Quem Somos

Conheça a Ong DCM

Doações

Saiba como fazer a sua doação

Seja um Voluntário!

Saiba como se tornar um voluntário

terça-feira, 31 de agosto de 2010

ONG DCM/ SAÚDE - Descolamento de retina: uma emergência oftalmológica



Fonte: Divulgação
Foto: Divulgação


São mais suscetíveis ao problema pessoas com altos graus de miopia e
diabéticos


O jogador de futebol chileno, Fierro, meio de campo do Flamengo, enfrentou
um momento muito difícil na sua carreira, recentemente. Estava tudo acertado
para o jogador ser emprestado ao time argentino, Boca Juniors, mas um exame
médico apontou um problema no olho direito.

O exame revelou um descolamento de retina. O jogador, que já havia
apresentado esse tipo de lesão, há cinco anos, teve uma boa recuperação e
voltou a jogar normalmente. Agora, o problema voltou e o acerto com o Boca
foi desfeito, porque o time não conseguiu uma apólice de seguro que cobrisse
um eventual acidente de trabalho do jogador.

“O descolamento de retina ocorre quando a retina se descola da coróide,
camada extremamente rica em vasos sanguineos e nutrientes, que também tem o
papel de irrigar a retina. Quanto mais tempo a retina fica desprendida da
coróide, mais desnutrida ela fica. A retina, então, que tem cor alaranjada e
consistência flexível, assume uma cor esbranquiçada e apresenta um aspecto
endurecido”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO,
Instituto de Moléstias Oculares.

Nos casos de descolamento da retina, o indivíduo não sente dor, mas a sensação é extremamente desconfortável. Pode haver a perda parcial ou total da visão - nos casos mais sérios - de um olho ou de ambos. “Outro sintoma é
enxergar um flash de luz extremamente intenso e veloz, ou então, passar pela
chamada sensação de moscas volantes, como se existissem insetos voando, em
seu campo de visão”
, explica Centurion.

Quando a pessoa se vê diante destes sintomas, não deve usar nenhum remédio
ou colírio. “O mais apropriado é procurar o mais rápido possível um
atendimento oftalmológico. O prognóstico da visão vai depender da velocidade
de ação para resolver o quadro clínico. Quanto maior a demora para
diagnosticar e tratar o problema, mais tempo a retina ficará doente, o que
poderá levar a danos permanentes na visão”, diz o médico.

Uma emergência oftalmológica - O descolamento da retina é considerado um caso de emergência oftalmológica,
onde não há risco de vida do paciente, mas existe risco de perda da função
do órgão. “Assim que o diagnóstico é confirmado, o paciente deve passar por
cirurgia”, explica Juan Carlos Sanchez Caballero, oftalmologista que também
integra o corpo clínico do IMO.

Ainda que realizada no tempo certo, o resultado da cirurgia não depende somente de “colocar a retina no lugar”. Por mais que a parte anatômica esteja adequada, isso ainda não é uma garantia de que as células vão
funcionar como antes, ou seja, que os estímulos serão enviados para o
cérebro da forma ideal. “Em alguns casos, pode haver uma perda mínima, quase
imperceptível, da visão. Em outros, o paciente pode passar a enxergar
parcialmente, somente luzes, apenas vultos. E dentro do pior cenário, ele
pode ser acometido pela cegueira”, diz o médico.

Atualmente, casos extremamente complexos de descolamento de retina podem ser
tratados graças à evolução da técnica cirúrgica, dos meios diagnósticos e
dos equipamentos envolvidos diretamente nos procedimentos cirúrgicos.
“Dentre estes, podemos citar o instrumental cirúrgico, ecografias de alta
definição, tomografias oculares de última geração e vitreófagos cada vez
mais eficientes e seguros”, destaca o oftalmologista Juan Carlos Sanchez
Caballero.

