

“Na rede municipal de saúde de Santos faz parte do protocolo de atendimento a realização anual de mamografia para todas as mulheres a partir de 40 anos”, explica a coordenadora de Saúde da Mulher da SMS (Secretaria de Saúde), Vera Aparecida Andrade.
A mamografia não tem fila de espera na rede municipal. Para realizá-la, a mulher deve agendar consulta com ginecologista na UBS ou USF (Unidade de Saúde da Família) de referência do seu endereço. Se ela tiver alterações clínicas ou estiver dentro da faixa etária indicada ou dos critérios de risco, será encaminhada para o exame, que poderá ocorrer na mesma semana.
Mas, apesar da facilidade, há baixa procura pelo procedimento. Em 2009, foram realizados na Afip 9.758 exames em mulheres de 40 a 69 anos. Já em 2010, este número reduziu para 8.705. Outro problema é o absenteísmo (faltas). Prova disso é que, no primeiro semestre deste ano, de 7.200 mamografias agendadas, 1.376 pacientes faltaram ao exame marcado.
Autoexame

Como forma complementar à consulta médica e aos exames clínico e de mamografia, a mulher também pode realizar em casa o autoexame – o toque das mamas feito por ela mesma uma vez por mês.
Quando a mulher ainda menstrua, ele deve ser feito após a menstruação. Desta forma, é possível detectar lesões maiores de 2 cm. “O autoexame é importante para a mulher conhecer o seu corpo e ajuda a detectar nódulos agressivos, que podem surgir rapidamente de um ano para outro”, afirma o mastologista Gilberto Moreira Mello, do Instituto da Mulher.
Campanha

Neste mês, a prefeitura promove campanha de mobilização contra o câncer de mama: o Movimento Rosa – Amor à Vida. A ação, coordenada pela Secretaria de Saúde, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade e setores da administração municipal, entidades, instituições de ensino, empresas e voluntários, e visa sensibilizar o público feminino sobre a importância das consultas e exames preventivos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mulheres sofrem mais com dores de cabeça do que os homens, afirma pesquisa

Fonte: Da Redação


Estudo revela que 81% das mulheres tiveram algum tipo de dor de cabeça contra 59,7% dos homens


Segundo estudo apresentado no XXV Congresso Brasileiro de Cefaleia pela neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Eliana Melhado, as mulheres sofrem mais com dores de cabeça em comparação com os homens, tendo como principais causas as alterações hormonais e o uso de contraceptivos.


Existem cerca de 200 tipos de cefaleia classificadas no mundo e dois tipos são exclusivas das mulheres: a cefaleia da pré-eclampsia e da eclampsia. “Grávidas que sofrem esse problema costumam ter dores de cabeças persistentes durante a gestação”, explica Dra. Eliana. A grande representante do grupo das cefaléias primárias, a migrânea – mais conhecida como enxaqueca –, acomete cerca de 20% das mulheres e 6% dos homens.

Outras dores predominantemente femininas é a dor de cabeça chamada Hemicrânia paroxística que afeta apenas um lado da cabeça, mais a região frontal e o olho, acompanhada de lacrimejamento e vermelhidão nos olhos, queda da pálpebra, suor, coriza. Tem uma duração curta, e acontece com uma freqüência maior. A versão desse tipo de dor de cabeça que tem a duração maior – entre 15 minutos a três horas, em média – é chamada de cefaleia em salvas e acomete mais o sexo masculino. “O homem também é mais suscetível a dor de cabeça tensional do tipo crônica que tem como característica uma grande variação do nível de desconforto podendo durar até 24  horas”, diz a neurologista.

Já a incidência da dor de cabeça do tipo Cervicogênica, um tipo de cefaleia que inicia com uma dor na coluna cervical – causada ou não por lesão – e que chega a cabeça toda, é de quatro mulheres para um homem.


As jovens são mais predispostas à cefaleia causada pela anestesia peridural e a relacionada à hipertensão intracraniana idiopática. “Neste caso, a dor de cabeça é uma complicação dessa anestesia”, detalha. Cefaleia pós traumática, a cefaleia atribuída ao transtorno da articulação temporomandibular e à nevralgia do trigêmeo também atingem mais o sexo feminino.

Dra. Eliana explica que é preciso fazer um estudo clínico de cada caso, mas fatores como obesidade, estresse, má alimentação, consumo de álcool e o cigarro influenciammuito no aparecimento dos sintomas em ambos os sexos.

domingo, 9 de outubro de 2011

OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA DCM - Agressores de mulheres terão que usar tornozeleiras em MG

Fonte e foto: Site Terra - Por Ney Rubens
Tornozeleira com GPS acompanhará agressores impedidos de se aproximar de vítimas em MG

Homens que forem obrigados pela Justiça a manter uma distância mínima das mulheres ou das ex-companheiras por agressões no relacionamento serão obrigados a utilizar tornozeleiras eletrônicas em Minas Gerais. De acordo com o secretário de Defesa Social, Lafayete Andrada, o aparelho, que anteriormente era utilizado em presos beneficiados pelos regimes aberto e semiaberto, vai monitorar os passos do enquadrado na Lei Maria da Penha.

"As tornozeleiras são todas ligadas a GPS (Sistema de Posicionamento Global, na sigla em inglês). Na central de monitoramento, você sabe onde o agressor está. E se a tornozeleira for rompida, ela apita. Isso permite que seja feito efetivamente o afastamento do agressor da vítima", afirmou. Andrada disse ainda que a medida está em fase de licitação, mas a previsão é de que elas possam ser implementadas a partir de janeiro de 2012. "É um avanço, um ganho que a Lei Maria da Penha passa a ter. É um sistema de monitoramento do marido porque já existia a possibilidade de afastar o marido de sua companheira, mas era difícil de se monitorar isso. Com a tornozeleira é fácil monitorar se o afastamento está sendo cumprido", disse.
A notícia agradou uma vítima. A funcionária pública, que preferiu não ser identificada, sofreu agressões do marido durante seis anos de casamento, mas disse que tinha medo de denunciar. "Com 20 dias que eu estava morando com ele, surgiu a primeira agressão. Eu estava grávida de seis meses e ele ainda montou em cima da minha barriga e me estrangulou", afirmou. Mesmo amparada pela legislação, ela disse que as agressões só cessaram após a separação. "Registrei duas ocorrências baseada na lei. Tentamos continuar juntos, mas depois que ele começou a agredir os meus filhos e aí eu tive que denunciar".
A mulher procurou ajuda no Núcleo de Apoio a Vítimas de Crimes Violentos (NAVCV) e conseguiu acompanhamento psicológico e proteção. Segundo ela, o uso da tornozeleiras poderá evitar que outras pessoas continuem a sofrer agressões e humilhações mesmo depois da separação. "Ele vai ficar constrangido pelo uso da tornozeleira, todos vão olhar para ele e vão identificar um agressor", afirmou.
Somente no primeiro semestre deste ano, 800 mulheres vítimas de agressões procuraram o NAVCV em busca de apoio psicológico e abrigo. Segundo a Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais, no ano passado foram registrados 81.503 casos de agressões contra mulheres no Estado - uma redução de 2,7% em relação a 2009, quando houve 83.785 ocorrências.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SAÚDE DCM - Duas em cada três grávidas reduzem atividade física no Estado

