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domingo, 26 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS!!!


Foto: Divulgação

A ONG DCM - Defesa e Cidadania e Mulher deseja a todas as mulheres e todos os leitores do blog que recebem nossas notícias acerca do Universo Feminino via e-mail, via twitter. Este ano, nossa entidade obteve um excelente avanço.

Em 2010, conseguimos dar uma guinada no nosso projeto Construindo o Futuro, oferecendo renda a mulheres com a confecção de lindos materiais de decoração, moda, papelaria entre outros, feitos de fibra da folha e caule da bananeira.

Conseguimos certificados de entidade social. Enviamos muitos projetos para aprovação. Participamos de diversos prêmios regionais e nacionais. Nosso twitter, e-mail e site é um sucesso. Nossos voluntários estão sempre dispostos a nos ajudar, porém ainda necessitamos de mais ajuda.

Enfim...só temos a agradecer, pois o ano de 2011 está chegando com tudo!!!

Grata!

Equipe DCM
Ana Silvia Passberg de Amorim
Presidente

Carina Seles
Departamento de Comunicação
Coordenação de Projetos DCM

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

SAUDE DCM - Mulheres com câncer precisam receber informações sobre as opções para preservação da fertilidade


Fonte e foto: Divulgação/ Da Redação Pesquisas recentes da Sociedade Americana de Oncologia Clínica indicam que 70% dos oncologistas discutem perdas reprodutivas com seus pacientes, mas apenas 25% encaminham pacientes para um especialista em fertilidade

Pacientes que venceram o câncer, mas não receberam aconselhamento médico apropriado sobre as opções terapêuticas para preservar sua fertilidade, antes de iniciar seu tratamento oncológico, geralmente, tendem a lamentar tal fato, a longo prazo, e a apresentar uma insatisfação maior com a vida, em comparação com aquelas que receberam o aconselhamento sobre a preservação
da fertilidade. Os dados fazem parte de uma pesquisa apresentada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Francisco, durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Para realizar o trabalho, os cientistas entrevistaram 918 pacientes do sexo feminino em tratamento de câncer com potencial de afetar adversamente sua fertilidade, como a quimioterapia sistêmica e / ou radiação no abdômen ou na pélvis. Aquelas que não foram orientadas sobre a preservação da fertilidade pela equipe de Oncologia e não consultaram um especialista em fertilidade apresentaram níveis mais elevados de tristeza e de baixa satisfação com a vida em relação àquelas que receberam o aconselhamento ou o encaminhamento.

A pesquisa envolveu mulheres que tiveram câncer, no estado da Califórnia, com idades entre 18 e 40 anos, diagnosticadas entre 1993 e 2007. As pacientes haviam sido tratadas para leucemia, doença de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, câncer de mama e câncer gastrointestinal.

Após o término do tratamento oncológico, as mulheres eram convidadas a avaliar o aconselhamento pré-câncer que receberam, incluindo as decisões tomadas em relação à preservação de sua fertilidade. Entre as 499 mulheres que tinham sido aconselhadas sobre a preservação da fertilidade por uma equipe de Oncologia, o nível de arrependimento, em uma escala de 5 a 25, foi de 10,8%, comparado com 12,6%, entre as 278 mulheres que não haviam sido aconselhadas sobre o tema.

As 42 mulheres que tinham visitado uma instalação de preservação da fertilidade tinham um nível de pesar de 8,5%, comparado com um nível de 11,6%, entre as 726 que não tinham feito a visita.

As 31 mulheres que foram submetidas a tratamentos para preservação da fertilidade tinham um nível de arrependimento em relação à decisão de 6,5%, comparado com 11,6%, entre as 736 que não tinham se submetido aos procedimentos.

“Os dados desta pesquisa americana são muito relevantes, pois os resultados indicam que se as pacientes têm um papel ativo na decisão de preservar sua fertilidade e sua qualidade de vida, após o tratamento de câncer. Quando as pacientes podem optar por preservarem sua fertilidade, sua qualidade de vida pós-câncer é maior e os níveis de arrependimento são menores ", observa o Prof° Dr° Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica Gera.