O descolamento de retina pode acontecer com qualquer pessoa, mas são mais
suscetíveis ao problema pessoas com altos graus de miopia (mais de dez
graus), o chamado alto míope tem a retina frágil e afinada. Diabéticos
também fazem parte do grupo de risco, pois o diabetes é um tipo de
microangiopatia, ou seja, altera os pequenos vasos de todos os órgãos, logo,
a irrigação da retina também fica comprometida. “Fora desse grupo, o que
pode provocar o descolamento de retina são movimentos muito bruscos de
chicote, como mergulhar, fazer esportes radicais ou até o impacto de saltar
do chão e descer, como num jogo de vôlei. Todos os atletas que praticam
esportes de contato também estão mais expostos ao risco de descolamento de
retina
”, diz Caballero.

CONTATO:
www.imo.com.br

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ONG DCM - MULHERES!



Fonte: Sebrae


* A proporção de mulheres entre os empreendedores brasileiros é uma das mais altas entre 29 países pesquisados.

* É maior, entre os empreendedores, o número de mulheres que abrem pequenos negócios por necessidade de sobrevivência familiar.

* Mulheres de 18 a 34 anos de idade apresentam as maiores taxas de atividades empreendedoras.

* É maior o número de pessoas com 25 a 44 anos que se envolvem com a atividade de criar negócios.

* A maior parcela de empreendedores brasileiros é formada por pessoas que têm de 5 a 11 anos de escolaridade.

* As mulheres têm se destacado dirigindo instituições não-governamentais (ONGs) que vêm prestando serviços relevantes à garantia dos direitos , isto é, à cidadania.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ONG DCM - ALIMENTAÇÃO Baixa umidade do ar em SP: o que comer e o que evitar



Fonte: Divulgação/Barcelona Soluções

Sem previsão de chuvas na cidade nos próximos dias, médico dá dicas de como alimentação pode ajudar a combater e prevenir efeitos do clima seco

Para evitar problemas de saúde, sobretudo nos olhos, garanta e sistema respiratório devido à baixíssima umidade relativa do ar no estado de São Paulo (a capital atingiu 17% essa semana e alguma cidades chegaram a 12%), é preciso tomar alguns cuidados com o corpo e redobrar a atenção com a alimentação. De acordo com o Dr. Milton Mizumoto, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), alimentos que ajudam na hidratação do organismo são tão importantes quanto água, sucos e outros líquidos.

"Frutas ricas em líquido e legumes em abundância são opções mais adequadas nesses dias muito secos. Laranjas e outras frutas que são boas fontes de vitamina C também são importantes, pois essa vitamina ajuda a reduzir as crises de rinite, que se tornam mais frequentes com a baixa umidade", explica Mizumoto. Melão, melancia, espinafre e mirtilo (blueberry) também estão liberados.

Além disso, beber muito líquido é fundamental. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de 3,5 litros e 2,5 litros de água, respectivamente, para homens e mulheres adultos. "Mas com a umidade tão baixa, o ideal é beber ainda mais", recomenda o médico nutrólogo.

O que evitar

De acordo Mizumoto, alimentos de difícil digestão e com alto teor de sal (como carne seca, bacalhau e feijoada) não são boas opções, pois, embora despertem o mecanismo da sede, fazendo ingerir mais água, podem levar a quadros de hipertensão arterial a quem já está propenso. Já a hidratação pelo consumo de bebidas alcoólicas (como a cerveja) acarreta demanda de mais água pelo organismo, pois bebidas fermentadas exercem aumento da pressão osmolar no sangue.

Enquanto a chuva não vem, é bom evitar também alimentos apimentados, que estimulam a transpiração e, dessa forma, fazem o corpo eliminar mais água durante o dia. O médico nutrólogo também orienta que exercícios físicos e exposição ao ar livre sejam praticados antes das 10h ou após as 17h, nos horários em que as temperaturas estão mais amenas.

O que comer e o que evitar em dias muito secos

O que comer

Melancia
Laranja
Melão
Espinafre
Sucos de frutas naturais
Mirtilo (blueberry)
Pepino
Espinafre
Legumes em geral
Gelatinas
?gua de coco
Isot?nicos

===================
O que evitar

Bebidas alcoolicas
Carne seca
Feijoada
Bacalhoada
Alimentos com muito sal
Carne de churrasco

De acordo com a OMS, índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% devem ser classificados como estado de atenção; abaixo de 20%, estado de alerta; e inferiores à 12%, estado de alerta máximo. No interior do Estado, algumas cidades chegaram a registrar índices de umidade relativa do ar em torno de 12%.