Fonte: Governo do Est. de SP
Foto: Getty Images

Com a diminuição do nível de exercícios, riscos de desenvolver hipertensão e até diabetes aumentam durante o período de gestação. Motivos apresentados pelas observadas vão desde excesso de peso até a influência de familiares e amigos que as orientam a se preservarem


Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), entidade responsável pelo programa Agita São Paulo, indica que 65% das mulheres grávidas não praticam o tempo mínimo recomendado de atividades físicas durante o período de gestação. Durante o estudo, 127 mulheres grávidas, com idades entre 16 e 40 anos, utilizaram o “pedômetro”, aparelho que mede o número de passos dados, além de responderem a questionários específicos.

No início da gravidez, as futuras mães realizavam exercícios diários por, pelo menos, 30 minutos de forma contínua, tempo recomendado tanto pela Secretaria de Estado da Saúde, quanto pela Organização Mundial da Saúde, válido também para as mulheres grávidas, mediante acompanhamento médico. Dentre essas gestantes que diminuíram a carga de atividade física, o nível de exercícios caiu 34% durante a semana já no segundo trimestre de gravidez. No terceiro trimestre a redução foi ainda maior: 41% em relação ao início da gestação.

“Os motivos apresentados vão desde excesso de peso até a influência de familiares e amigos que as orientam a se preservarem, não fazerem exercícios. As gestantes devem adotar um estilo de vida ativo, praticando, ao menos, 30 minutos de exercício físico por dia. Com isso, a mãe e seu bebê só têm a ganhar”, afirma Timóteo Araújo, presidente do Celafiscs. Ele diz que a prática de atividades físicas é um item que deve fazer parte do período pré-natal. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental, inclusive para conscientizar as gestantes das complicações ocasionadas pela falta de exercícios.

"O primeiro risco que a gestante que não pratica atividade física corre é o sedentarismo. Com isso, ocorre um aumento do peso corporal em excesso, que, por sua vez, aumenta o risco de diabetes. Os benefícios de um estilo de vida ativo para grávidas vão desde o controle de peso e de glicemia até a prevenção de hipertensão. As gestantes devem ter consciência que, nesse momento, os riscos não se aplicam somente à ela. Ao bebê também”, explica Timóteo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dia Mundial Sem Carro convoca cidadãos a utilizarem meios de deslocamentos sustentáveis

Fonte: Notícia da Ecoagencia
Um carro movido a gasolina, com motor 1.0, consome 71,43 litros em mil quilômetros, gerando emissão de 170 Kg de CO2, conforme divulgado pelo Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

Bicicleta, caminhada, transporte público ou carona solidária. Dentre tantas opções, não será difícil deixar o carro na garagem no Dia Mundial Sem Carro, que acontece nesta quinta-feira, 22 de setembro. A data propõe uma reflexão global sobre o uso do carro como meio de deslocamento e expressa o compromisso da sociedade com a melhoria da qualidade ambiental, por meio da redução de emissão de CO2. Cidades em todo o mundo programam atividades para marcar a data.
Um carro movido a gasolina, com motor 1.0, consome 71,43 litros em mil quilômetros, gerando emissão de 170 Kg de CO2, conforme divulgado pelo Instituto Humanitas Unisinos (IHU), uma das instituições brasileiras a aderir à Campanha. Criado em 1997, em cidades européias, o Dia Mundial Sem Carro cresce em alcance a cada ano, embora seja difícil contabilizar as cidades participantes.

De acordo com Carlos Bitencourt, responsável pelo setor de negócios e publicidade do site Carona Solidária, o número de ofertas e adesões de caronas durante o Dia Mundial sem Carro aumenta aproximadamente 35%. "Se esse crescimento fosse mantido durante todo o ano, seria fantástico”, afirma. Ele avalia a campanha como uma iniciativa interessante, mas que precisa ter uma continuidade ao longo do ano.

O Carona Solidária funciona como uma ferramenta online que proporciona o encontro de pessoas que realizam o mesmo percurso e podem ofertar ou pedir uma vaga no carro. Prefeituras e empresas já aderiram à ideia e disponibilizam o site em seus sistemas, divulgando a ação como um dos serviços oferecidos pela instituição. "No Dia Mundial Sem Carro, o site funcionará como um instrumento mediador para a promoção de caronas”, explica Carlos.

Ao aderir à Campanha, os participantes ajudam a reduzir a emissão de CO2, poupam recursos não-renováveis, diminuem congestionamentos, reduzem riscos de acidentes e ainda economizam com combustível, estacionamento, etc. Além disso, praticam atividade física, nos casos da caminhada ou da bicicleta, e tem a possibilidade de conviver com novas pessoas, através do transporte público ou carona solidária.

O Dia Mundial Sem Carro também contará com a participação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). A Universidade realiza a Campanha 10:10 Unisinos desde 10 de outubro de 2010, tendo como meta a melhoria da qualidade ambiental do campus e a redução de 10% na emissão de CO2. "Nesse contexto, chamamos a todos que possam empenhar-se para novas experiências de relações sociais e ambientais na semana de 20 a 25 de setembro”, convoca a instituição.

Programações

Na cidade de São Paulo, a Rede Nossa São Paulo está realizando a Semana da Mobilidade. Até o dia 24, vários eventos convidam o público à reflexão sobre o uso do espaço público. Já no Rio de Janeiro, a ideia foi a distribuição de um bilhete único para utilização no transporte público no dia 22. O bilhete foi entregue na residência dos motoristas que se cadastraram.
Em Fortaleza, no estado do Ceará, dentre outras atividades, será realizado um desafio intermodal, saindo do Paço Municipal, no centro da cidade, às 17h30min. A proposta do desafio é que vários meios de transporte realizem determinado trajeto em horário de pico para verificar qual atinge menor tempo, com menor interferência ambiental. Várias cidades realizam o desafio, que tem a bicicleta como a principal vencedora.
Uma das atividades realizadas no México, no dia 25 de setembro, será o Primeiro Encontro Bicicultural por um México Melhor. Já no Equador, além da busca de adesões para o dia 22, a programação contará com exposições, shows musicais em praça pública, debates acadêmicos, fóruns com autoridades, dentre outras atividades.
No Peru, por sua vez, será realizada uma Grande Mobilização de Usuários de Bicicleta no dia 24 de setembro, a partir das 10 horas, na Avenida Arequipa. O objetivo principal da atividade é entregar ao município de Lima o Pacto das Rodas, que contém pontos de reivindicação a serem entregues às autoridades peruanas.