Menos férteis

Utilizando os dados da mesma pesquisa, os pesquisadores americanos analisaram também as taxas de fertilidade relatadas entre as pacientes curadas. Descobriram que cerca de metade das que tinham sido tratadas para a doença de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin tiveram sua fertilidade prejudicada ou apresentaram menopausa precoce. Mesmo as mulheres que continuaram a apresentar ciclos menstruais regulares, durante a quimioterapia, apresentaram uma incidência muito maior de infertilidade.

Pesquisas recentes da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, 70% dos oncologistas discutem perdas reprodutivas com seus pacientes, mas apenas 25% encaminham pacientes para um especialista de fertilidade. “Na experiência brasileira, percebemos que as referências à preservação da fertilidade do paciente com câncer estão aumentando, mas a conscientização entre os próprios médicos precisa ser maior. Os oncologistas devem deixar claro para
as pacientes que a preservação da fertilidade faz parte do tratamento do câncer. Se os médicos recomendam que as mulheres providenciem perucas para a eventual queda de cabelos por conta da quimioterapia, por que não conversar sobre aspectos reprodutivos que podem estar envolvidos?”, questiona Joji Ueno, Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP.

Nas décadas de 80 e 90, o foco dos tratamentos oncológicos era apenas poupar a vida do paciente. Hoje, com taxas de sucesso significativamente maiores, “já podemos pensar no paciente como um todo e na qualidade de vida que eles terão após o tratamento oncológico. Quando encaminhados para os serviços de preservação da fertilidade, nem sempre, os pacientes optam por uma das alternativas terapêuticas, por uma série de razões, mas mesmo assim, a referência do oncologista ainda é muito importante”, reforça o diretor da Clínica Gera.

ONG DCM SAÚDE - Próteses de silicone: evolução justifica o maior interesse

Fonte e foto: Divulgação/ Da Redação

Devido a evolução das próteses, hoje, é possível esculpir o busto da maneira
desejada, com o colo mais ou menos projetado, com um formato mais ou menos
insinuante

Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência sobre o mercado da cirurgia plástica no Brasil, foram feitas 645.464 cirurgias plásticas, em 2009, no Brasil. Desse total, 443.145 foram cirurgias estéticas (69%) e 202.319 cirurgias reparadoras (31%). As mulheres são as que mais se submetem aos procedimentos (82%) num total de 526.247 intervenções. As cirurgias de
lipoaspiração correspondem a 29% e de mama 19%. Do número total de implantes de silicone, 99% são feitos por pessoas do sexo feminino e 1% do sexo masculino.

Das 156.918 mulheres que colocaram próteses, 91% foram nas mamas, 5% nos glúteos, 2% no queixo e 1% nas panturrilhas. Nos homens, a maioria das 1.793 próteses de silicone foi implantada no peitoral (46%), no queixo (21%), nos glúteos (18%), nas panturrilhas (8%), nos bíceps (5%) e tríceps (2%). A maioria das cirurgias de mama (mamoplastias) é de procedimentos estéticos, enquanto que as cirurgias reparadoras correspondem a 9%. A média dos
implantes mamários é de 275 ml, porém o de 300 ml, o mais utilizado, alcançou (20%).

O grande interesse pelas mamoplastias de aumento tem a ver com a evolução das próteses de silicone, desde que surgiram na década de 60, e das técnicas cirúrgicas, nos últimos tempos. As grandes pesquisas sobre o assunto começaram na década de 70 com o intuito de tornar os resultados mais naturais. Mas os estudos decisivos aconteceram nos anos 80 e 90, quando o
formato e a textura dos implantes foram aprimorados.