Alimentação na prevenção de doenças é tema de congresso médico

O papel da alimentação como aliada na prevenção de doenças, inclusive cardiorrespiratórias, é um dos temas que serão discutidos no XIV Congresso Brasileiro de Nutrologia, que acontece de 15 a 17 de setembro em São Paulo. O evento, promovido pela ABRAN, espera reunir este ano 2.500 médicos e profissionais de saúde e contará com painéis abertos ao público com dicas sobre alimentação e saúde. Informações www.abran.org.br/congresso

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Acordo abre polêmica sobre fiscalização de entidades sociais

Fonte: Rede GIFE

Um acordo realizado pelo Ministério da Justiça (MJ) e o Ministério Público Federal (MPF), anunciado no dia 6 de agosto, prometia dar mas transparência sobre os recursos públicos destinados para as organizações sociais. No entanto, uma análise mais aprofundada na iniciativa mostra que, além de ineficiente, a proposta pode ser falaciosa.

O que se propôs a fazer é o seguinte: o MJ compartilhará seu banco de dados do Cadastro Nacional de Entidades de Utilidade Pública (CNEs) com o MPF. Como, anualmente, essas entidades sociais devem prestar contas ao MJ, a partir dessas informações, o Poder Público poderá escolher onde investir o dinheiro.
Até o momento, estão cadastradas a 17.681 entidades, das quais, 3.963 são organizações da sociedade civil de utilidade pública (Oscips), 11.954 são entidades sociais de utilidade pública federal (UPF), 90 são organizações estrangeiras e 1.674 são associações ou fundações não tituladas ou qualificadas.

Em caso de desvio do recurso público a entidade poderá ser descadastrada e os envolvidos poderão ser condenados de forma mais fácil e rápida. “Os dados serão disponibilizados aos procuradores nacionalmente, ou seja, o procurador terá mais uma ferramenta disponível para o controle e uma eventual fiscalização sem as práticas demoradas e burocráticas anteriores”, afirmou o secretário-geral do Ministério Público Federal, Lauro Pinto Cardoso Neto, quando o acordo foi divulgado.

No entanto, o advogado especialista em terceiro setor, Eduardo Szazi, é restritivo a respeito da iniciativa. Segundo ele, o acesso aos recursos governamentais não requer a prévia qualificação como OSCIP ou UPF.

“É falacioso imaginar que o instrumento ajudará o poder público a escolher onde investir o dinheiro, pois, como se sabe, a quase totalidade é feita por convênios e não por termos de parceria, inclusive por resistência do próprio poder público, que não quer fazer concurso de projetos ou mesmo submeter os ajustes aos conselhos de política pública”, critica.

O especialista também alega que a iniciativa irá submeter ao MPF entidades que não recebem financiamento público. “Ora, essas entidades são privadas e, não havendo dinheiro do governo, esse controle é ilegal”, denuncia.

Enquanto isso, o secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, afirma que a transparência é necessária depois do “alarmismo” em relação à participação da sociedade civil junto às ações de governo depois da CPI das ONGs. Embora defenda que não se possa criminalizar a sociedade civil, Abramovay endossa o acordo mostrando que a culpa recai sempre sobre a ela.

"É sempre louvável a busca de qualificação da relação do Estado com as organizações da sociedade civil. Mas a perspectiva do governo em relação à transparência tem sido mais de controle e cerceamento do que de fortalecimento das organizações. As estratégias para ampliar essa transparência deveriam evitar a burocratização de organizações, que são ricas exatamente pela sua organicidade e articulação nas questões em que estão envolvidas", acredita o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.

“Infelizmente, é mais uma iniciativa que investiga a pia quando devia investigar a torneira. É no gestor público e seus critérios de escolha da entidade que deve se focar a fiscalização”, acredita Szazi.