5 anos da Lei Maria da Penha - Pesquisa da Câmara mostra que 95% da população aprova a Lei

Fonte: Matéria retirada do portal Agência Câmara


A Lei Maria da Penha (11.340/06), que protege a mulher vítima de violência doméstica, foi aprovada por 95,5% dos entrevistados em sondagem de opinião realizada pela Câmara dos Deputados entre 30 de junho e 11 de agosto de 2011. Há cinco anos, no dia 22 de setembro de 2006, a lei entrava em vigor.


A sondagem sobre a percepção da população brasileira em relação aos cinco anos de vigência da lei foi feita com 1.295 pessoas, com abrangência nacional. A pesquisa foi realizada mediante adesão do cidadão ou cidadã que ligava espontaneamente para o Disque-Câmara (0800 619 619), serviço telefônico gratuito oferecido à população.


Dos entrevistados, 77,5% declararam conhecer o conteúdo da lei, ainda que parcialmente. “São pessoas que já podem, minimamente, invocar a lei para exercer seus direitos”, diz a consultora da pesquisa, Giovana Perlin, especialista em estudos de gênero, família e sexualidade. “Levando-se em conta que o percentual dos que aprovam as medidas é maior do que o percentual dos que conhecem o conteúdo da lei, alguns entrevistados aprovam medidas punitivas mesmo sem conhecê-las”, complementa.


Giovana destaca que não houve diferenças estatísticas significativas na percepção de homens e mulheres. “Ambos mostram intolerância em relação à violência contra mulher”, afirma.


A pesquisa também mostra que 90,7% dos entrevistados acham que a punição contra agressores deveria ser mais rigorosa. “O dado mais relevante talvez seja o do anseio por justiça, pelo fim da impunidade dos agressores e pelas relações familiares pacificadas”, diz a consultora.

Para os próximos anos, a pesquisadora recomenda que sejam divulgados aspectos específicos do conteúdo da lei, por meio de campanhas educativas na mídia, especialmente nos meios públicos e institucionais. “As pessoas sabem da existência da lei, mas não sabem os detalhes do que ela diz”, explica.

Problema público

Segundo a diretora-executiva do instituto feminista Patrícia Galvão (Pagu), Jacira Melo, a pesquisa da Câmara revela uma mudança na percepção da população sobre a violência doméstica. “Antigamente, a sociedade brasileira tinha a percepção de que era um problema privado. Hoje a sociedade reconhece a violência doméstica como um problema social sério, que necessita de intervenção do Estado.”


A pesquisa da Câmara também revelou que 86% dos homens entrevistados e 79% das mulheres entrevistadas pensam que a lei deveria ser estendida para proteger também homens vítimas de violência doméstica. Jacira Melo ressalta, no entanto, que as denúncias tornadas públicas e as evidências nos hospitais mostram que as mulheres são as principais vítimas.

Dados do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, divulgado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que, dentre as mulheres vítimas de violência física no País, 43,4% foram agredidas dentro da própria casa. Apenas 11,2% dos homens vítimas de violência foram agredidos na própria residência.

Aplicação da lei

A coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), lembra que a Lei Maria da Penha é considerada uma das três melhores do mundo na área de proteção à mulher pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, mas é necessário colocá-la totalmente em prática. “Falta implementar tudo o que está na lei, a partir de políticas públicas integradas, incluindo as áreas de educação, cultura e saúde”, explica.


Para a deputada, não basta punir os casos de violência doméstica. “É necessária uma ampla campanha educativa para mudar a cultura da violência”, disse.

Janete Pietá lembrou que a violência doméstica inclui a chamada violência psicológica – ou seja, agressões verbais. A deputada disse, ainda, que profissionais da área de saúde precisam notificar os casos de violência contra a mulher. Além disso, ela acredita serem necessários mais abrigos para mulheres ameaçadas de morte; mais delegacias da mulher, com maior qualificação das pessoas que trabalham nessas delegacias; e mais juizados especializados.


Segundo pesquisa realizada em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no País apenas 70 juizados de violência doméstica, 388 delegacias especializadas no atendimento à mulher, 193 centros de referência de atendimento à mulher e 71 casas para abrigo temporário.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PRAIA GRANDE - Alunos das escolas municipais de Praia Grande ganham novos uniformes


Nota da Diretoria DCM: "A ONG DCM agradece mais uma vez ao prefeito Roberto Francisco pelos novos uniformes".




FONTE: PG Notícias 


Evento ocorreu nesta sexta-feira (2)

Cerca de 35 mil alunos do Infantil 1 até o 9º ano do Ensino Fundamental foram beneficiados com os kits de uniformes, que incluem roupas de verão (bermudas e camisetas) e de inverno (calça e jaqueta), além de tênis e meias, totalizando 10 peças. Os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ganharam camisetas.

De acordo com a Secretaria de Educação (Seduc), a iniciativa traz diversas vantagens, a começar pela praticidade para os pais, que a partir de agora não precisam mais gastar com roupas para os filhos usarem na escola. O uso do uniforme também serve para que não haja diferença de vestimenta entre estudantes de condições sociais distintas e é importante, ainda, para a identificação e segurança dos alunos.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

SAUDE DCM - Primeiro Centro de Parto Normal da Rede Cegonha é inaugurado no País

Fonte: por Secom em 29/08/2011.

Objetivo do centro é humanizar o momento do nascimento da criança
. Unidade fica em Salvador e deverá realizar de 120 a 150 partos por mês

O primeiro Centro de Parto Normal (CPN) da Rede Cegonha no Brasil foi inaugurado na última sexta-feira (26), em Salvador (BA). O CPN tem o objetivo de humanizar o momento do nascimento da criança, oferecendo às gestantes um ambiente com maior privacidade. Os centros contarão com enfermeiros obstétricos e, se necessário, apoio médico. A unidade deverá realizar de 120 a 150 partos por mês, quando estiver em plena capacidade. Atualmente, existem 25 centros de parto normal pelo Brasil, que passarão a ser custeados pelo Ministério da Saúde após formulação do plano de ação da Rede Cegonha regional.