Nesta década, a tecnologia continuou evoluindo e o material da prótese, antes liso – o que poderia provocar irregularidades –, foi substituído por outro – rugoso, também de silicone. “O gel interno, que antes era líquido, se escapasse podia se espalhar pelos órgãos e se misturar à corrente sanguínea, o que poderia causar infecções graves. Agora, a prótese é
recheada de gel, que não se mistura à corrente sangüínea, num caso excepcional de vazamento”, explica o cirurgião plástico, Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

Devido a toda esta evolução, hoje, é possível esculpir o busto da maneira desejada, com o colo mais ou menos projetado, com um formato mais ou menos insinuante... “Hoje, a técnica cirúrgica apresenta menos riscos, como o de redução de contratura capsular, popularmente chamada de encapsulamento. O problema acontece quando a membrana que se forma naturalmente ao redor da prótese se contrai, deixando a mama mais arredondada, dura, com aparência artificial e dolorida. Felizmente, quadros como esse são cada vez mais raros devido às novidades para facilitar e modernizar os procedimentos”, diz Ruben Penteado.

O formato da prótese de silicone também passou por mudanças. Primeiro, veio a forma redonda; depois, o formato de gota. Agora, temos como opção a forma cônica. “Como o próprio nome diz, ela lembra um cone por causa da base reta e larga e das laterais que vão afinando em direção à aréola. O desenho, que foi inspirado no sutiã de enchimento, deixa o resultado mais discreto e
projeta o mamilo”, explica o diretor do Centro de Medicina Integrada.

A prótese de perfil cônico só não é recomendada para quem sonha com mamas grandes e redondas, mas adequasse bem aos planos de quem deseja um resultado mais natural, pois suas bordas finas oferecem uma transição suave com a caixa torácica, evitando, assim, degraus visíveis, que evidenciam que a mulher foi operada e tem próteses de silicone.

“Independentemente do modelo de prótese escolhido, para que o resultado final fique natural, é preciso levar em conta uma série de critérios, como as proporções de cada paciente e a quantidade de pele disponível para cobrir o silicone”, explica Ruben Penteado, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Outra novidade para moldar os seios são as próteses com palpação mais suave, que contém um gel altamente coesivo de silicone, com textura de gelatina. “Este tipo de prótese também aumenta o busto sem deixá-lo duro ou artificial. Com esse implante, a mama fica tão macia ao toque quanto uma que não foi operada”, informa o cirurgião plástico.

Evolução com saúde

A evolução do silicone foi essencial para reduzir os casos de vazamento e de contratura capsular. E os números provam isso: no início, quando o material era líquido, a cada cem implantes realizados, um ficava duro. Mais tarde, quando ele se tornou gelatinoso, apenas uma prótese a cada mil colocadas endurecia. “Hoje, devido ao aprimoramento do material, a chance de
encapsulamento é mínima, menor que 1%. Mas a paciente precisa ser alertada que qualquer prótese pode ser rejeitada pelo organismo”, destaca o médico.

Não dá para falar em evolução na cirurgia dos seios sem mencionar as técnicas cirúrgicas utilizadas. “A por via axilar apresenta um pós-operatório mais delicado, mas é muito procurada por jovens que querem aumentar o busto, sem mexer nas aréolas. Após a anestesia, o médico faz uma incisão de três a quatro centímetros na dobra da axila e introduz o implante”, diz Ruben Penteado. Existem ainda outros dois tipos de cortes: o chamado aerolar e a sub-mamário.

A tecnologia também chegou ao pós-operatório. Hoje, contamos com adesivos que podem auxiliar na hora da sutura, garantindo uma cicatriz mais discreta. “Ao término da cirurgia, uma tela autoadesiva de poliéster é colocada sobre o corte e, por cima dela, um adesivo cutâneo líquido com proteção bacteriana. Esse curativo reduz em meia hora a cirurgia, pode ser molhado,
não precisa ser trocado e é retirado após 15 dias. Também é uma opção para as pacientes alérgicas ao micropore”, diz o cirurgião plástico.