Questionada sobre o tema a Associação Brasileira de Organizações não Governamentais (ABONG) ainda não tinha opinião formada.
Tão logo avaliem o assunto, o redeGIFE trará aos seus leitores sua conclusão.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DICA - A Vida com ELA - Esclerose Lateral Amiotrófica

Fonte: Divulgação



A trajetória de quem viveu por nove anos com esclerose lateral amiotrófica

A cada 90 minutos alguém é diagnosticado com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). A Doença de Neurônio Motor (DNM), como também é chamada, é uma doença neurológica que causa paralisia progressiva em praticamente todos os músculos esqueléticos, comprometendo a motricidade dos membros, a fala e, até mesmo, a respiração.

Quando Mauricio Cukierkorn, então com 62 anos de idade, recebeu o diagnóstico de ELA, sua família se mobilizou para oferecer a melhor qualidade de vida possível ao paciente e para buscar informações sobre as melhores opções de tratamento para a doença.

De natureza fatal, o engenheiro viveu nove anos com a doença, muito mais do que a estimativa - os pacientes frequentemente vivem de três a cinco anos após o início da dos sintomas. Vivendo cada dia com disposição e força de vontade, Maurício não 'abandonou' o trabalho totalmente e as horas de lazer foram valorizadas, tudo com o apoio da família que foi fundamental durante todo o tratamento. A experiência de cuidar do pai e dedicar carinho e apoio para com ele resultou em um livro, em que a filha, Flora Cukierkorn Diskin descreve toda a trajetória de suas vidas desde o momento que descobriram a doença na família.

O objetivo de Viver sem Morrer - a vida com ELA - esclerose lateral amiotrófica não é contar a história de vida de uma pessoa com a doença, mas sim explicar as diferentes fases da doença, como ela interage com o corpo do paciente, seus mistérios e como tratá-la, e o mais importante. A autora também mostra como o carinho e cuidado com quem tem ELA é essencial e renovador para o doente.

Dentre os principais sintomas de ELA, os mais comuns são: fraqueza ou cãimbra muscular nos membros, contrações musculares espontâneas no corpo, enrigecimento dos membros, fala comprometida e dificuldade para deglutir. "Meu pai passou por tudo isso e a família procurou proporcionar bons momentos a ele, estando ao seu lado durante o tratamento, ressaltando a importância do amor dado ao doente e a necessidade de mostrar que cada dia a mais na vida vale a pena", explica Flora.

De acordo com a autora, a obra demonstra que o carinho e os cuidados adequados auxiliam de forma decisiva no tratamento, amenizando o sofrimento do paciente. "Quando deixamos um doente isolado, ele acaba desistindo de viver, por isso os cuidados são importantes para encorajá-lo em busca da cura", afirma.

Outro destaque da história fica por conta da força de vontade de Maurício, o que permitiu superar as expectativas dos médicos. Flora diz que "nos nove anos de tratamento do meu pai houve dor, sofrimento, mas também oportunidade de vivenciar conquistas, aprendendo muito a seu lado em momentos importantes."

Ao longo dos capítulos, médicos que auxiliaram no tratamento de Maurício falam da doença e relatam um aprendizado bilateral, explicando ELA nos seus detalhes por meio de uma linguagem simples e direta. "O livro traz um grande aprendizado, expondo as particularidades da doença que para alguns ainda é desconhecida", ressalta Dr. Acary Souza Bulle Oliveira, neurologista que acompanhou toda a trajetória de Maurício, e diretor fundador da Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABrELA).

Viver sem Morrer é um lançamento da Editora Manole. Parte da renda do livro será revertida para a Abrela.


Esclerose Lateral Amiotrófica - ELA
Doença rara (com incidência ao redor de 1,5 caso/100.000 pessoas por ano), a esclerose lateral amiotrófica - ELA, também chamada por Doença de Lou Gehrig ou doença do neurônio motor (DNM), é uma condição neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores do cérebro (neurônio motor superior - NMS) e da medula nervosa (neurônio motor inferior - NMI). O termo esclerose lateral refere-se ao 'endurecimento' do corno lateral da medula espinhal, no qual se localizam fibras nervosas oriundas de neurônios motores superiores, formando o trato cortico-espinhal lateral. A condição é de etiologia desconhecida e, até o momento, não há cura. O estágio final da doença é dramático: os pacientes ficam no leito, sem movimentos, com respirador artificial, com alimentação via sonda e comunicação comprometida, muitas vezes só conseguida por meio de movimentos oculares.