O CPN da Mansão do Caminho, que se chamará Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, foi construído e equipado com recursos do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde da Bahia e doação de voluntários. O ministério investiu R$ 606 mil para compra de equipamentos e R$ 149 mil para treinamento e capacitação de profissionais no parto humanizado. Além disso, foram aplicados R$ 340 mil para compra de insumos, totalizando R$ 1,095 milhão. A unidade receberá custeio mensal de R$ 80 mil. A concepção dos Centros de Parto Normal tem como modelo experiências desenvolvidas em países como Holanda, França e Inglaterra.

Rede Cegonha 

O programa prevê um conjunto de ações que assegure às mulheres assistência adequada desde o planejamento familiar, a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, pós-parto e a atenção ao bebê. A estratégia da Rede Cegonha conta com o orçamento de quase R$ 9,4 bilhões do Ministério da Saúde para investimentos até 2014.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Presidente da DCM é eleita para o Conselho Municipal da Mulher de Praia Grande

Da Redação

A presidente da ONG Defesa e Cidadania da Mulher de Praia Grande, Ana Silvia Passberg de Amorim, foi eleita por unanimidade, na manhã desta quarta-feira (17), presidente do Conselho Municipal da Mulher de Praia Grande, em evento de posse dos membros titulares e suplentes do Conselho, na sala de reuniões do gabinete do Administrador Municipal (2° do Paço Municipal, Avenida Presidente Kennedy, 9.000, Bairro Mirim)

O evento teve a participação do prefeito de Praia Grande, Roberto Francisco, da presidente do Fundo Social de Solidariedade (FSS) de Praia Grande e titular da Secretaria de Promoção Social (Sepros), Maria Del Carmen Padin Mourão, a Maruca, da chefe da Coordenadora de Ação e Cidadania, Sônia Regina Carvalho da Cunha e de outros membros da administração municipal diretamente envolvidos e entidades não-governamentais.

O Conselho da Mulher já existia em Praia Grande, porém estava inativo. O prefeito Roberto Francisco decidiu resgatar este projeto, em parceria com a entidade, e trabalhou para sua reativação e reestruturação. Desta forma os conselheiros terão como formatar propostas em prol das mulheres da Cidade. Antes da reativação do Conselho ocorreram reuniões entre a Coordenadoria de Ação e Cidadania e a comissão formada por organizações não governamentais, que realizam trabalhos voltados ao público feminino no Município.


NOTA* = "A ONG DCM agradece à Prefeitura de Praia Grande e ao prefeito Roberto Francisco pela oportunidade e luta pelos Direitos ds Mulher".




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

4 casais soropositivos aguardam nascimento de filhos saudáveis em SP

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Ambulatório de Reprodução Assistida da Secretaria de Estado da Saúde já atendeu 150 casais desde abril de 2010


 O Ambulatório de Reprodução Assistida instalado em abril de 2010 pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo no Centro de Referência em DST/Aids, na capital paulista, já atendeu 150 casais, dos quais 31 estão em fase de tentativa de gravidez. Quatro gestações estão em curso no momento.
Parceria com o Centro de Reprodução Assistida (Crase) da Faculdade de Medicina do ABC, o serviço é destinado a casais soropositivos e sorodiscordantes (em que um dos parceiros, normalmente o homem, é soropositivo). Trata-se do primeiro do gênero com atendimento SUS (Sistema Único de Saúde) do Brasil.

O programa permite aos casais reduzirem ao máximo a chance de transmissão vertical ou mesmo de que ocorra infecção entre os parceiros. Na quase totalidade dos serviços de reprodução assistida no Brasil, o fato de ser portador de HIV é um critério de exclusão dos pacientes.

Nos casos de casais em que ambos são soropositivos, é programada inseminação artificial após a aplicação da técnica de lavagem de esperma. No caso em que o homem é soropositivo e a mulher, não, também é feita a inseminação artificial após a lavagem de esperma. Nos casais em que apenas a mulher é soropositiva é realizada a inseminação artificial.

Para Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP, o ambulatório é um direito dos portadores de HIV/aids que querem ser pais.

"As pessoas vivendo com HIV têm direito a uma decisão consciente sobre ter ou não ter filhos, e devem fazê-lo com o máximo de informações possíveis quanto à perspectiva de infecção de seus bebês e parceiros soronegativos no momento da concepção", completa.

O serviço estadual de reprodução assistida para casais soropositivos fica no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids e atende pacientes de todo o Estado de São Paulo. Funciona todas as sextas-feiras, a partir das 7h. Casais que desejam se inscrever no ambulatório podem ligar para (11) 5087 9889.



SP quer vacinar 2,8 milhões de crianças contra paralisia infantil neste sábado (13)

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende vacinar 2,83 milhões de crianças menores de cinco anos contra a paralisia infantil durante a segunda etapa da campanha de imunização, que acontece no neste sábado, 13 de agosto. O número corresponde a 95% do total de 2,98 milhões de paulistas nessa faixa etária (veja dados regionais abaixo).

Na capital paulista, a abertura da segunda etapa da campanha será realizada às 8h no Parque do Ibirapuera, nas proximidades do Museu Afro Brasil, em São Paulo. Entre 8h e 15h, as crianças poderão ser vacinadas e brincar em um parque infantil montado para o evento, com piscina de bolinhas, pula-pula e palhaços, além de participar de atividades lúdicas, como pintura de rosto, e ganhar máscaras do Zé Gotinha.

Na primeira etapa da campanha, realizada em junho, 2,85 milhões de crianças menores de cinco anos de idade foram vacinadas. Nesta fase, serão mobilizados aproximadamente 14,8 mil postos fixos e volantes e 58,3 mil profissionais em todo o Estado, em parceria com as prefeituras.

Todas as crianças incluídas na vacinação, independentemente de terem sido ou não imunizadas na primeira fase da campanha, devem retornar aos postos de saúde no dia 13. A maioria das salas de vacina funcionará das 8h às 17h. Será possível também atualizar a caderneta de vacinação, gratuitamente.

“Os pais e responsáveis devem proteger seus filhos contra a poliomielite, levando as crianças para tomar a segunda dose da vacina Sabin. Desta forma, todos colaboram para evitar o retorno da circulação do vírus causador da doença ao Estado”,  afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

São Paulo não registra nenhum caso de paralisia infantil desde 1988. No entanto, como o vírus da poliomielite ainda circula em países da África e da Ásia, é fundamental que todas as crianças menores de cinco anos sejam imunizadas todos os anos.

O posto volante do Parque do Ibirapuera, na capital, ficará na Av. Pedro Álvares Cabral, área de eventos, com entrada pelo portão 10, nas proximidades do Museu Afro Brasil.

A população de crianças menores de cinco anos na Baixada Santista é de 123.324 crianças. A meta é vacinar 95% desse total, ou seja, 117.158 crianças, em média.
   





sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Central de Atendimento à Mulher teve quase 2 milhões de ligações

Fonte: Folha Online, por Mariana Desidério

A Central de Atendimento à Mulher recebeu 1.952.001 ligações em pouco mais de cinco anos de existência -entre abril de 2006, quando foi criada, e junho de 2011.

