sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pesquisa global mostra que um quarto de brasileiros doa


O World Giving Index, o estudo mais abrangente já realizado sobre doação no mundo, publicado hoje pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e Charities Aid Foundation (CAF), aponta que um quarto dos brasileiros doou dinheiro para as organizações sociais no último mês.


O estudo utilizou uma pesquisa feita pela Gallup sobre o comportamento de indivíduos em relação a doações em 153 países, cobrindo 95% da população global, para medir três diferentes tipos de comportamento – doações em dinheiro para organizações sociais, tempo utilizado para trabalho voluntário e ajuda a estranhos. O World Giving Index combina esses comportamentos para compor um ranking dos países mais generosos do mundo. A Austrália e Nova Zelândia são os primeiros da lista.

O Brasil aparece em 76ª posição do ranking, junto com a Argentina e a Nicarágua, onde também um quarto da população doa dinheiro e quase a metade ofereceu ajuda a estranhos no último mês.

Malta é o país com o maior percentual da população (83%) doando dinheiro. O Turquemenistão é o mais generoso em doar seu tempo, com 61% da população voluntariando para organizações. A Libéria é a primeira em ajuda a estranhos (76%).

“Essa é a primeira vez que o comportamento referente a ações de caridade foi medido abrangendo quase a totalidade da população mundial e é encorajador ver o Brasil na média da lista e vindo na frente dos outros países do BRIC”, diz Márcia Woods, Diretora Executiva do IDIS. “Entretanto, é uma oportunidade avançarmos no assunto, com a sociedade construindo propostas concretas para encorajar um comportamento mais generoso, seja por meio de uma legislação mais favorável para as doações em dinheiro, seja através do incentivo ao voluntariado.”

O estudo também compara se a felicidade ou a riqueza é um aspecto importante em influenciar a decisão sobre doar ou não dinheiro para organizações de caridade. Para todos os países, o IDIS/CAF comparou a força da correlação entre doar e o PIB dos países e a felicidade da população. Foi encontrado que a correlação entre a felicidade e doação é mais forte que a correlação com riqueza.

O Diretor de Pesquisa da Charities Aid Foundation (CAF), Richard Harrison diz: “O World Giving Index mostra que as pessoas são realmente generosas e cada país tem sua própria maneira de doar para organizações sociais, seja por meio de recursos financeiros ou tempo. Doar dinheiro para organizações é tradicionalmente visto como sendo motivado por quão rico a pessoa é. Contudo, fica evidente que a felicidade tem um papel importante em influenciar se uma pessoa doa.”

“A pesquisa sugere um ciclo virtuoso em que uma pessoa doa para uma organização, que provoca melhora na qualidade de vida de seus beneficiados, trazendo felicidade. E os beneficiados, em troca, são mais propensos a serem generosos.”

As informações são do IDIS

Foto: Divulgação
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