Sobre a Autora:
Flora Cukierkorn Diskin - Formou-se em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em seguida, em 1990, estudou decoração de interiores. Inspirada no pai, Mauricio Cukierkorn, engenheiro civil, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), especializou-se nas áreas de construção e reformas, bem como de decoração de imóveis comerciais e residenciais. Obteve reconhecimento por trabalhos em arquitetura de interiores em diversas publicações.

Serviço:
Livro - Viver sem Morrer - A VIDA COM ELA - esclerose lateral amiotrófica
Autora - Flora Cukierkorn Diskin
Minha Editora - Selo Editorial Manole, 2010
Páginas - 112 páginas
ISBN - 978 85 7868 013 8
Preço sugerido - R$27,00

SAÚDE DCM - Oncologistas discutem em SP a eficácia de drogas para tratamento de tumores de mama e ginecológicos

Fonte e foto: Divulgação



O papel do bevacizumab no tratamento de câncer de ovário e de mama metástico e até que ponto é eficaz tratar o câncer de endométrio com quimioterapia estão entre as discussões de simpósio internacional promovido pelo Hospital A.C.Camargo com presença de alguns dos principais especialistas do mundo em câncer de mama, ovário, colo do útero e endométrio. Evento aconteceu de 12 a 14 de agosto no Mercure Grand Hotel, em São Paulo.

O câncer de ovário tem o mais alto índice de mortalidade entre os tumores ginecológicos. Ele corresponde a 30% dos cânceres ginecológicos, mas por cerca de 58% das mortes. O motivo para isso é que 75% dos casos são descobertos em estadio avançado, o que reduz bastante a chance de sucesso do tratamento. Um dos maiores desafios dos oncologistas está em justamente mudar esta realidade.

Estudos em andamento mostram que o bevacizumab pode ser um dos responsáveis por esta esperada transformação. O tema será abordado pela oncologista do Hospital A.C.Camargo, Solange Sanches, durante o 2º Simpósio de Tratamento Multidisciplinar de Câncer de Mama e Ginecológico entre 12 e 14 de agosto em São Paulo. Solange Sanches discutirá se é eficaz a possível adoção na prática clínica do bevacizumab para tratamento de câncer de ovário. Ela demonstrará resultados envolvendo índices de resposta de pacientes, regressão tumoral e frequência de efeitos colaterais como perfuração intestinal, hipertensão arterial, perda de proteína pela urina e sangramentos.

O bevacizumab será tema também de apresentação do oncologista Javier Cortes, do Hospital Vall d´Hebron Barcelona, da Espanha, que discutirá o verdadeiro papel da droga no tratamento do câncer de mama metástico. "Em quimioterapia, destacamos também a discussão do papel deste tratamento para casos de câncer de endométrio", destaca o coordenador geral do evento e diretor de Oncologia Clínica do Hospital A.C.Camargo, Marcello Fanelli.


Durante os três dias de evento haverá apresentações sobre a função do PET em câncer de colo do útero, personalização de tratamentos, desafios envolvendo reversão de metástases, preservação de fertilidade e grupos com indicação para mastectomia, dentre outros temas. Entre os convidados estão pesquisadores internacionais da University Medical Center Hamburg, da Alemanha; Hospital Vall d´Hebron Barcelona, da Espanha; M.D.Anderson Cancer Center, dos Estados Unidos; Universidad de Buenos Aires, da Argentina e Instituto Europeu de Oncologia, da Itália. Entre as instituições brasileiras estão o INCA, Faculdade de Medicina da USP, USP Ribeirão Preto, Unifesp, Hospital do Câncer de Jaú e a Sociedade Brasileira de Mastologia. A programação completa pode ser conferida no site http://www.accamargo.org.br/simposio2010/

Qualidade de vida de pacientes mastectomizadas - Um dos paineis do simpósio será exclusivamente voltado à reconstrução mamária, técnica que visa a melhora de qualidade de vida de pacientes submetidas à mastectomia. O oncologista Mário Rietjens, do Instituto Europeu de Oncologia, na Itália, apontará como podem ser individualizadas as técnicas de reconstrução mamária. Já o mastologista Ivo Carelli Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, discutirá a preservação de mamilo.