O Ligue 180, como também é chamado o serviço, atende queixas de violência doméstica contra a mulher, além de esclarecer dúvidas sobre a Lei Maria da Penha, que completa cinco anos no dia 7 de agosto.

No período, foram 434.734 atendimentos sobre informações da Lei Maria da Penha (22,3% do total) e 237.271 relatos de violência, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Dentre estes últimos, 141.838 (60%) correspondem à violência física; 62.326 (26%), à violência psicológica; 23.456 (10%), à violência moral; 3.780 (1,5%), à violência patrimonial; 4.686 (1,9%), à violência sexual; 1.021 (0,4%), ao cárcere privado; e 164, ao tráfico de mulheres.

No primeiro semestre de 2011, foram 293.708 atendimentos. O número é 14% menor que o do mesmo período de 2010, que registrou 343.063.

Perfil


Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres, 40% das mulheres que entraram em contato com o serviço convivem com seu agressor há mais de dez anos --em 72% dos casos, eles são casados com as vítimas.

As denúncias recebidas pelo serviço são feitas na grande maioria (87%) pelas próprias agredidas.

Quase metade das mulheres que ligam para o 180 são pardas (46%). A maior parte (59%) declara não depender financeiramente do agressor.

Estados

A Bahia é o Estado com maior número relativo de ligações para o Ligue 180. De acordo com os dados da Secretaria, foram 224 atendimentos para cada 50 mil mulheres. Sergipe foi o Estado com o segundo maior número de ligações, Pará, o terceiro e Distrito Federal, o quarto.

Em números absolutos, São Paulo é o Estado com maior número de ligações, com 44.499 chamados. Entretanto, o Estado aparece apenas em 16º lugar na comparação relativa.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ONG DCM - I Conferência de Políticas Públicas para Mulheres de Praia Grande

No sábado, 20 de agosto, a partir das 8 horas (para credenciamento), a Prefeitura de Praia Grande promoverá a I Conferência de Políticas Públicas para Mulheres de Praia Grande, em parceria com a ONG DCM Defesa e Cidadania da Mulher. O encontro ocorrerá no Auditório Roberto Marinho (Rua José Borges Neto, 50, Bairro Mirim), ao lado da Prefeitura da Cidade.

O evento visa abordar discussões sobre a situação da mulher no país e na região, relembrando os 5 anos da Lei Maria da Penha e terá espaço aberto para sugestões de propostas de melhoria à condição feminina. A entidade convida a todas as mulheres a comparecerem ao evento. Informações 3495.4913 ou pelo e-mail ongdcm@hotmail.com.

"Nunca desista, Lute Sempre!"

5 anos da Lei Maria da Penha: Defensoria Pública de SP lança cartilha informativa sobre direitos

Em comemoração ao quinto aniversário da Lei Maria da Penha, a Defensoria Pública de SP lança na próxima segunda-feira (8) a cartilha informativa “Lei Maria da Penha: sua vida recomeça quando a violência termina”. O material foi elaborado a partir das principais dúvidas e informações disponibilizadas no atendimento especializado da instituição às mulheres vítimas de violência doméstica. A tiragem inicial conta com 50 mil exemplares e a íntegra está também disponível na internet.


Além de contar com informações práticas sobre órgãos públicos e locais de atendimento, a cartilha explica em linguagem acessível os direitos e aspectos da legislação (veja trechos abaixo).

Segundo dados da pesquisa “Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil”, realizada pelo Instituto Avon/Ipsos, entre janeiro e fevereiro de 2011, 94% das pessoas conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo. A cartilha desenvolvida pela Defensoria Pública pretende informar a população sobre os avanços trazidos pela legislação, contendo os principais tópicos da lei e espaço voltado às perguntas e respostas com dúvidas mais freqüentes, além de guia com serviços e entidades de atendimento às mulheres vítimas de violência.

Para a Defensora Pública Thais Nader, que coordena o Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria, a Lei Maria da Penha trouxe diversos avanços ao combate à violência doméstica. “Após a sanção da lei, as mulheres tiveram conhecimento de mecanismos legais que as protegem da violência doméstica. Também houve aumento na adoção de políticas publicas voltadas ao atendimento da mulher, o que é muito salutar”, disse.

A Defensora também menciona pontos de potenciais avanços. “Ainda é preciso investir na capacitação dos profissionais que atendem as mulheres vítimas de violência e também em estrutura nas delegacias especializadas na área. São necessários mais juizados especiais voltados para a violência doméstica, além de casas onde as elas ficam de passagem enquanto aguardam providências para sua proteção”, entende Thais.

O lançamento oficial da cartilha ocorrerá durante a abertura do 1º Congresso Nacional sobre a atuação da Defensoria Pública na Educação em Direitos. O evento acontece entre os dias 8 e 12 de agosto no Edifício Sede da Defensoria Pública de SP, na Rua Boa Vista, 200, no centro da Capital.

Trechos da cartilha

“Violência doméstica não é apenas física. A Lei Maria da Penha também pune toda agressão psicológica, moral, sexual e patrimonial”.

“Essa violência acontece no espaço de convívio de pessoas que são ou se consideram aparentadas (...). Não importa qual seja a orientação sexual da pessoa. Ou seja, uma mulher também pode ser punida por agredir outra mulher”.

“Há diversas situações que servem de exemplos: o caso do ex-namorado que começa a perseguir a antiga companheira por não concordar com o fim da relação, de marido que humilha a esposa e a obriga a manter relações sexuais contra a sua vontade; da irmã que constantemente agride outra irmã ou de um pai que faz chantagens e violência psicológica contra sua filha”.

“Sair de casa em casos de violência doméstica não é abandono de lar”.

“Medidas que podem ser aplicadas contra o agressor: Afastamento do lar; proibição de aproximação ou o contato por qualquer meio de comunicação com a ofendida, seus familiares e testemunhas; Proibição de freqüentar determinados lugares; Restrição ou suspensão das visitas aos filhos menores; Prestação de alimentos (pensão) provisórios; Restrição ou suspensão da posse de armas”.

“Medidas que podem ser aplicadas em favor das mulheres: Encaminhamento para programas de proteção e atendimento; Determinar a separação de corpos ou afastamento do lar sem prejuízo de direitos relativos à guarda de filhos, alimentos e partilhas de bens; medida de proteção do patrimônio, como restituição de bens subtraídos pelo agressor, proibição de celebração de contratos relativos aos bens do casal, suspensão de procurações assinadas pela ofendida, entre outras”.


Dados Nacionais

Estudo do Senado Federal aponta que 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mas 60% acreditam que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha. Já a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado, realizada em 2010 pelo SESC e Fundação Perseu Abramo, uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido algum tipo de violência de parte de algum homem. O parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% das agressões.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dilma Rousseff diz que manterá Pontos de Cultura

Fonte: Site  Vermelho

Na coluna Conversa com a Presidenta de julho, a presidente Dilma Rousseff garantiu que vai manter os Pontos de Cultura — principal iniciativa do programa Cultura Viva, criado no governo Lula. A coluna de Dilma é publicada em jornais e revistas no Brasil e no exterior, além do Blog do Planalto.

“O programa Cultura Viva foi elogiado pela senhora como sendo um dos melhores programas do governo. Contudo, hoje há inadimplência”, apontou o produtor cultural Fernando Milani Rosella, de Jaú (SP).

Dilma respondeu que manterá o programa — “uma herança muito importante do governo Lula”. Ela lembrou que o Cultura Viva tem como base os Pontos de Cultura, que são núcleos de produção cultural independente, instalados nas periferias das grandes cidades e no interior do Brasil para a promoção da diversidade cultural brasileira. Segundo a presidente, esses núcleos são mantidos pelas próprias comunidades e apoiados pelo governo federal.

“Os selecionados pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio de editais públicos, recebem subvenções. O objetivo é estimular e fortalecer suas atividades, com a contratação de profissionais e aquisição de equipamentos. Já há mais de 2.700 Pontos de Cultura em todo o país, que envolvem milhares de pessoas em atividades de arte, cultura, educação, cidadania e economia solidária”, afirmou Dilma.

Em relação aos restos a pagar, que ficaram para este ano, a presidenta informou que mais de 30% deste valor já foi pago até junho — o MinC está trabalhando para que o restante seja pago até o fim do ano. “A situação está se normalizando. O apoio aos Pontos de Cultura é o reconhecimento de que o povo é não apenas receptor, mas também protagonista, produtor e difusor de cultura e arte. Esses núcleos contribuem de forma significativa para o exercício pleno da cidadania.”

Lei Maria da Penha tem bons resultados mas é preciso combater preconceito, diz ministro

Fonte: Agência Brasil, Paula Laboissière

No mês em que a sanção da Lei Maria da Penha completa cinco anos, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliou que a legislação tem alcançado “bons resultados”, mas que é preciso combater o preconceito – inclusive entre autoridades.

“Acredito que é necessário que as pessoas percam o preconceito que ainda existe em relação a atos dessa natureza. Às vezes, vemos autoridades e pessoas em geral que tratam a violência contra a mulher como um ato banal e não é um ato banal. É um ato que merece reprovação e, inclusive, uma reação social muito forte sempre que se consuma”, disse.

Em entrevista à Agência Brasil, Cardozo classificou a violência doméstica como um tema “delicado e grave”e cobrou mais debates sobre a aplicação do texto. Hoje (3) e amanhã (4), a pasta promove o seminário Lei Maria da Penha – 5 Anos. Representantes do Judiciário devem discutir pontos a serem aperfeiçoados com o objetivo de garantir proteção às vítimas e punição ao agressor.

“Ainda há muito preconceito na aplicação da Lei Maria da Penha e, por essa razão, é muito importante debatê-la nos seus termos e resultados, para que ela possa ser ainda mais eficaz na perspectiva do combate a esse ato odioso que é a violência contra a mulher”, disse o ministro.

Lei Maria da Penha 5 anos - Ao completar cinco anos, Lei Maria da Penha é tema de seminário

Fonte: Da Agência Brasil

Em agosto de 2006 foi sancionada a Lei 11.340, conhecida como Maria da Penha, que tornou mais rigorosa a pena contra quem agride mulheres. Para lembrar a data, o Ministério da Justiça realiza hoje (3) e amanhã (4) o seminário Lei Maria da Penha – 5 Anos.

A legislação triplicou a pena para agressões domésticas contra a mulher, aumentou os mecanismos de proteção das vítimas e alterou o Código Penal, permitindo que agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. O texto também acabou com as penas pecuniárias, em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas.

Entre as medidas para proteger a vítima – mulheres em situação de agressão ou que correm risco de vida – estão a saída do agressor de casa, a proteção dos filhos e o direito da mulher de reaver seus bens e cancelar procurações feitas em nome do agressor.

Pela nova lei, a violência psicológica também passou a ser considerada violência doméstica e a vítima pode ficar afastada do trabalho por seis meses sem perder o emprego, caso seja constatada a necessidade de manutenção de sua integridade física ou psicológica.

Antes da sanção, processos que envolviam violência doméstica eram considerados de menor potencial ofensivo e levados a juizados criminais, em meio a processos de briga entre vizinhos e de acidentes de trânsito.

Com a legislação, foram criados juizados especiais para cuidar do tema. Atualmente, existem 52 unidades especializadas em violência doméstica e familiar contra a mulher em todas as unidades da Federação – com exceção de Sergipe, da Paraíba e de Rondônia.

Em março de 2011, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) concluiu, com base em dados parciais das varas e juizados especializados, que a legislação que pune a violência doméstica contra a mulher é eficaz, tendo evitado agressões e ajudado a punir os autores desse tipo de crime.

O balanço mostrou que, de 2006 até julho de 2010, foram sentenciados 111 mil processos e distribuídos mais de 331 mil procedimentos sobre o assunto. Também foram feitas 9,7 mil prisões em flagrante e decretadas 1.577 prisões preventivas de agressores. Segundo o CNJ, o número de processos sentenciados pode ser superior ao divulgado, por se tratar de um balanço parcial.

O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia, farmacêutica e bioquímica cearense que sofreu diversas tentativas de homicídio por parte do marido. Em maio de 1983, ele deu um tiro em Maria da Penha, que ficou paraplégica.

Após aguardar a decisão da Justiça por 15 anos e sem resultado, ela entrou com uma ação contra o país na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Esse foi o primeiro relato sobre violência doméstica feito ao órgão na América Latina. Em 2001, o Estado brasileiro foi condenado, pela primeira vez na história, por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica. O marido de Maria da Penha foi preso apenas 19 anos depois, em 28 de outubro de 2002, e cumpriu dois anos de prisão

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Semana Mundial da Amamentação - Campanha incentiva sociedade a apoiar mães para que amamentem os filhos até os dois anos de idade

Fonte: Ministério da Saúde, por Secom

Campanha incentiva sociedade a apoiar mães para que amamentem os filhos até os dois anos de idade. No Brasil, 41% das crianças menores de seis meses tem no aleitamento materno alimento exclusivo



Começou nesta segunda-feira (1) a Semana Mundial da Amamentação (SMAM). Durante as atividades da SMAM, que segue até o dia 7, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vão incentivar o apoio de todos para garantir às mães condições de amamentar os filhos até os dois anos de idade, seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar do tempo médio do período de aleitamento materno no País ter aumentado um mês e meio, de 1999 a 2008, o Brasil ainda está em um patamar baixo. A OMS considera como ideal que pelo menos 80% das crianças menores de seis meses tenham no aleitamento materno um alimento exclusivo. No Brasil, esse índice é de 41%.