Outro especialista convidado para este painel é o cirurgião do Hospital A.C.Camargo, Alexandre Katalinic Dutra, que em sua tese de doutorado demonstrou que 95% das mulheres submetidas a técnica de reconstrução mamária apresentam alto grau de satisfação.

De janeiro de 2002 a dezembro de 2005, Alexandre Katalinic Dutra acompanhou 178 mulheres submetidas a reconstrução imediata da mama com o retalho do músculo dorsal e implante mamário. Para 75% das mulheres consultadas, o resultado pós-cirúrgico foi considerado bom ou ótimo. Uma parcela de 20% das pacientes afirmou ter gostado do resultado, embora acreditasse que poderia ter ficado melhor. O pós-cirúrgico foi considerado insatisfatório para 5% das pacientes. De acordo com a pesquisa, o Hospital A.C.Camargo atinge, nesse tipo de cirurgia, índices de satisfação equivalentes aos de países desenvolvidos da Europa e da América do Norte.

Informações http://www.accamargo.org.br/simposio2010/

Sobre o Hospital A.C.Camargo - O Hospital A.C.Camargo é um dos maiores centros de tratamento oncológico da América Latina. Realiza de forma integrada a prevenção, o diagnóstico e o tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer identificados pela Medicina, divididos em mais de 40 especialidades, sempre baseado na assistência multidisciplinar. Realiza anualmente mais de 950 mil atendimentos anuais (internações, tratamento ambulatorial e diagnóstico por imagem) sendo responsável hoje, por uma das maiores casuísticas no tratamento do câncer do país.

domingo, 1 de agosto de 2010

Dia Mundial da Amamentação é comemorado neste domingo

Fonte:Minha Vida
Foto: Getty Images




A maior realização da mãe é ver o seu filho crescendo e evoluindo. A amamentação é o primeiro passo importante, depois do próprio nascimento, rumo ao desenvolvimento da criança e, por isso, as mães devem dar muito atenção a esse gesto. Neste Dia Mundial da Amamentação, comemorado todo dia 1° de agosto, o Ministério da Saúde promove a campanha "Hospital Amigo da Criança", que incentiva os hospitais a aderirem uma série de requisitos que os credenciam como benéficos para a saúde das crianças. O principal desses requesitos é o incentivo ao aleitamento materno logo no primeira hora de vida do bebê.

O leite materno é o alimento mais completo que existe e é muito importante para o desenvolvimento sadio do bebê. "Ele é rico em gordura, proteína, carboidratos, minerais, vitaminas, enzimas e imunoglobulinas que protegem a criança contra várias doenças", explica a nutricionista Daniela Jobst. De acordo com a área técnica da saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, a estimativa é que o aleitamento exclusivo evitaria 13% das mortes em crianças menores de cinco anos em todo o mundo. E mais: cerca de sete mil mortes de recém-nascidos no primeiro ano de vida poderiam ser evitadas com a amamentação na primeira hora do parto. Confira abaixo, sete medidas essenciais para ajudar a amamentar o bebê da maneira correta.

1 - Desde a gravidez, os hábitos alimentares precisam ser os mais saudáveis possíveis. Na fase de amamentação, cuidar da alimentação da mãe é essencial. De acordo com o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital e Maternidade São Luiz, durante a fase da amamentação a mãe aumenta seu gasto calórico em 30%. "É importante suprir essas necessidades da mãe, com um cardápio equilibrado e variado. A mulher deve se alimentar a cada três horas e procurar por alimentos que forneçam boas doses de proteínas, como leite e carnes. E não pode esquecer o carboidrato, para dar muita energia", aconselha o especialista. Procure incluir também alimentos chamados galactogogos, como o chá de erva-doce e caldo de cana, uma vez que aumentam a produção do leite. E modere o consumo de alho, cebola, pimenta e alimentos muito condimentados, pois podem mudar o sabor do leite.