Na campanha deste ano, o ministério e a SBP querem conscientizar a sociedade de que, apesar do aleitamento materno ser um ato natural, precisa de apoio de todos. “É de fundamental importância que todos os segmentos da sociedade, mídia, formadores de opinião, familiares e empregadores ajudem às mães na superação dos obstáculos que, muitas vezes, as impedem de continuar amamentando seus filhos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Semana - A SMAM foi idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba) e tem sido comemorada em 150 países com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.

Na abertura da SMAM, foi lançado o Guia dos Direitos da Gestante, uma publicação conjunta entre o Ministério da Saúde e a Unicef (Programa das Nações Unidas para a Infância). O guia será uma espécie de instrumento para a capacitação de agentes que terão como função transmitir informações às comunidades sobre os direitos das mães à amamentação.

Ações de incentivo ao aleitamento materno


Rede Cegonha - Em 28 de março deste ano, o governo federal lançou a Rede Cegonha. É um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. A rede tem entre suas principais ações o apoio ao aleitamento materno.

Rede Amamenta Brasil - Estratégia do Ministério da Saúde de promoção, proteção e apoio à prática do aleitamento materno na Atenção Básica, por meio de revisão e supervisão do processo de trabalho interdisciplinar nas unidades básicas de saúde. Está presente em mais de mil Unidades Básicas de Saúde do País.

Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta - Nesta ação, o Ministério da Saúde capacita profissionais para sensibilizar gestores e empregadores a adotarem uma série de medidas de apoio à amamentação da mulher trabalhadora. Entre as medidas, destacam-se a adesão à licença maternidade de seis meses, a implementação de salas de apoio à amamentação nas empresas, o respeito às leis que protegem este ato, entre outras.

Hospital Amigo da Criança - Com o apoio das secretarias estaduais e municipais de Saúde, capacita profissionais, realizando as avaliações e estimulando a rede hospitalar para o credenciamento. Em parceria com a Unicef, já conta com 337 hospitais credenciados em todos os estados brasileiros. Ao ser reconhecido com o título, estes estabelecimentos se tornam referência em amamentação. Saiba mais pelo site ou ligue 0800 61 1997

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pioneiro no SUS, grávidas contam com ambulatório especial para tratamento de câncer

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Serviço, disponível no Icesp, oferece atendimento personalizado para essas pacientes; tumores de mama são os mais comuns durante a gestação


O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, ligado à Secretaria da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, oferece um tratamento especial para as gestantes com câncer. Apesar de ser raro, a doença também se manifesta nesse grupo, principalmente nas mamas. Para que essas pacientes recebam o cuidado necessário diante desses casos, o Icesp criou o Ambulatório Clínico de Câncer de Mama na Gestação. A unidade, que funciona no próprio Instituto, recebe, em média, uma paciente por mês, número alto se considerarmos a raridade do problema.

Uma das principais causas para o desenvolvimento da doença nesse período é a gravidez tardia. A maior parte dos atendimentos do ambulatório são em pacientes na faixa dos 35 anos. Além disso, os fatores genéticos, obesidade e tabagismo, entre outros aceleram o surgimento da doença nessa fase.

Para tratar essas gestantes, a unidade oferece um acompanhamento minucioso, com exames rotineiros e um atendimento especial para as mulheres. Para que o bebê não tenha nenhum tipo de seqüela, o tratamento também é diferenciado. A quimioterapia, utilizada para tratar os tumores, só pode ser aplicada após a 12º semana de gestação e deve ser interrompida cerca de três semanas antes da data prevista do parto. Nesse período, o acompanhamento deve ser intenso, tanto para a saúde da mãe e do bebê quanto para o controle do tumor.

Alguns tipos de procedimentos, comuns em pacientes com câncer, são contra-indicados em grávidas. A radioterapia, por exemplo, é evitada devido a disseminação da radiação, que pode causar danos ao feto, assim como o tratamento hormonal, que é utilizado em 70% dos casos de tumor mamário. Logo após o nascimento do bebê, estes tratamentos podem ser aplicados. O único efeito resultante deste processo será a cessação da amamentação.

“É possível ter uma gestação saudável mesmo com o câncer, porém uma série de cuidados devem estar presentes durante toda a gravidez. O mais importante é que as mulheres se atentem aos fatores de riscos para o câncer de mama. Só assim é possível evitar problemas futuros com a mãe e com o bebê”, explica o responsável pelo Ambulatório Clínico de Câncer de Mama na Gestação do Icesp, Max Mano.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mulheres são mais suscetíveis aos efeitos do álcool que os homens

Fonte: Da Redação

O consumo de bebida alcoólica entre as mulheres vem crescendo a cada dia. Recente pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde mostra que enquanto, em 2006, 8,2% das entrevistadas admitiram exagerar na bebida, em 2010, 10,6% afirmaram ter tal hábito. O problema incomoda, não apenas pelo fato do crescimento do consumo, mas também porque nas mulheres os efeitos do álcool podem ser mais noviços do que nos homens.

O álcool se mistura facilmente com a água do corpo, e como as mulheres possuem proporcionalmente menos água do que os homens, a concentração e os efeitos da bebida, bem como os riscos à saúde, acabam sendo maiores. “Estudos científicos apontam que, nas mulheres, o uso de álcool está associado ao desenvolvimento de câncer de mama, principalmente quando combinado ao uso de reposição hormonal na pós-menopausa, por exemplo. Sob o efeito de bebida, as mulheres ainda podem ficar suscetíveis a abusos sexuais e fazer sexo desprotegido, além de efeitos negativos sobre o casamento e no desenvolvimento dos filhos”, explica a psiquiatra e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), Camila Magalhães Silveira.

Os motivos que levam homens e mulheres a beberem também são diferentes. De acordo com a coordenadora do CISA, um estudo realizado com universitários (entre 18 e 25 anos, idade em que se inicia o uso de álcool), sugeriu que, nas mulheres, os indicadores de problemas relacionados ao consumo de bebida alcoólica estão mais fortemente ligados à esfera afetiva (bebem para lidar com situações estressantes ou para aliviar sintomas depressivos), enquanto o uso de álcool entre os homens estaria mais associado a motivações sociais (beber em festas ou na companhia de amigos, para ser aceito por amigos ou pelo grupo). Para ambos os gêneros, também se verificou que bebem motivados pelos efeitos “eufóricos” do álcool.


Síndrome Fetal Alcoólica


Outro hábito preocupante entre as mulheres é o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez. Em decorrência deste comportamento, tanto a saúde do feto como a da mãe podem sofrer efeitos negativos, uma vez que o álcool atravessa a placenta. Entre as consequências, a mais grave e comum é a Síndrome Fetal Alcoólica (SFA), apontada como a maior causa evitável de retardo mental em crianças. “O uso de álcool durante a gravidez pode trazer inúmeros problemas para o bebê, incluindo hiperatividade e déficits de atenção, aprendizado e memória. Diversos fatores podem contribuir para o surgimento de problemas no feto: padrão de consumo de álcool, metabolismo materno, suscetibilidade genética, período da gestação em que o álcool foi consumido e vulnerabilidade das diferentes regiões cerebrais da criança”, finaliza a especialista. Preocupado com esse fator, o CISA firmou parceria com Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) para também disponibilizar em seu site o livro “Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido”, elaborado pela SPSP e que apresenta os riscos ao consumir álcool.


Sobre o CISA

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental criada em 2004 pelo psiquiatra e especialista em dependência química Dr. Arthur Guerra de Andrade, é hoje a maior fonte de informações no país sobre o binômio álcool e saúde. Por meio de seu website (www.cisa.org.br), o CISA dispõe de um banco de dados com mais de 1.600 títulos, desde publicações científicas reconhecidas nacional e internacionalmente, dados oficiais, até notícias publicadas em jornais e revistas destinados ao público em geral. Além de estar comprometido com o avanço do conhecimento na área de saúde e álcool, o CISA também atua na prevenção do abuso e nos problemas do uso indevido da substância, por meio de parcerias e elaboração de materiais de apoio a pais e educadores.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Usiminas inaugura Centro de Qualificação Profissional da Mulher

Fonte: Usiminas

Em parceria com Senai e Prefeitura de Cubatão, siderúrgica irá qualificar trabalhadoras na área de construção civil


Ampliar as condições de qualificação profissional da mulher para aumentar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Com este objetivo, a Usiminas inaugurou nesta terça-feira (26), o Centro de Qualificação Profissional da Mulher. Resultado de uma parceria com o Senai e a Prefeitura Municipal de Cubatão, a iniciativa contempla a realização de cursos na área de construção civil voltados para o público feminino.

No Centro de Qualificação Profissional da Mulher, localizado dentro da Usina de Cubatão, as alunas terão aulas teóricas e práticas. “A parceria entre Usiminas, Prefeitura de Cubatão e Senai viabilizou essa idéia. Tenho certeza de que este projeto se tornará uma referência em todo o País”, afirmou o diretor da Usina de Cubatão, Paulo Roberto Torres Matta.

Serão oferecidas inicialmente 96 vagas divididas em cinco cursos: armador de ferros, eletricista instaladora, pedreiro assentador, pedreiro de revestimento e pintor de obras. A iniciativa reforça o compromisso da Usiminas com as comunidades onde está presente. Em Cubatão, a parceria dá continuidade a outras ações já realizadas em conjunto com o poder público, como o Pacto pelo Emprego e o Pró-Comércio.


Durante o período do curso, a Usiminas oferecerá transporte, alimentação, uniforme e equipamentos de segurança individual (EPIs). A siderúrgica também disponibilizará uma bolsa-auxílio no valor de R$ 300,00 para cada aluna que finalizar o curso. Presente ao evento, a prefeita de Cubatão, Márcia Rosa, destacou a disposição das mulheres para realizar trabalhos com cuidado e capricho. “A construção civil está precisando de trabalhadores e as mulheres querem este espaço. A construção civil é uma oportunidade para qualificar a mão de obra feminina e encaminhá-la para o mercado de trabalho. Nós, mulheres, não precisamos de privilégios e, sim, apenas de oportunidades, como esta,” afirmou.

Um grande diferencial do projeto é a bolsa-auxílio, que será entregue por meio do cartão Usiminas, similar a um cartão de crédito para utilização exclusiva no comércio da cidade em bens ou serviços. O cartão segue a mesma idéia do cartão Servidor Cubatão, lançado pela prefeitura com o objetivo de incentivar o comércio da cidade.

O diretor do Cide, Fiesp e Ciesp/Cubatão e diretor de Engenharia e Ampliação da Usiminas, Marco Paulo Penna Cabral, afirmou que o projeto é inovador e está dentro das metas previstas na Agenda 21 do município. “Precisamos sempre valorizar ações como estas, que são resultado da parceria entre o poder público e a iniciativa privada e representam um avanço importante na qualificação dos moradores da região.”

Sobre os cursos


As aulas acontecerão de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30, com duração aproximada de um mês, ou 160 horas aula. O Senai, maior complexo de educação profissional da América Latina, será responsável pela metodologia, material didático e professores. Além do conteúdo específico de cada modalidade, todos os cursos englobam instruções sobre segurança do trabalho, meio ambiente e qualidade. Para o diretor do Senai/Cubatão, Antonio Carlos Lago Machado, o curso contribui também para a formação da cidadania. “A formação é uma oportunidade de aprendizado e crescimento e deve propiciar a mudança para melhor na vida das pessoas”, afirmou.


As alunas foram selecionadas pela Prefeitura Municipal de Cubatão por meio do banco de dados do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), do município, considerando o seguinte perfil: idade mínima de 18 anos, desempregada e com ensino fundamental, no mínimo, até a quarta série. “O Centro é uma boa oportunidade para nós. Estou desempregada há três meses, por isso, minha expectativa é grande”, conta Maria Aparecida dos Santos Silva, aluna do curso pedreiro assentador. Já Edite Tenório se inscreveu no curso para armador de ferros.  “Agora, eu quero aprender, colocar em prática e entrar no mercado, para que eu possa me tornar uma profissional capacitada”, afirma.

A iniciativa para realização de cursos voltados especialmente para mulheres surgiu a partir da análise da demanda atual do mercado. De um lado, faltam trabalhadores qualificados para segmentos como o da construção civil. De outro, especialmente em Cubatão, onde está localizado um dos maiores pólos industriais do País, as oportunidades de trabalho estão voltadas principalmente para o público masculino. O PAT de Cubatão  possui atualmente 33.855 trabalhadores cadastrados, sendo 20.258  (59,84%) homens e 13.597 (40,16%) mulheres. Entre janeiro e junho deste ano, 94,72% das 6.292 vagas preenchidas por meio do Posto foram ocupadas por homens e apenas 5,28% por mulheres.