2 - Socorro, meu leite empedrou! O ingurgitamento mamário, ou popularmente leite empedrado, acontece quando a bebida fica presa na mama por causa da sucção inadequada ou do esvaziamento incompleto do peito. Isso acaba deixando os seios rígidos, causando dor e até febre. Mas existe prevenção: deixar o beber mamar bastante ou retirar o leite com as mãos ajudam a esvaziar o peito.

3 - Cuide do seio. É muito comum as mamães desenvolverem fissuras no bico do peito com a amamentação ao longo dos primeiros meses. Isso porque a pele da aréola é muito fina e sensível e os fortes movimentos de sucção do bebê podem causar rachaduras e muita dor. Calma, não precisa sofrer. Existe um modo muito mais fácil do que você imagina para evitar esse tipo de situação. A consultora em aleitamento, Evangelista Kotzias dos Santos, ensina que tomar banhos de sol e passar bucha na região ajuda a engrossar a pele. Para aquelas mães que estão sofrendo com as fissuras, a dica é passar um pouco do próprio leite em cima da ferida, pois ele tem alto poder de cicatrização. "Em casos mais graves, o médico pode recomendar uma pomada cicatrizante. Mas lembre-se de lavar o bico do peito sempre que for amamentar, para o bebê não ingerir o remédio", ensina a consultora.

4 - Durante os meses da gravidez e da amamentação, os seios aumentam muito de volume e seu sutiã pode crescer até três números. A pele estica bastante, portanto podem aparecer estrias e é comum a flacidez do tecido. Mas nada disso é desculpa para não amamentar! "Para prevenir flacidez e estrias, capriche na hidratação desde a gestação, usando cremes específicos e se lembrando sempre de lavar os seios antes de amamentar, para o bebê não ingerir o hidratante. E trate de usar bons sutiãs de sustentação, com alças largas, aros e bojos firmes", ensina consultora em aleitamento, Evangelista Kotzias dos Santos.

5 - Durante os meses da gravidez e da amamentação, os seios aumentam muito de volume e seu sutiã pode crescer até três números. A pele estica bastante, portanto podem aparecer estrias e é comum a flacidez do tecido. Mas nada disso é desculpa para não amamentar! "Para prevenir flacidez e estrias, capriche na hidratação desde a gestação, usando cremes específicos e se lembrando sempre de lavar os seios antes de amamentar, para o bebê não ingerir o hidratante. E trate de usar bons sutiãs de sustentação, com alças largas, aros e bojos firmes", ensina consultora em aleitamento, Evangelista Kotzias dos Santos.

6 - Muitas mães falam, mas é um mito acreditar que o leite materno é fraco por ter uma aparência aguada. "Realmente, o leite materno não tem a mesma consistência do leite de vaca, por exemplo, que é bem mais grosso. Mas essa aparência aguada não quer dizer menos nutrição. Se você mantém uma dieta equilibrada e oferece o peito sempre que o bebê pede, vai produzir leite de qualidade, na quantidade certa, e não precisa complementar a dieta do pequeno com nada", explica a consultora Evangelista Kotzias. Lembrando que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que os bebês se alimentem apenas com leite materno até os seis meses de vida e, depois, que ele seja usado como complemento da alimentação até os dois anos de idade.

7 - Estudos que comprovam os benefícios da amamentação não são poucos. Um dos mais recentes reforçou a lista. O estudo foi conduzido pelos pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra e mostrou que a amamentação ajuda a reforçar a saúde dos pulmões. Por meio da análise de 1.500 bebês, foi observado que aqueles que haviam sido amamentados por, pelo menos, quatro meses tinham um funcionamento melhor do pulmão, quando comparados com aqueles que tiveram a mamadeira como principal opção.